A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Posts Tagged ‘Cultura’

Indios na Rede

Posted by dalberto em 19 fevereiro, 2007

O Programa Cultura Viva, do Ministerio da Cultura, destacou algumas iniciativas voltadas à preservação e fortalecimento da cultura indígena que utilizam os Pontos de Cultura, empregando vídeo, Internet e outros meios de comunicação, que sao apresentadas a seguir.

Uma discussao sobre programas televisivos sobre o tema pode ser vistas no post Shampoo, Xingu e Aquecimento Global

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Tem Índio na Rede
(Fábia Galvão)
(Fonte: Portal Vídeo na Aldeias e Índios on-line)

Amigo do Índio (MS)
Baseado na proposta que foi discutida com a comunidade indígena e representantes, o Ponto de Cultura Amigo do Índio (MS) dá continuidade à valorização da cultura indígena promovida por grupo de professores da cidade de Dourados que trabalha com o ensino diferenciado (guarani-português) na educação fundamental. A proposta do projeto é difundir danças e brincadeiras tradicionais do povo indígena, apresentando, além da riqueza cultural, a tradição da tribo presente na música Guarani-Kaiowá e Guarani-Nãndeva. Trabalho coletivo, integração e a sustentabilidade da comunidade são algumas das práticas e idéias estimuladas no Ponto

Vídeo nas Aldeias – AC

O Projeto Vídeo nas Aldeias promove, há quatorze anos, o encontro do índio com a sua imagem. Sua proposta é tornar o vídeo um instrumento de expressão da sua identidade, refletindo a sua visão sobre si mesmo e o mundo. Ao equipar comunidades indígenas com aparelhos de vídeo, o projeto estimulou intercâmbio de imagens e informações entre os povos.

A formação de realizadores indígenas foi feita, inicialmente, de aldeia em aldeia, produzindo registros para o uso interno. Hoje, através de oficinas nacionais e regionais, eles aprendem e discutem, juntos , como falar da sua realidade para o seu povo e para o mundo. Seus documentários tratam de temas que suas comunidades consideram importantes. O acervo do projeto conta com um conjunto de documentários produzidos pela equipe de formadores e pelos realizadores indígenas. Conveniado em 2005 pelo Programa Cultura Viva, o

Índios Yawalapiti -MT
O Ponto de cultura do Xingu

Mavutsinim, herói mitológico e espírito primordial dos povos do Alto Xingu, queria os índios imortais. Na sagrada praia do Morená (encontro dos rios Kuluene, Ronuro e Batovi formadores do rio Xingu) ele plantou os Kuarup, os troncos, que viraram gente e a morte nunca mais fecharia seu ciclo de encerramento: era só passagem. A longa trajetória do extermínio começou no equívoco inicial dos portugueses: chamaram esses povos de “índios”, pois julgavam estar nas Índias. Mavutsinim começava sua árdua tarefa para renascer gente de tronco.

Sarampo, gripe, diarréia, açúcar, garimpo, boi, pasto, grileiros, pressão do consumo, assédio e sedução desonesta, massacre da língua, torpeza pela submissão ao álcool, açúcar e o cerco das terras pelo manto verde da morte, hoje chamado “soja”, é imensa a lista do massacre. O que espanta é a capacidade de resistência das aldeias e quanto os Villas Boas estavam certo em garantir o território do Xingu para cumprir o slogan da identidade cultural: “posso ser o que você é sem deixar de ser quem eu sou”.

Os Yawalapiti do cacique Aritana (filho do legendário Kanato tão citado pelos Villas Boas) já foram dados como extintos. Perdiam a língua (família Aruak), os contos, os cantos, os ritos e as coisas da sua cultura. Feridos mortalmente na razão de existir. Foi quando os Villas Boas começaram a eliminar a dispersão e a primeira aldeia foi criada. A liderança de Aritana repercute em todo Xingu. Os Yawalapiti perceberam que deviam ir mais fundo, na raiz. A língua, por exemplo. A pesquisadora Jaqueline França dedicou seis anos de trabalho para coletar dados e peças que resultassem numa arqueologia de almas. Hoje, está no ponto da cartilha. Da associação de sons a escritos. Os Yawalapiti, pela memória, pela história, pelo valor humano, tornam-se imortais como desejava Mavutsinin. Agora, eles podem registrar e dar as suas versões dos meios e modos de viver.

