A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Pecha Kucha

Posted by dalberto em 8 abril, 2010

So hoje conheci o PechaKucha…um incrivel formato para apresentacoes e eventos. Sao apresentacoes curtas, com 20 slides com 20 segundos cada um. da para produzir coisas incriveis dessa forma..e estimular a interacao entre varios participantes.

Alem disso, fica muito facil distribuir conteudo pela WEB. http://pecha-kucha.org/presentations/

Pretendo usar o sistema em algumas das atividades que organizamos na ABDL.

Pecha Kucha (ペチャクチャ, em japonês) é um formato de apresentação em que o conteúdo pode ser fácil, eficiente e informalmente mostrado, geralmente em um evento público projectado para essa finalidade. Sob o formato, o apresentador mostra vinte imagens de vinte segundos cada, para um tempo total de seis minutos e quarenta segundos.

Foi concebido em 2003 por Astrid Klein e Mark Dytham, da Tóquio Klein Dytham Architecture (KDa), que procurou dar aos jovens designers um local de encontro, de rede e mostrar o seu trabalho e para atrair pessoas para o seu espaço de eventos experimentais em Roppongi. Eles criaram um formato que as apresentações mantêm uma forma concisa, a fim de incentivar o interesse do público e aumentar o número de apresentadores no decurso de uma noite. Eles tomaram o nome de Pecha Kucha de um termo japonês para o som da conversa (“chit-chat”).

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Grimaud e Bach ..fantástico..

Posted by dalberto em 7 março, 2010

Quando ouço e assisto a esta gravação de grimaud tocando a Chacone de Bach fico em estado de êxtase….

Precisaria de muitas palavras para tentar explicar porque…mas acho mais fácil você mesmo conferir….

Se assistir até o final você entenderá…

inspiração, beleza, sentimento, perfeição, emoção, razão, tudo junto, em 8 minutos..

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Liderança para a Sustentabilidade

Posted by dalberto em 5 março, 2010

Uma inédita parceria formada pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL)/LEAD Brasil e as organizações holandesas Mutual Learning Journeys e NCDO (Comitê Nacional da Holanda para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável), lança o programa New Earth Leaders (Novos Líderes da Terra em tradução livre) com o propósito de fomentar entre jovens executivos iniciativas práticas no campo da sustentabilidade.

O New Earth Leaders terá inicio em Abril com duração de seis meses, sendo 100 horas presenciais e 40 horas de atividades à distância. É dirigido a jovens profissionais entre 20 e 35 anos do setor privado do Brasil e da Holanda, que tenham especial interesse em colaborar com iniciativas voltadas a sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial dentro de suas organizações. O programa foi inspirado nos princípios da Carta da Terra, declaração de princípios éticos nascida na Rio Eco-92 e tem como objetivo propiciar o desenvolvimento de liderança entre jovens executivos, importantes protagonistas para um futuro sustentável. “É fundamental re-orientar as práticas e decisões corporativas em direção à construção de uma sociedade justa, pacífica e sustentável. E neste processo, a educação é fator fundamental” afirma Mirian Vilela, Diretora Executiva da Carta da Terra Internacional cuja sede fica no campus da Universidade para a Paz (UPEACE) das Nações Unidas na Costa Rica.

A metodologia do programa é baseada na “Teoria U” – desenvolvida por Otto Scharmer que tem foco na formação para a ação e articula o sentir, o refletir e o agir. Entre os conteúdos abordados destacam-se liderança, desenvolvimento sustentável, diálogo e colaboração, engajamento de atores sociais, inovação e desenvolvimento de projetos. Os integrantes também terão a oportunidade de interagir com seus pares, facilitadores e docentes através de um ambiente colaborativo virtual.

Um dos pontos mais importantes do New Earth Leaders é a parte prática a ser conduzida em conjunto com a Organização Não Governamental Floresta Viva, em Itacaré, Sul da Bahia, a qual enfrenta muitos desafios na criação de modelos de desenvolvimento sustentáveis e inclusivos para a região. Os participantes do New Earth Leaders terão que ajudar a ONG na elaboração de um modelo de desenvolvimento sustentável para a região. “Este programa oferece uma oportunidade diferenciada para os participantes desenvolverem as suas capacidades de liderança através de uma jornada de aprendizagem que contempla desafios de sustentabilidade no mundo real, além do intercâmbio de experiências com profissionais da Holanda” conclui Dalberto Adulis, Diretor Executivo da ABDL/ Lead.

