A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Archive for the ‘Sociedade’ Category

Vida em rede: conexões, relacionamentos e caminhos para uma nova sociedade

Posted by dalberto em 23 setembro, 2011

O Instituto C&A, que completa 20 anos de atuação em 2011, lança no próximo dia 27 de setembro a publicação “Vida em rede: conexões, relacionamentos e caminhos para uma nova sociedade”. O livro aborda a importância do trabalho social em rede para a transformação de realidades complexas.

O livro é um compêndio de oito artigos que tratam de temas como a morfologia das redes, o conceito de campo sociopolítico, advocacy e incidência política via o trabalho em rede e a articulação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente na forma de uma rede.

A coletânea traz artigos de Ilse Scherer-Warren, mestre em Sociologia Rural pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e doutora em Sociologia pela Universidade de Paris; Ciça Lessa, secretária-executiva da Rede Andi Brasil; Dalberto Adulis, Diretor Executivo da ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças); Ricardo Wilson-Grau, consultor internacional em planejamento, monitoramento e avaliação de redes internacionais de mudança social; e Cássio Martinho, jornalista, professor e consultor em gestão de redes.

Na publicação os autores abordam temas como “Redes da Sociedade Civil: advocacy e incidências possíveis”, “Articulação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente na forma de rede”, “Para uma noção do campo sociopolítico”, “A profusão das redes: gestão e fomento na promoção do desenvolvimento”, entre outros.

Para marcar o lançamento da publicação, o Instituto C&A fará um evento com os autores no próximo dia 27 de setembro. O conteúdo do livro já está disponível no link http://www.institutocea.org.br/midiateca/129/Publicacao/vida-em-rede.aspx .

“Criado há 20 anos, o Instituto C&A acumula experiência no trabalho em rede em diferentes perspectivas, o que trouxe ensinamentos diversos e o fortalecimento do trabalho em parceria com diversas instituições”, conta Paulo Castro, presidente do Instituto C&A. “Em 2010, lançamos o programa Redes e Alianças, com o objetivo de promover a cooperação, convergência e multiplicação de esforços entre organizações sociais e pessoas, contribuindo para a garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil”, complementa.

As ações do Instituto C&A no campo do fomento à atuação social em rede acontecem sob o guarda-chuva do programa Redes e Alianças. A relação de iniciativas apoiadas inclui a Rede Andi Brasil, a Oficina de Imagens, o Grupo de Trabalho (GT) Nacional Pró-Convivência Familiar e Comunitária, o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) e a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP).

O programa Redes e Alianças tem o objetivo de promover a cooperação, a convergência e a multiplicação de esforços entre organizações e pessoas, de modo a contribuir para a garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil. Uma das formas de atuação do programa é a promoção, fomento e disseminação da produção de conhecimento sobre redes, daí a proposta de editar um livro sobre o assunto.

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Alguns entraves para a sustentabilidade

Posted by dalberto em 24 maio, 2011

Ontem participei de um debate sobre sustentabilidade, organizado pela Associação dos Profissionais da Sustentabilidade, na Assembleia Legistaltiva. havia três participantes na mesa, um de cada setor. Fabio Feldmann, falando da perspectiva do setor publico, Aerton Paeva, falando do setor privado, e eu, a partir da perspectiva da sociedade civil.
Um dos pontos centrais de todo o debate girou em torno da necessidade de se adotar uma perspectiva sistemica e integradora, que contemple as diferentes dimensoes da sociedade (economia, meio ambiente, social). Conforme sugeriu Fabio, apenas nos ultimos anos esta abordagem ganhou força em setores ate entao distantes das questoes ambientais.
Esta perspectiva é central para se pensar em economia verde, de baixo carbono ou na nova economia, do seculo XXI. Apesar desta tendencia, hoje pela manha me deparo com um depoimento impressionante, bastante anacrônico, que saiu no valor. Trata-se de uma decalaracao de Marcio Mello, presidente da HRT Oil and Gas, empresa que comecara a explorar petroleo no Amazonas.
Questionado sobre o impacto ambiental da atividade petrolifera ele saiu com esta pérola:
” Enquanto alguns ficam preocupados com árvores, existem 30 milhões moreendo com malária, tifo, leishmaniose e dengue. Está morrendo gente e agora vai se preocupar que o cara corte uma arvorezinha?”
Porque as pessoas e empresas não podem ter uma abordagem mais ampla e sistemica e tentar contemplar os diferentes aspectos que precisam ser considerados?
Sera que a atividade petrolifera ira solucionar os problemas de saúde da região?
De onde será que vieram os dados que o levam a mencionar 30 milhões morrendo destas doenças…ou de apenas cortar uma arvorezinha?
Enquanto prevalecerem pensamentos rasos será dificil transformar a nossa realidade..e hoje veremos mais uma vez tentativas para aprovar um código florestal devastador..

