A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Apagão no Skype..

Posted by dalberto em 17 agosto, 2007

O “apagão” do Skype, que está fora do ar desde ontem, tem deixado muitos ne nós na mão. Chat, conferências e conversas importantes suspensas por, sabe-se lá, quanto tempo…

O caso apenas ilustra os riscos da dependência em relação a provedores, seja de serviços, infraestrutura ou software….

Skype sai do ar para ajustar software e deixa usuários sem serviço

Plantão | Publicada em 16/08/2007 às 20h39m

O Globo OnlineRIO – O serviço de telefonia via internet Skype surpreendeu nesta quinta-feira alguns usuários ao apresentar problemas para completar chamadas entre computadores via internet (VoIP) e entre terminais externos à rede.

Segundo informações do site Cnet.com, durante parte desta quinta-feira o serviço ficou fora do ar para usuários que tentaram conectar ou completar ligações, principalmente nos Estados Unidos.

Em nota publicada em seu site ( www.skype.com), o Skype alertou que foram registrados problemas em softwares e que, para corrigir e ajustar falhas, o serviço deverá funcionar de forma intermitente ou intercalada para alguns usuários entre 12 e 24 horas, até a tarde desta sexta-feira.

“Alguns de nossos usuários poderão enfrentar problemas para acessar (log in) o Skype”, esclareceu a empresa, no site com informações em inglês ( www.skype.com ).

Assine O Globo e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa

Anúncios

Posted in Comunicacao, digital, Ferramentas, Internet, Tecnologia | 1 Comment »

Para Pierre Levy Web 2.0 não é inovação

Posted by dalberto em 16 agosto, 2007

Em entrevista para a Folha de São Paulo Pierre Lévy discorda da idéia de que a WEB 2.0 deja uma inovação. Para o pensador a WEB 2.0 representa “apenas” o reforço e aprofundamento de princípios, práticas e valores fundamentais da própria Internet.

Lévy estará em São Paulo hoje, em evento organizado pelo LInC, Laboratório de Inteligencia Coletiva da PUC, e será transmitido ao vivo, pela Internet, no site www.vanzoline-ead.org.br.

levy

São Paulo, terça-feira, 14 de agosto de 2007

Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

Posted in Colaboração, Comunicacao, Cultura, digital, Internet, Mundo Virtual, Redes, Tecnologia | 3 Comments »

Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Posted by dalberto em 26 julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)– tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

Posted in Colaboração, Desenvolvimento, Internet, meio ambiente, projetos sociais, Redes, Sociedade, Tecnologia | 2 Comments »

Seminários sobre Redes

Posted by dalberto em 29 maio, 2007

networksO IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP- incia um ciclo de seminários temáticos sobre a riqueza das redes. Os encontros reunirão especialistas de diferentes campos para discutir o papel das redes e da Internet na produção de riquezas no mundo contemporâneo. Os seminários terão como base o livro “The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom” de Yochai Benkler.

O evento inicial ocorrerá 31/05 no Auditório Jacy Monteiro, do IME e será transmitido ao vivo, pela web. Os textos produzidos a partir dos encontros serão debatidos através de um Blog do portal do cilco de seminários.

Apresentador: Imre Simon (IME-USP)

Debatedor: Hélio Nogueira da Cruz (FEA-USP)

Debatedor: José Fernando Perez (Recepta biopharma, ex-diretor científico da Fapesp)

Presidente: Flávio Fava de Moraes (Fundação Faculdade de Medicina, ex-reitor da USP)

Posted in Colaboração, Desenvolvimento, Internet, Mundo Virtual, Redes, Sociedade, Tecnologia, Uso Social das TICs | Leave a Comment »

Disfunção Conéctil

Posted by dalberto em 15 maio, 2007

Nos corredores do aeroporto da Cidade do México me deparei um anúncio divertido, dirigido a pessoas com “disfunção conéctil”.

Parodiando anuncios de medicamentos para disfunção erétil a empresa sugere que a conexão de banda larga móvel (BAM – Banda Ancha Movil) oferecida pela empresa IUSACELL seria a cura, e recomenda a consulta a um especialista

.

disfuncao

Posted in consumidor, Internet, Tecnologia | 1 Comment »

Mais lenha na polêmica em torno do Laptop de 100 dólares

Posted by dalberto em 6 maio, 2007

Nos últimos temos temos visto alguma discussão sobre o projeto “One Laptop per Children”, promovido pelo MediaLab do MIT a partir dos esforços de Nicholas Negroponte. O projeto, que atualmente é gerenciado por uma Fundação responsável pela sua disseminação, prevê a doação de Laptops para crianças das escolas como uma “estratégia” para diminuir a exclusão digital e melhorar o desempenho da educação. No Brasil o projeto ficou conhecido como o “Lapto de 100 dólares” e o governo já adquiriu alguns laptops ao custo de 140 dólares.