A parte internacional do programa inclui um encontro em Amsterdã, Holanda, onde entre os docentes está o ex-Primeiro Ministro da Holanda, Ruud Luubers que afirma: “O New Earth Leaders oferece uma oportunidade de aprendizado sociocultural para jovens líderes brasileiros e holandeses que terão que unir esforços para superar desafios reais de sustentabilidade em Itacaré.” Os participantes serão convidados para a solenidade organizada na Holanda pelo Governo local, em comemoração aos 10 anos da Carta da Terra, que teve seu lançamento oficial pela rainha Beatrix do mesmo país em Junho de 2000.

O processo de seleção para o New Earth Leaders estará aberto até 30 de Março de 2010. A inscrição deverá ser realizada através do envio de formulário disponível no site da ABDL – http://www.abdl.org.br. Os candidatos pré-qualificados passarão por uma entrevista. O número de vagas está limitado em 20 participantes, 10 provenientes de cada pais – Brasil e Holanda. Os critérios de seleção incluem: diversidade (gênero, formação, área de atuação), experiência, potencial e interesse de cada candidato, assim como domínio da língua inglesa. Maiores informações sobre o New Earth Leaders: 11 3719-1532.

Sobre as Organizações envolvidas:

ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças: Organização sem fins lucrativos com a missão de articular lideranças para o desenvolvimento sustentável. Desenvolve programas de formação de liderança, de capacitação e mobilização de agentes sociais em temas como sustentabilidade, mudanças climáticas, , desenvolvimento, e governança. Os egressos dos programas tornam-se integrantes de uma rede de fellows, constituída por mais de 500 profissionais, de diferentes setores e áreas de atuação. http://www.abdl.org.br.

A CARTA DA TERRA – A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. A primeira versão do documento foi elaborada em evento paralelo da Cúpula da Terra (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro em 1992. A elaboração completa da declaração levou oito anos em um processo participativo que envolveu milhares de pessoas de todas as raças, credos, idades e profissões, incluindo especialistas em ciências, filosofia, ética, religiões e leis internacionais em todos os continentes. Sua versão final foi lançada em 29 de Junho de 2000 no Palácio da Paz em Haia na Holanda pela Rainha Beatrix. Em 2003 a UNESCO reconheceu a Carta da Terra como um importante marco ético e instrumento chave para um mundo justo, pacífico e sustentável. http://www.cartadaterrabrasil.org http://www.earthcharterinaction.org/content/

LEAD – Leadership for Environment and Development (Liderança para o Meio Ambiente e Desenvolvimento): Rede de organizações e programas de formação de liderança nascida em 1992 e presente em 14 países e regiões do mundo. Os egressos dos programas LEAD fazem parte de uma comunidade de fellows, com mais de 2000 integrantes. A ABDL é a organização responsável pelo LEAD no Brasil. http://www.lead.org

Mutual Learning Journeys – Organização Holandesa que desenvolve programas de cooperação e intercâmbio em países em desenvolvimento em parceria com organizações locais com o objetivo de promover a educação para um mundo sustentável. http://www.mutuallearningjourneys.nl

NCDO – Comitê Nacional para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável – A NCDO articula e apóia atores sociais na Holanda que promovem mudanças nos países em desenvolvimento, fornecendo-lhes informações, subsídios e orientações por meio de campanhas, debates, atividades educativas, exposições, produções audiovisuais e projetos culturais. A NCDO também é a afiliada oficial da Carta da Terra Internacional na Holanda. http://www.ncdo.nl

Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho.”

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Esta febre do Twitter

Posted by dalberto em 31 agosto, 2009

Eu tenho dificuldades para entender o que ha de tao especial no Twitter quando comparado a sistemas de blogs como o proprio Worldpress ou Blogger, que tambem dispoem de muito recursos para interacao….