Tristes Trópicos…

É por essas e outras que educação e liderança são temas tão importantes…

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Lideranca para Seguranca Climatica – LEAD – Inscricoes Abertas

Posted by dalberto em 15 julho, 2010

Programa Liderança para a Segurança Climática – LEAD – Inscrições abertas
As crises econômica e ambiental evidenciam a necessidade de se adotar padrões de desenvolvimento mais sustentáveis, que propiciem condições adequadas de vida no presente e no futuro. Formar líderes que possam atuar nessa transição é o objetivo do programa Liderança para Segurança Climática – LEAD, promovido pela ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças em parceria com o LEAD International e GLN – Global Leadership Network.
Em sua terceira edição, o programa reunirá entre 15 e 20 profissionais de diversos setores interessados em liderar, dentro de sua área de atuação, o processo de transição para uma sociedade de baixo carbono.
A metodologia de formação para ação do programa promove o fortalecimento das capacidades de liderança através de processos de aprendizagem, vivências e da implantação de iniciativas e projetos desenvolvidos pelos/as próprios/as participantes em suas comunidades e/ou organizações. Além da formação de uma rede entre participantes, docentes e parceiros, permitindo o intercâmbio e a mobilização de recursos que favoreçam a colaboração.

O programa tem seis meses de duração e contempla a realização de 3 encontros, entre São Paulo e Rio de Janeiro, e participação no seminário internacional do LEAD “População, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento”, que acontecerá na África do Sul e contará com a presença de 150 grandes líderes de 30 países diferentes. Ao final do programa, os alunos serão convidados a ingressar na rede Lead/ABDL, que é formada por mais de 300 fellows no Brasil e 2500 no mundo.
Os interessados em se candidatar ao programa podem preencher o formulário disponível no website da ABDL e enviá-lo até 13 de agosto.
Contato: abdl@abdl.org.br


Página do site da ABDL com os documentos informativos do programa:

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Liderança para a Segurança Climática

Posted by dalberto em 8 maio, 2009

Programa Liderança para Segurança Climática – LEAD inscrições até 20 de maio

A ABDL lança a segunda edição do programa Liderança para Segurança Climática – LEAD, desenvolvido em parceria com o LEAD Internacional – Leadership for Environment and Development e GLN – Global Leadership Network. O programa se propõe a desenvolver lideranças na transição para sociedades com baixo teor de carbono capazes de se adaptar às mudanças climáticas, combinando enfoques, metodologias e disciplinas que contemplam as dimensões pessoal, organizacional, interpessoal e sistêmica da sociedade.

O programa confere atenção a estes aspectos a partir de uma abordagem integradora e sistêmica. As turmas são formadas por pessoas oriundas de diferentes áreas de conhecimento e campos de atuação, que compartilham um espaço onde a diversidade de visões e experiências são insumos do processo de aprendizagem. Os encontros equilibram conteúdo (palestras, apresentações, visitas de campo e vivências dos/as participantes), processo (dinâmicas de grupo, diálogos, colaboração) e assessoria individual (coaching), voltados ao aperfeiçoamento e implementação das iniciativas nos contextos onde são desenvolvidas.