Os aparelhos já estão sendo utilizados em “testes” que provavelmente antecedrão a compra mais de 5 milhões de laptops. Ao custo de quase 1 bilhão de dólares esses equipamentos permitiriam equipar uma parcela das crianças não se sabe por quanto tempo (até que os quebrem e não tenham como ser consertados, sejam roubados por uma criança que não o tenha), para quê (qual o propósito e projeto pedagógico associado ao uso do equipamento?) nem se teremos condições para que os mesmos possam ser utilizados (os professores terão acesso a equipamentos similares ? Serão capacitados para utilizá-los ? Estarão conectados à Internet ?).

lappAo que parece estas questões não são grande objeto de preocupação por parte de gestores dispostos agastar 1 bilhão de dólares em equipamentos…

Quem sabe artigos como o publicado no New York Times e apresentado a seguir, não contribuia para evitar um grande desperdício de recursos.

Outros posts sobre o assunto

Laptop de 100 dólares…para quê?

Laptop de 100 dólares

OLPC

São Paulo, domingo, 06 de maio de 2007 – Folha de São Paulo – Cotidiano

Escolas questionam eficácia de laptops

Entidades de ensino norte-americanas desistem de programas que implementam uso de computadores em sala de aula

Sem benefícios pedagógicos comprovados e com custo alto, uso de informática é freado por instituições

WINNIE HU
DO “NEW YORK TIMES”, EM LIVERPOOL

Os estudantes da Liverpool High, uma escola de segundo grau no interior do Estado de Nova York, usaram os laptops fornecidos a eles pela escola para divulgar gabaritos de provas, baixar pornografia e invadir computadores de empresas.
Quando os dirigentes escolares adotaram medidas de segurança mais rígidas para a rede do colégio, um aluno da 10ª série não só encontrou maneira de superar essas barreiras como também postou instruções na Web explicando aos colegas como fazer a mesma coisa.
Dezenas dos laptops arrendados pelos alunos quebram a cada mês, e de dois em dois dias, nos períodos reservados a estudo assistido por professores, a rede da Liverpool High termina caindo, devido ao alto número de alunos que preferem navegar pela internet a dirimir suas dúvidas escolares.
Assim, o distrito escolar de Liverpool, uma cidade localizada perto de Syracuse, decidiu que, a partir do quarto trimestre, os laptops devem ser devolvidos, o que aumenta o número de escolas em todo o país que adotaram programas de computação individual e, mais tarde, optaram por cancelá-los, por terem sido considerados inúteis ou, pior, nocivos.
O objetivo de muitas dessas escolas era remover a disparidade digital entre os alunos que tinham e os que não tinham computadores em casa.
“Depois de sete anos, não há literalmente prova alguma de impacto positivo sobre as realizações acadêmicas dos estudantes”, disse Mark Lawson, presidente do conselho de educação de Liverpool -um dos primeiros distritos do Estado de Nova York a testar o sistema de oferecer aos alunos contato direto com a tecnologia.
“Os professores nos informaram que quando os alunos desenvolvem forte vínculo com seu laptop, o computador passa a representar uma distração no processo educacional”, disse.
A postura adotada em Liverpool surge no momento em que mais e mais distritos escolares em todo o país optam por levar laptops às suas salas de aula.
Um estudo conduzido por duas consultorias educacionais nos 2.500 maiores distritos escolares norte-americanos, no ano passado, mostrou que um quarto dos respondentes já havia adotado um computador por aluno, e que metade do grupo esperava fazê-lo até 2011.
Na cidade de Nova York, cerca de seis mil alunos de quinta a oitava série receberam laptops em 2005 como parte de um programa trienal de US$ 45 milhões, financiado com verba municipal, estadual e federal.
No entanto, funcionários de diversas escolas afirmam que os estudantes cometeram abusos usando seus laptops, e que as máquinas não se enquadram nos planos de aula e demonstram pouco ou nenhum efeito mensurável, sobre as notas e exames.
Há distritos que abandonaram seus programas de distribuição de laptops devido à resistência de parte dos professores, problemas técnicos e logísticos e custos elevados de manutenção.
Esse tipo de decepção é só o mais recente exemplo de como a tecnologia, muitas vezes alardeada por filantropos e líderes políticos como meio de solucionar problemas de forma instantânea, deixa os professores perplexos quanto ao que fazer para integrar os novos aparelhos aos seus currículos.
No mês passado, o Departamento da Educação norte-americano publicou um estudo que demonstrava não haver diferença em termos de realizações acadêmicas entre alunos que usam software educacional para aprender matemática e desenvolver a capacidade de leitura e alunos que não utilizam esse recurso.
Por outro lado, muitos dirigentes escolares e professores dizem que o uso de laptops motivou até os mais relutantes dos alunos a aprender, resultando em freqüência mais elevada, índices menores de punições e abandono de estudos.
Em um dos maiores estudos em curso, o Centro de Pesquisa Educacional do Texas, até agora não constatou diferença nos resultados de testes estaduais entre 21 escolas de quinta a oitava série, nas quais os alunos receberam laptops, e 21 que não receberam. Mas alguns dados sugerem que os estudantes mais aptos podem se sair melhor em matemática quando equipados com laptops.