Agor veemos todos usando o sistema , postando mensagens ta sinteticas…e achando que descobriram a roda…

Tecnologicamente é muito mais pobre do que os Blogs ou sistemas de redes sociais como o Ning…..e acho que esta fazendo tanto sucesso apenas porque esta fazendo sucesso…a velha historia do biscoito Tostines…

Mas com certeza dara muito o que falar e permitira que muitos que estavam bem distantes dos pricnipais recursos da web2.0 passem a postar conteudos de forma mais sistematica….inclusive algumas lesmas…como a xuxa, que saiu em defesa à sua filha, que tinha cometido erros crassos de portugues, no Twitter, dizendo:

fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo

O pior de tudo eh que estava escrevendo tudo EM MAIUSCULAS SEM SABER QUE ESTAVA GRITANDO>>>

Ai vai o meu twitter..que por enquanto acho que ficara Tao desatualizado quando o blog..

http://twitter.com/dalbertoadulis

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Liderança para a Segurança Climática

Posted by dalberto em 8 maio, 2009

Programa Liderança para Segurança Climática – LEAD inscrições até 20 de maio

A ABDL lança a segunda edição do programa Liderança para Segurança Climática – LEAD, desenvolvido em parceria com o LEAD Internacional – Leadership for Environment and Development e GLN – Global Leadership Network. O programa se propõe a desenvolver lideranças na transição para sociedades com baixo teor de carbono capazes de se adaptar às mudanças climáticas, combinando enfoques, metodologias e disciplinas que contemplam as dimensões pessoal, organizacional, interpessoal e sistêmica da sociedade.

O programa confere atenção a estes aspectos a partir de uma abordagem integradora e sistêmica. As turmas são formadas por pessoas oriundas de diferentes áreas de conhecimento e campos de atuação, que compartilham um espaço onde a diversidade de visões e experiências são insumos do processo de aprendizagem. Os encontros equilibram conteúdo (palestras, apresentações, visitas de campo e vivências dos/as participantes), processo (dinâmicas de grupo, diálogos, colaboração) e assessoria individual (coaching), voltados ao aperfeiçoamento e implementação das iniciativas nos contextos onde são desenvolvidas.

Durante os 7 meses do programa (junho a dezembro/09) são previstas 200 horas presenciais e 100 horas de atividades à distância, incluindo:

  • 4 encontros, realizados em retiro, entre São Paulo e Rio de Janeiro.
  • 1 seminário internacional “Liderança e Mudanças Climáticas: Impactos, Inovação e Interdependência”, em Beijing, China.
  • Atividades à distância.
  • Desenvolvimento de Iniciativas.

Os egressos do programa tornam-se integrantes (fellows) das redes ABDL/LEAD, formada por mais de 300 fellows no Brasil e 2.000 no mundo.

Eixos temáticos

  • Mudanças Climáticas: Ciências do clima, geopolítica e economia da mudança climática, desafios para mitigação e adaptação, iniciativas inovadoras;
  • Liderança: Teoria e prática das novas abordagens de liderança, voltadas ao desenvolvimento de recursos internos e externos;
  • Desenvolvimento Sustentável: Sustentabilidade, visão sistêmica, transição e mudança, diálogo multissetorial;
  • Redes: Comunicação, colaboração, facilitação, participação e engajamento.

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Arqueologia da Rede

Posted by dalberto em 5 fevereiro, 2009

Depois de 6 meses sem postar no blog retomo a atividade postando o historico da minha atuacao no campo das redes que estou publicando no espaço virtual (NING) da Escola de Redes

Arqueologia da Rede

Ola,

Não é fácil fazer um relato sobre meu envolvimento com a temática das redes, por diferentes razões. Primeiro, porque ele teve início a quase anos, quando coordenava projetos de pesquisa e consultoria no CEATS-USP. De lá para cá muita coisa se passou e mudou. Em segundo lugar, porque a minha relação com as redes já envolveu aspectos muito distintos, cada um deles podendo ser visto como um campo específico de atuação (redes e desenvolvimento, redes sociais, redes e tecnologias de informação, facilitação de redes, redes e colaboração etc) E finalmente, porque nos dias de hoje é cada vez mais difícil encontrarmos tempo para dedicar a atenção necessária às diferentes redes às quais estamos vinculados, entre as quais, a própria Escola de Redes.