Durante os 7 meses do programa (junho a dezembro/09) são previstas 200 horas presenciais e 100 horas de atividades à distância, incluindo:

  • 4 encontros, realizados em retiro, entre São Paulo e Rio de Janeiro.
  • 1 seminário internacional “Liderança e Mudanças Climáticas: Impactos, Inovação e Interdependência”, em Beijing, China.
  • Atividades à distância.
  • Desenvolvimento de Iniciativas.

Os egressos do programa tornam-se integrantes (fellows) das redes ABDL/LEAD, formada por mais de 300 fellows no Brasil e 2.000 no mundo.

Eixos temáticos

  • Mudanças Climáticas: Ciências do clima, geopolítica e economia da mudança climática, desafios para mitigação e adaptação, iniciativas inovadoras;
  • Liderança: Teoria e prática das novas abordagens de liderança, voltadas ao desenvolvimento de recursos internos e externos;
  • Desenvolvimento Sustentável: Sustentabilidade, visão sistêmica, transição e mudança, diálogo multissetorial;
  • Redes: Comunicação, colaboração, facilitação, participação e engajamento.

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Redes e Desenvolvimento 2008

Posted by dalberto em 16 julho, 2008

A ABDL, em parceria com o SENAC_SP organizam a II edicao do seminario internacional Redes e Desenvolvimento.

Seminário discute trabalho em redes para o desenvolvimento sustentável

Como pessoas e organizações podem tirar proveito do trabalho colaborativo em rede para contribuir com iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável? A questão será o principal eixo das discussões da edição 2008 do Seminário Redes e Desenvolvimento, que será promovido pela ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças) e pelo Senac São Paulo de 30 de julho a 1º de agosto na zona sul da capital paulista.

O evento reunirá cerca de 200 pessoas dos setores público e privado e de organizações não-governamentais, além de pesquisadores brasileiros e do exterior. Para aprofundar as reflexões sobre redes e desenvolvimento sustentável, o primeiro dia seminário focará nas dimensões social, ambiental, política e econômica, apresentando experiências de redes ligadas aos temas dos direitos da criança, das mudanças climáticas, das políticas públicas e do empreendedorismo social. O objetivo do dia seguinte é o de debruçar sobre os principais desafios da articulação em redes, trazendo exemplos práticos de redes que enfrentam questões relacionadas à: potencial e limitações da articulação, dinâmica e estrutura de redes, escala e alcance das ações, metodologias e tecnologias para a colaboração.

Nesta segunda edição do evento, representantes de redes relacionadas aos quatro temas do seminário ilustrarão o debate com suas experiências em palestras, painéis de práticas do trabalho em rede e rodas de diálogos e construção coletiva. As rodas serão a principal novidade da segunda edição do evento, que teve sua primeira versão em julho de 2006. Visam propiciar a participação e a colaboração entre as cerca de 200 pessoas aguardadas para o evento, possibilitando aprofundamento das discussões em torno de dilemas e conquistas que permeiam o universo das redes para o desenvolvimento.

Entre os profissionais que já confirmaram sua participação, estão Antônio Carlos G. da Costa (Modus Faciende), Augusto de Franco (Agência de Educação para o Desenvolvimento), Enrique Mendizabal (Overseas Development Institute), Gilberto de Palma (Instituto Ágora), Karen Worcman (Museu da Pessoa/ Brasil Memória em Rede), Kemly Camacho (Sulá Batsú/Bellanet), Ladislau Dowbor (PUC-SP), Leslie Paal & Heather Creech (Canadá – International Institute for Sustainable Development); Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), Ricardo Wilson-Grau (Consultor em desenvolvimento) e Rodrigo Costa da Rocha Loures (Federação das Indústrias do Paraná).

