A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

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Arqueologia da Rede

Posted by dalberto em 5 fevereiro, 2009

Depois de 6 meses sem postar no blog retomo a atividade postando o historico da minha atuacao no campo das redes que estou publicando no espaço virtual (NING) da Escola de Redes

Arqueologia da Rede

Ola,

Não é fácil fazer um relato sobre meu envolvimento com a temática das redes, por diferentes razões. Primeiro, porque ele teve início a quase anos, quando coordenava projetos de pesquisa e consultoria no CEATS-USP. De lá para cá muita coisa se passou e mudou. Em segundo lugar, porque a minha relação com as redes já envolveu aspectos muito distintos, cada um deles podendo ser visto como um campo específico de atuação (redes e desenvolvimento, redes sociais, redes e tecnologias de informação, facilitação de redes, redes e colaboração etc) E finalmente, porque nos dias de hoje é cada vez mais difícil encontrarmos tempo para dedicar a atenção necessária às diferentes redes às quais estamos vinculados, entre as quais, a própria Escola de Redes.

Diante destas dificuldades, acabei adiando tanto a elaboração desse relato, que talvez uma solução seja iniciá-lo e, pouco a pouco, ir aprimorando, criando versões mais atualizadas, aproveitando os recursos que a Internet oferece para este tipo de narrativa.

Então, vamos comecar… pelo princípio….

–(Bem, eu já estava começando a escrever o início do meu envolvimento quando percebi que vou acabar escrvendo um tanto sobre cada etapa. Ao tentar lembra os principais acontecimentos percebo que há várias histórias que podem ser contadas, e parece que este esforço pode ser profícuo, permitindo que eu identifique algumas das principais aprendizegens nesta trajetória. Sendo assim, acho que vou publicando aos poucos, etapa por etapa, a minha caminhada neste campo das redes.

Arqueologia das Redes

1 – Rede de Projetos Sociais na Amazônia – (1996 – 1999)

A minha primeira incursão no mundo das redes ocorreu há 15 anos atrás, quando trabalhava como pesquisador e consultor fa FIA/FEA/USP e CEATS – Centro de Estudos em Administração do Terceiro Setor. Entre 1995 e 1996 tive a oportunidade de trabalhar em projetos voltados ao mapeamento de organizações e iniciativas voltadas à promoção da inclusão social e formação profissional nos nove estados da Amazônia Legal. Esta iniciativa, realizada para a SUDAM, foi realizada a partir de uma metodologia de pesquisa-ação que conciliava levantamento de informações, engajamento e capacitação de atores dos diferentes setores atuantes na região.Durante o projeto foram mapeados e catalogados mais de 700 projetos e 400 organizações que atuavam na região, permitindo a publicação de um panorâma da atuação dessas organizações naquela época.

Entre as recomendações no final do projeto destacava-se a necessidade da criação de uma rede de organizações que pudesse atualizar, através da Internet, informações sobre as ações sociais desenvolvidas na região. O apoio à criação dessas redes (de organizações e de informações) foi o principal objeto do projeto BIPSAM – Banco Interativo de Projetos Sociais da Amazônia, desenvolvido entre 1998 e 1999, quando pude realizar pesquisas e entrar em contato com diversos autores, ativistas e organizações trabalhando sobre o tema. Quais foram as principais referências naquela época ?

Academicamente, foi um marco para mim A Sociedade em Rede, de Castells. Do ponto de vista da atuação prática, no campo da sociedade civil, era marcante o pioneirismo da RITS, que se propunha a criar uma rede de informações para as organizações do terceiro setor além de facilitar o acesso às novas TICs (tecnologias de informação e comunicação). E no campo do desenvolvimento, destacava-se os esforços de algumas organizações multilaterais, interessadas em promover a articulação de redes entre as organizações voltadas ao desenvolvimento. Na etapa de prospecção tive a oportunidade de entrar contato com propostas e gestores de programas do Banco Mundial (InfoDev), PNUD, BID, UNESCO e GKP (Global Knowledge Partnership), além de participar da Escuela Latinoamericana de Redes, promovida pela Internet Society, em Mérida/Venezuela.
Logo no início do projeto realizamos reuniões com o propõsito de integrar a RITS ao projeto, assim como contatos com outras organizações interessadas em apoiar projetos desta natureza,, porém, conforme percebemos ao longo do projeto, ainda não haviam as condições mínimas para se construir uma rede que dependesse da comunicação através da Internet O projeto promoveu o envolvimento das principais organizações atuantes na região, que reconheceram a relevância de uma rede e um banco interativo de projetos sobre a sua atuação, mas a exclusão digital na região era tão grande (menos 1% da população com acesso à Internet), que foi difícil sustentar a rede após o término do projeto.