Diante destas dificuldades, acabei adiando tanto a elaboração desse relato, que talvez uma solução seja iniciá-lo e, pouco a pouco, ir aprimorando, criando versões mais atualizadas, aproveitando os recursos que a Internet oferece para este tipo de narrativa.

Então, vamos comecar… pelo princípio….

–(Bem, eu já estava começando a escrever o início do meu envolvimento quando percebi que vou acabar escrvendo um tanto sobre cada etapa. Ao tentar lembra os principais acontecimentos percebo que há várias histórias que podem ser contadas, e parece que este esforço pode ser profícuo, permitindo que eu identifique algumas das principais aprendizegens nesta trajetória. Sendo assim, acho que vou publicando aos poucos, etapa por etapa, a minha caminhada neste campo das redes.

Arqueologia das Redes

1 – Rede de Projetos Sociais na Amazônia – (1996 – 1999)

A minha primeira incursão no mundo das redes ocorreu há 15 anos atrás, quando trabalhava como pesquisador e consultor fa FIA/FEA/USP e CEATS – Centro de Estudos em Administração do Terceiro Setor. Entre 1995 e 1996 tive a oportunidade de trabalhar em projetos voltados ao mapeamento de organizações e iniciativas voltadas à promoção da inclusão social e formação profissional nos nove estados da Amazônia Legal. Esta iniciativa, realizada para a SUDAM, foi realizada a partir de uma metodologia de pesquisa-ação que conciliava levantamento de informações, engajamento e capacitação de atores dos diferentes setores atuantes na região.Durante o projeto foram mapeados e catalogados mais de 700 projetos e 400 organizações que atuavam na região, permitindo a publicação de um panorâma da atuação dessas organizações naquela época.

Entre as recomendações no final do projeto destacava-se a necessidade da criação de uma rede de organizações que pudesse atualizar, através da Internet, informações sobre as ações sociais desenvolvidas na região. O apoio à criação dessas redes (de organizações e de informações) foi o principal objeto do projeto BIPSAM – Banco Interativo de Projetos Sociais da Amazônia, desenvolvido entre 1998 e 1999, quando pude realizar pesquisas e entrar em contato com diversos autores, ativistas e organizações trabalhando sobre o tema. Quais foram as principais referências naquela época ?

Academicamente, foi um marco para mim A Sociedade em Rede, de Castells. Do ponto de vista da atuação prática, no campo da sociedade civil, era marcante o pioneirismo da RITS, que se propunha a criar uma rede de informações para as organizações do terceiro setor além de facilitar o acesso às novas TICs (tecnologias de informação e comunicação). E no campo do desenvolvimento, destacava-se os esforços de algumas organizações multilaterais, interessadas em promover a articulação de redes entre as organizações voltadas ao desenvolvimento. Na etapa de prospecção tive a oportunidade de entrar contato com propostas e gestores de programas do Banco Mundial (InfoDev), PNUD, BID, UNESCO e GKP (Global Knowledge Partnership), além de participar da Escuela Latinoamericana de Redes, promovida pela Internet Society, em Mérida/Venezuela.
Logo no início do projeto realizamos reuniões com o propõsito de integrar a RITS ao projeto, assim como contatos com outras organizações interessadas em apoiar projetos desta natureza,, porém, conforme percebemos ao longo do projeto, ainda não haviam as condições mínimas para se construir uma rede que dependesse da comunicação através da Internet O projeto promoveu o envolvimento das principais organizações atuantes na região, que reconheceram a relevância de uma rede e um banco interativo de projetos sobre a sua atuação, mas a exclusão digital na região era tão grande (menos 1% da população com acesso à Internet), que foi difícil sustentar a rede após o término do projeto.

A experiência e a aprendizagem obtida neste primeiro projeto no campo das redes foram marcantes, e posso falar mais sobre elas em outro momento, mas por hora acho que posso deixar alguns links..
(É surpreendente encontrar esses links através do Google, tanto depois desses conteúdos terem sido publicados. Isto nos faz pensar sobre nossas pegadas na Web….)