Este seminário marca a conclusão da segunda edição do Redesenvolvimento 2007, Programa de Formação em Redes para o Desenvolvimento, promovido pela ABDL e pelo LEAD International. Os participantes do programa são protagonistas na realização do evento, que conta com o patrocínio do Instituto C&A, do Instituto HSBC Solidariedade e da Fundação Telefônica.

O seminário será realizado graças às parcerias com: Impact Alliance, Sebrae São Paulo, Rits e todas as organizações que participam do Redesenvolvimento 2007: Artemísia, Ashoka,, Associação Metindjé Kayapó, Fundação Telefônica, Instituto HSBC Solidariedade, Instituto Pólen e Redeh, Instituto RIA e Tzedaka, Museu da Pessoa, ORBIS – Observatórios do Desenvolvimento Regional Sustentável, Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, Rede LEAD, Rede Municipal de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente de Niterói e Txai Cidadania e Desenvolvimento Social.

Mais detalhes podem ser conferidos no Termo de Referência e no site www.redesedesenvolvimento.org.br.

CONTEXTO

A colaboração e o intercâmbio de saberes na promoção do desenvolvimento

Nosso tempo exige que a cultura do trabalho em rede seja incorporada às práticas cotidianas das organizações, sejam elas da sociedade civil, empresariais ou governamentais.

A promoção do desenvolvimento sustentável requer a adoção de valores como o da colaboração e da cooperação, incentivando o surgimento de ações e práticas de gestão inovadoras.

No mundo contemporâneo, as redes se constituem como nova forma de organização social capaz de romper barreiras, diminuir distâncias, promover o trabalho colaborativo e a ação orquestrada em direção ao desenvolvimento.

A prática do trabalho colaborativo em instituições dos diferentes setores tem se revelado uma interessante alternativa às formas tradicionais de organização. Neste contexto, as redes surgem como o arranjo social de orquestração a integrar diversas iniciativas e promover o intercâmbio de idéias, conhecimento e práticas.

A articulação em rede possibilita ampliar o escopo de atuação, a escala de abrangência, o intercâmbio de informações e conhecimento e o ganho de capital social. Porém, o trabalho em rede também traz desafios a serem enfrentados por seus integrantes.

Vantagens e desafios do trabalho em rede serão apresentados e debatidos por profissionais com larga experiência na temática das redes para o desenvolvimento, que trarão aportes teóricos e práticos.

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Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Posted by dalberto em 26 julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)– tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

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Seminários sobre Redes

Posted by dalberto em 29 maio, 2007

networksO IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP- incia um ciclo de seminários temáticos sobre a riqueza das redes. Os encontros reunirão especialistas de diferentes campos para discutir o papel das redes e da Internet na produção de riquezas no mundo contemporâneo. Os seminários terão como base o livro “The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom” de Yochai Benkler.

O evento inicial ocorrerá 31/05 no Auditório Jacy Monteiro, do IME e será transmitido ao vivo, pela web. Os textos produzidos a partir dos encontros serão debatidos através de um Blog do portal do cilco de seminários.

Apresentador: Imre Simon (IME-USP)

Debatedor: Hélio Nogueira da Cruz (FEA-USP)

Debatedor: José Fernando Perez (Recepta biopharma, ex-diretor científico da Fapesp)

Presidente: Flávio Fava de Moraes (Fundação Faculdade de Medicina, ex-reitor da USP)

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Mais lenha na polêmica em torno do Laptop de 100 dólares

Posted by dalberto em 6 maio, 2007

Nos últimos temos temos visto alguma discussão sobre o projeto “One Laptop per Children”, promovido pelo MediaLab do MIT a partir dos esforços de Nicholas Negroponte. O projeto, que atualmente é gerenciado por uma Fundação responsável pela sua disseminação, prevê a doação de Laptops para crianças das escolas como uma “estratégia” para diminuir a exclusão digital e melhorar o desempenho da educação. No Brasil o projeto ficou conhecido como o “Lapto de 100 dólares” e o governo já adquiriu alguns laptops ao custo de 140 dólares.