tradução de PAULO MIGLIACCI

Posted in Desenvolvimento, Inclusão Digital, projetos sociais, Sociedade, Tecnologia, Uso Social das TICs | Etiquetado: , , | 3 Comments »

Na rede, digga-me com quem andas que digg-rei quem és

Posted by dalberto em 4 maio, 2007

Em pleno dia do trabalho um grande movimento agitou a Internet, mobilizando milhares de pessoas em torno a temas como liberdade de expressão , censura e direitos autorais. Os acontecimentos ilustram muito bem fenômenos como os que Howard Rheingold denomina como “smart mobs”, as mobilizações inteligentes de massas difusas através do uso das novas TICs. No caso trta-se da mobilização da comunidade de usuários de um dos símbolos da chamada Web 2.0, o Digg.

O Digg é um ambiente virtual em que usuários (mais de 1 milhão!) atuam como editores, postando notícias e votando nos artigos publicados por outros usuários que considerem relevantes. O sistema de “reputação” possibilita que os artigos mais votados aparecam nas primeiras posições, até chegarem na “homepage” do site. Com o crescimento exponencial de usuários e leitores, ocupar um espaço na primeira página do Digg se tornou algo cobiçado. O sistrma permite o livre exercício da participação e para alguns daria vazão à “sabedoria das massas” através da Internet. Entre as ferramentas com o mesmo princípio no Brasil pode-se destacar o “Eu Curti” e o Overmundo.

A “smart mob” de 1 de maio ocorreu a partir do momento em que um usuário publicou um código que permite quebrar o sistema de criptografia dos HD-DVDs, destinado a impedir cópias piratas de DVDs com novas tecnologias. O código de 24 caracteres foi publicado em um artigo com o título “Espalhe este número. Agora”. Preocupadas com a proliferação do código as empresas detentoras da tecnologia HD-DVD ameaçaram processar os websites que divulgassem o código, entre eles o DIGG.

Preocupados com a ameaça a coordenação do Digg retirou a notícia do ar e quase instantanteamente uma reação em massa começou. Mais de 50 mil usuários postaram mensagens de desagravo, reclamando que a direção do Digg estava contrariando o princípio número 1 do sistema: permitir que o leitor decida o que deve ou não ter destaque no website.

Neste meio tempo um outro artigo, desta vez intitulado “Espalhe este número. De novo”, foi publicado, e a direção optou por tirá-lo do ar, assim como cancelar a conta do usuário que a publicou. A partir deste momento a revolta se espalhou e os usuários começaram a publicar o código e artigos contra o Digg no próprio website e em outros espaços, como como websites, blogs e vídeos.

Os dirigentes do Digg perceberam que se continuassem com a censura estariam “enterrando” a sua “galinha dos ovos de ouro” e decidiram enfrentar uma briga publicando, eles mesmos, os números do código. No final do dia Kevin Rose, fundador do Digg e até então cultuado como um dos “gurus da web 2.0”, declarou:

codigo

“Hoje foi um dia insano. Tivemos que tomar uma decisão, e, para evitar um cenário em que o Digg pudesse ser interrompido ou desativado, decidimos obedecer e remover todas as notas com o código.

Mas agora, depois de ver centenas de notas e milhares de comentários, vocês deixaram tudo claro. Vocês preferem cair lutando do que se curvar a uma companhia maior.

Nós ouvimos vocês, e não vamos mais apagar textos ou comentários com o código e vamos enfrentar as conseqüências. Se perdermos, que diabos, pelo menos vamos morrer tentando.”