A experiência e a aprendizagem obtida neste primeiro projeto no campo das redes foram marcantes, e posso falar mais sobre elas em outro momento, mas por hora acho que posso deixar alguns links..
(É surpreendente encontrar esses links através do Google, tanto depois desses conteúdos terem sido publicados. Isto nos faz pensar sobre nossas pegadas na Web….)

Website do Projeto e do Banco de Dadoshttp://www.genamaz.org.br/bipsam/index.htm

Noticia na RETS http://www.genamaz.org.br/bipsam/index.htm

Artigo sobre o projeto na RAU/USPhttp://www.rausp.usp.br/busca/artigo.asp?num_artigo=5
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Próximas etapas…

2 – Les Reseaux – Paris – 2000 – 2001
3 – Redes Colaboração e Aprepriação Social das TICs – RITS – 2002 – 2007 – RITS
4 – Redes para o Desenvolvimento – ABDL – 2002 – 2007
5 – Liderança e Desenvolvimento em redes – ABDL – (2007 – ?)

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Redes e Desenvolvimento 2008

Posted by dalberto em 16 julho, 2008

A ABDL, em parceria com o SENAC_SP organizam a II edicao do seminario internacional Redes e Desenvolvimento.

Seminário discute trabalho em redes para o desenvolvimento sustentável

Como pessoas e organizações podem tirar proveito do trabalho colaborativo em rede para contribuir com iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável? A questão será o principal eixo das discussões da edição 2008 do Seminário Redes e Desenvolvimento, que será promovido pela ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças) e pelo Senac São Paulo de 30 de julho a 1º de agosto na zona sul da capital paulista.

O evento reunirá cerca de 200 pessoas dos setores público e privado e de organizações não-governamentais, além de pesquisadores brasileiros e do exterior. Para aprofundar as reflexões sobre redes e desenvolvimento sustentável, o primeiro dia seminário focará nas dimensões social, ambiental, política e econômica, apresentando experiências de redes ligadas aos temas dos direitos da criança, das mudanças climáticas, das políticas públicas e do empreendedorismo social. O objetivo do dia seguinte é o de debruçar sobre os principais desafios da articulação em redes, trazendo exemplos práticos de redes que enfrentam questões relacionadas à: potencial e limitações da articulação, dinâmica e estrutura de redes, escala e alcance das ações, metodologias e tecnologias para a colaboração.

Nesta segunda edição do evento, representantes de redes relacionadas aos quatro temas do seminário ilustrarão o debate com suas experiências em palestras, painéis de práticas do trabalho em rede e rodas de diálogos e construção coletiva. As rodas serão a principal novidade da segunda edição do evento, que teve sua primeira versão em julho de 2006. Visam propiciar a participação e a colaboração entre as cerca de 200 pessoas aguardadas para o evento, possibilitando aprofundamento das discussões em torno de dilemas e conquistas que permeiam o universo das redes para o desenvolvimento.

Entre os profissionais que já confirmaram sua participação, estão Antônio Carlos G. da Costa (Modus Faciende), Augusto de Franco (Agência de Educação para o Desenvolvimento), Enrique Mendizabal (Overseas Development Institute), Gilberto de Palma (Instituto Ágora), Karen Worcman (Museu da Pessoa/ Brasil Memória em Rede), Kemly Camacho (Sulá Batsú/Bellanet), Ladislau Dowbor (PUC-SP), Leslie Paal & Heather Creech (Canadá – International Institute for Sustainable Development); Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), Ricardo Wilson-Grau (Consultor em desenvolvimento) e Rodrigo Costa da Rocha Loures (Federação das Indústrias do Paraná).