Leia a relato da comunidade dos Yawalapiti na ìntegra

Índios on line – BA

Os índios pesquisam suas culturas, resgatam suas histórias, preservam suas tradições, arquivam parte de suas memórias, partilham parte de seus conhecimentos. Sete nações indígenas se comunicam no portal do projeto: Kiriri, Tupinambá, Pataxó-Hãhãhãe e Tumbalalá na Bahia, Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó em Alagoas e os Pankararu em Pernambuco. As tribos buscam aliados no mundo para intercambiar informações, sentimentos e impressões. O Ponto de Cultura Índios on line (BA) desenvolve produções audiovisuais que refletem a sua realidade e compartilham suas experiências na internet, espaço onde ocorre também o aprendizado à distância (e-learning).

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Seminario sobre Cultura Digital

Posted by dalberto em 29 novembro, 2006

Para onde vai a cultura digital?
Inclusão e exclusão digital, os rumos da arte, software livre, criação e distribuição na web, TV digital são temas de seminário no Rio e em Recife
Unir “o ministro da tecnologia” do movimento manguebeat, h.d.mabuse, de Recife, o diretor do Creative Commons no Brasil, Ronaldo Lemos, o coordenador do projeto Puraquê, da Associação dos Amigos da Inclusão Digital da Amazônia, Jader Gama, documentaristas, sociólogos, antropólogos e representantes do Comitê Gestor da Internet para discutir a perspectiva das artes e da comunicação no século XXI é desafio do seminário “A Cultura Além do Digital”. A curadora desta miscelânea de ritmos cibernéticos é a coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da UFRJ e editora, Heloísa Buarque de Hollanda.
O seminário será realizado entre os dias 4 e 14 de dezembro, nas cidades do Rio de Janeiro (Senac) e Recife (Fundação Joaquim Nabuco), iniciativa conjunta do PACC da UFRJ com o Tangolomango. “A idéia é juntar o pensamento acadêmico com a experiência dos criadores e produtores, que já começam a sentir os efeitos das novas tecnologias em todos os setores”, diz Heloísa.
“Queremos debater tanto a inclusão quanto à exclusão da cultura digital”, acrescenta Marina Vieira, diretora do Tangolomango.
Os debates, que contarão com participantes de todo o país, incluem desde a discussão de software livre à chegada da TV digital até os reflexos destas transformações nas áreas de edição, produção e comercialização de música, literatura, cinema e artes plásticas.
Também estarão presentes, entre outros, o coordenador do Laboratório Telemídia PUC-RJ, Luiz Fernando Soares, a advogada Sílvia Gandelman, o diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger e a documentarista e diretora de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco, Isabela Cribari (programação e participantes dos debates em anexo).
O evento, com patrocínio da Petrobras, será transmitido em videoconferência para 40 instituições de ensino em todo país e faz parte do programa Cultura e Pensamento (MinC). Conta também com apoio da Escola de Direito e Tecnologia da Fundação Getúlio Vargas, da Fundação Joaquim Nabuco (Recife) e do Centro de Comunicação e Cultura do Senac, no Rio de Janeiro.
Seminário “A Cultura Além do Digital”
Rio de Janeiro – de 5,6,7,8 e 11,12,13,14 de dezembro
Horário: 18h
Local: Centro de Cultura e Comunicação do Senac Rio
Rua Pompeu Loureiro, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro
Tel: (21) 2545-4832
Inscrições: (21) 2509.1235 ou on line (www.tangolomango.com.br)

Recife – 4,5,6 7,8 e 11, 12, 13 de dezembro
Horário: 17h
Local: Fundação Joaquim Nabuco (sala Aloísio Magalhães)
(www.fundaj.gov.br)
Tel: (81) 3073-6479; 3073-6475
Informações para a imprensa:
Diadorim Comunicação
diadorim@diadorim.net
Tel.: 21.2529.6298
Ana Madureira de Pinho (21. 9381.0938)
anamadureira@diadorim.net
Teresa Karabtchevsky (21.

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