 

O artigo de Rose apresentou o código de 32 caracteres no próprio tíulo “Digg This: 09-f9-11-02-9d-74-e3-5b-d8-41-56-c5-63-56-88-co “e já conta com mais de 35 mil votos.

 

Desde então já foram publicados inúmeros inúmeros artigos, cartazes, charges, músicas e videos com sobre o caso, alguns deles com muito bom humor (Ouça a Música e assista ao Vídeo Clip Digg the Code). Este caso ilustra como a Internet pode ser utilizada para mobilizar pessoas dispersas em torno de interesses comuns e pode nos inspirar a pensar em maneiras para utilizar “a rede” na construção de um mundo mais justo e sustentável!

 

jesus

Posted in consumidor, digital, Internet, Redes, Tecnologia | 4 Comments »

Um Mapa das Comunidades Virtuais

Posted by dalberto em 2 maio, 2007

Este é um mapa interessante do ciberespaço que mostra algumas das principais comunidades virtuais (redes sociais) existentes na web. Em princípio o tamanho de cada território esta relacionado ao número de usuários.

A charge foi publicada em um website de comics chamado XKCD.

online

Posted in digital, Internet, Mundo Virtual, Redes, Tecnologia | Etiquetado: , , , , | 1 Comment »

O Homem de Lixo

Posted by dalberto em 26 abril, 2007

A relacao entre meio ambiente e tecnologia foi destaque de acoes de organizacoes e militantes britanicos preocupados com a producao crescente de lixo eletronico. Conforme pode-se ver em materia publicada pelo IDGNow em 26 de abril de 2007, o problema assume proporcoes cada vez maiores. Mais informacoes sobre o tema no artigo “o lado sujo das tecnologias“.

lixo|Para ilustrar o tamanho do problema, os britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em sua vida, estimada em 3,3 toneladas. O resultado é um boneco gigante, composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras, videogames, entre outros cacarecos digitais.

Apesar do alerta, os britânicos acreditam que o homem de lixo pode ficar ainda maior nos próximos anos. Eles estimam que o uma pessoa nascida em 2003 que viva até 2080 vai gerar 8 toneladas de lixo eletrônico ao longo da sua vida, mais que dobrando o tamanho do homem de lata.

A União Européia é, contudo, uma das poucas organizações internacionais que avançou na questão do lixo eletrônico elaborando a Diretiva para Lixo Elétrico e Equipamentos Eletrônicos (Waste Electrical and Electronic Equipment Directive – WEEE), que se tornou lei em fevereiro de 2003. A lei determina metas de coleta e reciclagem aos fabricantes de eletrônicos.}

Posted in consumidor, Desenvolvimento, meio ambiente, Tecnologia | 3 Comments »

O lado “sujo” das tecnologias

Posted by dalberto em 9 abril, 2007

O Greenpeace continua desenvolvendo um trabalho interessante de avaliação das condições de produção e práticas de empresas de tecnologia que produzem PCs e aparelhos de comunicação móvel.

O levantamento realizado pelo Greenpeace leva em consideração diversos fatores, como o uso de substâncias altamente tóxicas (ex: medrcúrio e chumbo), a adoção de práticas de reciclagem assim como o destino que é dado ao lixo eletrônico representado por milhões de produtos descartados a cada ano.

lixo1lixo2

 

 

 

 

 

 

 

 

Os resultados podem surpreender, já que como pode-se ver no gráfico abaixo, a empresa “mais verde” é a Lenovo, uma empresa chinesa em um dos países que mais “importam” lixo eletrônico no mundo, ao passo que a mais poluidora, ao contrário do que se poderia imaginar, a Apple, que produz o Machintosh e os iPODs. Segundo a metodologia do Greenpeace a empresa está na “lanterninha” pelo segundo ano consecutivo e não adotou práticas mais “verdes” para transformar esta realidade. O relatório na íntegra pode ser baixado neste link.

graus

Acao AppleO descuidado com o descarte dos produtos no caso da Apple é tão grande que o Greenpeace criou uma campanha para “limpar a Apple”, como pode-se ver neste website.

A figura e o texto a seguir são apenas uma das peças da campanha da ONG.

Apple’s releasing more than new products these days, they’re also releasing tons of toxic chemicals.

That’s because under their skin, apples are full of toxic chemicals. When they get tossed, they can end up at the fingertips of children in developing world countries, who dismantle them for parts.

Take Action!

Tell Steve Jobs that you want a green apple.

Posted in Inclusão Digital, ONG, Sociedade, Tecnologia, Uso Social das TICs | 7 Comments »