Website do Projeto e do Banco de Dadoshttp://www.genamaz.org.br/bipsam/index.htm

Noticia na RETS http://www.genamaz.org.br/bipsam/index.htm

Artigo sobre o projeto na RAU/USPhttp://www.rausp.usp.br/busca/artigo.asp?num_artigo=5
—–

Próximas etapas…

2 – Les Reseaux – Paris – 2000 – 2001
3 – Redes Colaboração e Aprepriação Social das TICs – RITS – 2002 – 2007 – RITS
4 – Redes para o Desenvolvimento – ABDL – 2002 – 2007
5 – Liderança e Desenvolvimento em redes – ABDL – (2007 – ?)

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Redes e Desenvolvimento 2008

Posted by dalberto em 16 julho, 2008

A ABDL, em parceria com o SENAC_SP organizam a II edicao do seminario internacional Redes e Desenvolvimento.

Seminário discute trabalho em redes para o desenvolvimento sustentável

Como pessoas e organizações podem tirar proveito do trabalho colaborativo em rede para contribuir com iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável? A questão será o principal eixo das discussões da edição 2008 do Seminário Redes e Desenvolvimento, que será promovido pela ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças) e pelo Senac São Paulo de 30 de julho a 1º de agosto na zona sul da capital paulista.

O evento reunirá cerca de 200 pessoas dos setores público e privado e de organizações não-governamentais, além de pesquisadores brasileiros e do exterior. Para aprofundar as reflexões sobre redes e desenvolvimento sustentável, o primeiro dia seminário focará nas dimensões social, ambiental, política e econômica, apresentando experiências de redes ligadas aos temas dos direitos da criança, das mudanças climáticas, das políticas públicas e do empreendedorismo social. O objetivo do dia seguinte é o de debruçar sobre os principais desafios da articulação em redes, trazendo exemplos práticos de redes que enfrentam questões relacionadas à: potencial e limitações da articulação, dinâmica e estrutura de redes, escala e alcance das ações, metodologias e tecnologias para a colaboração.

Nesta segunda edição do evento, representantes de redes relacionadas aos quatro temas do seminário ilustrarão o debate com suas experiências em palestras, painéis de práticas do trabalho em rede e rodas de diálogos e construção coletiva. As rodas serão a principal novidade da segunda edição do evento, que teve sua primeira versão em julho de 2006. Visam propiciar a participação e a colaboração entre as cerca de 200 pessoas aguardadas para o evento, possibilitando aprofundamento das discussões em torno de dilemas e conquistas que permeiam o universo das redes para o desenvolvimento.

Entre os profissionais que já confirmaram sua participação, estão Antônio Carlos G. da Costa (Modus Faciende), Augusto de Franco (Agência de Educação para o Desenvolvimento), Enrique Mendizabal (Overseas Development Institute), Gilberto de Palma (Instituto Ágora), Karen Worcman (Museu da Pessoa/ Brasil Memória em Rede), Kemly Camacho (Sulá Batsú/Bellanet), Ladislau Dowbor (PUC-SP), Leslie Paal & Heather Creech (Canadá – International Institute for Sustainable Development); Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), Ricardo Wilson-Grau (Consultor em desenvolvimento) e Rodrigo Costa da Rocha Loures (Federação das Indústrias do Paraná).

Este seminário marca a conclusão da segunda edição do Redesenvolvimento 2007, Programa de Formação em Redes para o Desenvolvimento, promovido pela ABDL e pelo LEAD International. Os participantes do programa são protagonistas na realização do evento, que conta com o patrocínio do Instituto C&A, do Instituto HSBC Solidariedade e da Fundação Telefônica.

O seminário será realizado graças às parcerias com: Impact Alliance, Sebrae São Paulo, Rits e todas as organizações que participam do Redesenvolvimento 2007: Artemísia, Ashoka,, Associação Metindjé Kayapó, Fundação Telefônica, Instituto HSBC Solidariedade, Instituto Pólen e Redeh, Instituto RIA e Tzedaka, Museu da Pessoa, ORBIS – Observatórios do Desenvolvimento Regional Sustentável, Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, Rede LEAD, Rede Municipal de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente de Niterói e Txai Cidadania e Desenvolvimento Social.