Este seminário marca a conclusão da segunda edição do Redesenvolvimento 2007, Programa de Formação em Redes para o Desenvolvimento, promovido pela ABDL e pelo LEAD International. Os participantes do programa são protagonistas na realização do evento, que conta com o patrocínio do Instituto C&A, do Instituto HSBC Solidariedade e da Fundação Telefônica.

O seminário será realizado graças às parcerias com: Impact Alliance, Sebrae São Paulo, Rits e todas as organizações que participam do Redesenvolvimento 2007: Artemísia, Ashoka,, Associação Metindjé Kayapó, Fundação Telefônica, Instituto HSBC Solidariedade, Instituto Pólen e Redeh, Instituto RIA e Tzedaka, Museu da Pessoa, ORBIS – Observatórios do Desenvolvimento Regional Sustentável, Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, Rede LEAD, Rede Municipal de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente de Niterói e Txai Cidadania e Desenvolvimento Social.

Mais detalhes podem ser conferidos no Termo de Referência e no site www.redesedesenvolvimento.org.br.

CONTEXTO

A colaboração e o intercâmbio de saberes na promoção do desenvolvimento

Nosso tempo exige que a cultura do trabalho em rede seja incorporada às práticas cotidianas das organizações, sejam elas da sociedade civil, empresariais ou governamentais.

A promoção do desenvolvimento sustentável requer a adoção de valores como o da colaboração e da cooperação, incentivando o surgimento de ações e práticas de gestão inovadoras.

No mundo contemporâneo, as redes se constituem como nova forma de organização social capaz de romper barreiras, diminuir distâncias, promover o trabalho colaborativo e a ação orquestrada em direção ao desenvolvimento.

A prática do trabalho colaborativo em instituições dos diferentes setores tem se revelado uma interessante alternativa às formas tradicionais de organização. Neste contexto, as redes surgem como o arranjo social de orquestração a integrar diversas iniciativas e promover o intercâmbio de idéias, conhecimento e práticas.

A articulação em rede possibilita ampliar o escopo de atuação, a escala de abrangência, o intercâmbio de informações e conhecimento e o ganho de capital social. Porém, o trabalho em rede também traz desafios a serem enfrentados por seus integrantes.

Vantagens e desafios do trabalho em rede serão apresentados e debatidos por profissionais com larga experiência na temática das redes para o desenvolvimento, que trarão aportes teóricos e práticos.

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Um Mapa das Comunidades Virtuais

Posted by dalberto em 2 maio, 2007

Este é um mapa interessante do ciberespaço que mostra algumas das principais comunidades virtuais (redes sociais) existentes na web. Em princípio o tamanho de cada território esta relacionado ao número de usuários.

A charge foi publicada em um website de comics chamado XKCD.

online

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Nós e a rede na WEB2.0

Posted by dalberto em 1 março, 2007

Nos últimos três anos encontramos, cada vez mais, serviços e recursos da denominada WEB2.0 na Internet. Este vídeo criativo, produzido por Michael Wesch, professor de antropologia cultural da Universidade do Kansas, explica e ilustra, ao mesmo tempo, as principais tendências da chamada WEB 2.0 e como o uso de algumas de suas ferramentas jã afetam o modo como utilizamos e criamos a própria rede.

Na wikipedia o termo WEB2.0 é descrito como “a segunda geração de serviços e aplicativos da Web e aos recursos, tecnologias e conceitos que permitem um maior grau de interatividade e colaboração na utilização da Internet. As aplicações desta geração disponibilizam interfaces tão dinâmicas quanto as existentes nas tradicionais aplicações desenvolvidas para desktops, em contraposição com as páginas praticamente estáticas da primeira geração de aplicações para Web, a “Web 1.0″.”

Entre os principais conceitos, recursos e ferramentas ilustrados no vídeo estão o Hipertexto, XML, Tags, RSS, Blogs, Youtube, Flickr Maps, Del.icio.us e WIKIs. No final do vídeo destaca-se s idéia de que:

“Web 2 é ligar pessoas …pessoas compartilhando, trocando e colaborando”

assim como a necessidade de repensarmos as noçõe de copryright, indentidade, ética, estética, retórica, governança, privacidade e comércio, além de nós mesmos.

Logo abaixo há uma lista de serviços da WEB2.0 que podem ser utilizados gratuitamente:

Desktop Virtual e Agregadores de RSS:

Escritório e Produtividade:

Social Web:

Fotos:

Música:

Podcasts:

Bookmarking:

Armazenamento:

Comunicação:

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Seminario sobre Cultura Digital

Posted by dalberto em 29 novembro, 2006

Para onde vai a cultura digital?
Inclusão e exclusão digital, os rumos da arte, software livre, criação e distribuição na web, TV digital são temas de seminário no Rio e em Recife
Unir “o ministro da tecnologia” do movimento manguebeat, h.d.mabuse, de Recife, o diretor do Creative Commons no Brasil, Ronaldo Lemos, o coordenador do projeto Puraquê, da Associação dos Amigos da Inclusão Digital da Amazônia, Jader Gama, documentaristas, sociólogos, antropólogos e representantes do Comitê Gestor da Internet para discutir a perspectiva das artes e da comunicação no século XXI é desafio do seminário “A Cultura Além do Digital”. A curadora desta miscelânea de ritmos cibernéticos é a coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da UFRJ e editora, Heloísa Buarque de Hollanda.
O seminário será realizado entre os dias 4 e 14 de dezembro, nas cidades do Rio de Janeiro (Senac) e Recife (Fundação Joaquim Nabuco), iniciativa conjunta do PACC da UFRJ com o Tangolomango. “A idéia é juntar o pensamento acadêmico com a experiência dos criadores e produtores, que já começam a sentir os efeitos das novas tecnologias em todos os setores”, diz Heloísa.
“Queremos debater tanto a inclusão quanto à exclusão da cultura digital”, acrescenta Marina Vieira, diretora do Tangolomango.
Os debates, que contarão com participantes de todo o país, incluem desde a discussão de software livre à chegada da TV digital até os reflexos destas transformações nas áreas de edição, produção e comercialização de música, literatura, cinema e artes plásticas.
Também estarão presentes, entre outros, o coordenador do Laboratório Telemídia PUC-RJ, Luiz Fernando Soares, a advogada Sílvia Gandelman, o diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger e a documentarista e diretora de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco, Isabela Cribari (programação e participantes dos debates em anexo).
O evento, com patrocínio da Petrobras, será transmitido em videoconferência para 40 instituições de ensino em todo país e faz parte do programa Cultura e Pensamento (MinC). Conta também com apoio da Escola de Direito e Tecnologia da Fundação Getúlio Vargas, da Fundação Joaquim Nabuco (Recife) e do Centro de Comunicação e Cultura do Senac, no Rio de Janeiro.
Seminário “A Cultura Além do Digital”
Rio de Janeiro – de 5,6,7,8 e 11,12,13,14 de dezembro
Horário: 18h
Local: Centro de Cultura e Comunicação do Senac Rio
Rua Pompeu Loureiro, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro
Tel: (21) 2545-4832
Inscrições: (21) 2509.1235 ou on line (www.tangolomango.com.br)

Recife – 4,5,6 7,8 e 11, 12, 13 de dezembro
Horário: 17h
Local: Fundação Joaquim Nabuco (sala Aloísio Magalhães)
(www.fundaj.gov.br)
Tel: (81) 3073-6479; 3073-6475
Informações para a imprensa:
Diadorim Comunicação
diadorim@diadorim.net
Tel.: 21.2529.6298
Ana Madureira de Pinho (21. 9381.0938)
anamadureira@diadorim.net
Teresa Karabtchevsky (21.

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