Mais detalhes podem ser conferidos no Termo de Referência e no site www.redesedesenvolvimento.org.br.

CONTEXTO

A colaboração e o intercâmbio de saberes na promoção do desenvolvimento

Nosso tempo exige que a cultura do trabalho em rede seja incorporada às práticas cotidianas das organizações, sejam elas da sociedade civil, empresariais ou governamentais.

A promoção do desenvolvimento sustentável requer a adoção de valores como o da colaboração e da cooperação, incentivando o surgimento de ações e práticas de gestão inovadoras.

No mundo contemporâneo, as redes se constituem como nova forma de organização social capaz de romper barreiras, diminuir distâncias, promover o trabalho colaborativo e a ação orquestrada em direção ao desenvolvimento.

A prática do trabalho colaborativo em instituições dos diferentes setores tem se revelado uma interessante alternativa às formas tradicionais de organização. Neste contexto, as redes surgem como o arranjo social de orquestração a integrar diversas iniciativas e promover o intercâmbio de idéias, conhecimento e práticas.

A articulação em rede possibilita ampliar o escopo de atuação, a escala de abrangência, o intercâmbio de informações e conhecimento e o ganho de capital social. Porém, o trabalho em rede também traz desafios a serem enfrentados por seus integrantes.

Vantagens e desafios do trabalho em rede serão apresentados e debatidos por profissionais com larga experiência na temática das redes para o desenvolvimento, que trarão aportes teóricos e práticos.

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Publicando em outro Blog..

Posted by dalberto em 22 novembro, 2007

Depois de um bom tempo sem conseguir postar artigos na Blogosfera retomo a atividade postando ativamente em um Blog sobre Mudancas Climaticas,  a partir do Blog dos brasileiros do Redesenvolvimento 2007 (LEAD 12) que estarao participando do Seminario Leadership and Climate Change, em Jakarta e Bandung,  e da Conferencia do Clima, organizada pela ONU, em Bali, onde sera definido o futuro”Pos Kyoto”.

Meu primeiro Post traz algumas impressoes da minha passagem por Dubai, a caminho da Indonesia.

De Passagem por Dubai

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Apagão no Skype..

Posted by dalberto em 17 agosto, 2007

O “apagão” do Skype, que está fora do ar desde ontem, tem deixado muitos ne nós na mão. Chat, conferências e conversas importantes suspensas por, sabe-se lá, quanto tempo…

O caso apenas ilustra os riscos da dependência em relação a provedores, seja de serviços, infraestrutura ou software….

Skype sai do ar para ajustar software e deixa usuários sem serviço

Plantão | Publicada em 16/08/2007 às 20h39m

O Globo OnlineRIO – O serviço de telefonia via internet Skype surpreendeu nesta quinta-feira alguns usuários ao apresentar problemas para completar chamadas entre computadores via internet (VoIP) e entre terminais externos à rede.

Segundo informações do site Cnet.com, durante parte desta quinta-feira o serviço ficou fora do ar para usuários que tentaram conectar ou completar ligações, principalmente nos Estados Unidos.

Em nota publicada em seu site ( www.skype.com), o Skype alertou que foram registrados problemas em softwares e que, para corrigir e ajustar falhas, o serviço deverá funcionar de forma intermitente ou intercalada para alguns usuários entre 12 e 24 horas, até a tarde desta sexta-feira.

“Alguns de nossos usuários poderão enfrentar problemas para acessar (log in) o Skype”, esclareceu a empresa, no site com informações em inglês ( www.skype.com ).

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Para Pierre Levy Web 2.0 não é inovação

Posted by dalberto em 16 agosto, 2007

Em entrevista para a Folha de São Paulo Pierre Lévy discorda da idéia de que a WEB 2.0 deja uma inovação. Para o pensador a WEB 2.0 representa “apenas” o reforço e aprofundamento de princípios, práticas e valores fundamentais da própria Internet.

Lévy estará em São Paulo hoje, em evento organizado pelo LInC, Laboratório de Inteligencia Coletiva da PUC, e será transmitido ao vivo, pela Internet, no site www.vanzoline-ead.org.br.

levy

São Paulo, terça-feira, 14 de agosto de 2007

Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

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