Os aparelhos já estão sendo utilizados em “testes” que provavelmente antecedrão a compra mais de 5 milhões de laptops. Ao custo de quase 1 bilhão de dólares esses equipamentos permitiriam equipar uma parcela das crianças não se sabe por quanto tempo (até que os quebrem e não tenham como ser consertados, sejam roubados por uma criança que não o tenha), para quê (qual o propósito e projeto pedagógico associado ao uso do equipamento?) nem se teremos condições para que os mesmos possam ser utilizados (os professores terão acesso a equipamentos similares ? Serão capacitados para utilizá-los ? Estarão conectados à Internet ?).

lappAo que parece estas questões não são grande objeto de preocupação por parte de gestores dispostos agastar 1 bilhão de dólares em equipamentos…

Quem sabe artigos como o publicado no New York Times e apresentado a seguir, não contribuia para evitar um grande desperdício de recursos.

Outros posts sobre o assunto

Laptop de 100 dólares…para quê?

Laptop de 100 dólares

OLPC

São Paulo, domingo, 06 de maio de 2007 – Folha de São Paulo – Cotidiano

Escolas questionam eficácia de laptops

Entidades de ensino norte-americanas desistem de programas que implementam uso de computadores em sala de aula

Sem benefícios pedagógicos comprovados e com custo alto, uso de informática é freado por instituições

WINNIE HU
DO “NEW YORK TIMES”, EM LIVERPOOL

Os estudantes da Liverpool High, uma escola de segundo grau no interior do Estado de Nova York, usaram os laptops fornecidos a eles pela escola para divulgar gabaritos de provas, baixar pornografia e invadir computadores de empresas.
Quando os dirigentes escolares adotaram medidas de segurança mais rígidas para a rede do colégio, um aluno da 10ª série não só encontrou maneira de superar essas barreiras como também postou instruções na Web explicando aos colegas como fazer a mesma coisa.
Dezenas dos laptops arrendados pelos alunos quebram a cada mês, e de dois em dois dias, nos períodos reservados a estudo assistido por professores, a rede da Liverpool High termina caindo, devido ao alto número de alunos que preferem navegar pela internet a dirimir suas dúvidas escolares.
Assim, o distrito escolar de Liverpool, uma cidade localizada perto de Syracuse, decidiu que, a partir do quarto trimestre, os laptops devem ser devolvidos, o que aumenta o número de escolas em todo o país que adotaram programas de computação individual e, mais tarde, optaram por cancelá-los, por terem sido considerados inúteis ou, pior, nocivos.
O objetivo de muitas dessas escolas era remover a disparidade digital entre os alunos que tinham e os que não tinham computadores em casa.
“Depois de sete anos, não há literalmente prova alguma de impacto positivo sobre as realizações acadêmicas dos estudantes”, disse Mark Lawson, presidente do conselho de educação de Liverpool -um dos primeiros distritos do Estado de Nova York a testar o sistema de oferecer aos alunos contato direto com a tecnologia.
“Os professores nos informaram que quando os alunos desenvolvem forte vínculo com seu laptop, o computador passa a representar uma distração no processo educacional”, disse.
A postura adotada em Liverpool surge no momento em que mais e mais distritos escolares em todo o país optam por levar laptops às suas salas de aula.
Um estudo conduzido por duas consultorias educacionais nos 2.500 maiores distritos escolares norte-americanos, no ano passado, mostrou que um quarto dos respondentes já havia adotado um computador por aluno, e que metade do grupo esperava fazê-lo até 2011.
Na cidade de Nova York, cerca de seis mil alunos de quinta a oitava série receberam laptops em 2005 como parte de um programa trienal de US$ 45 milhões, financiado com verba municipal, estadual e federal.
No entanto, funcionários de diversas escolas afirmam que os estudantes cometeram abusos usando seus laptops, e que as máquinas não se enquadram nos planos de aula e demonstram pouco ou nenhum efeito mensurável, sobre as notas e exames.
Há distritos que abandonaram seus programas de distribuição de laptops devido à resistência de parte dos professores, problemas técnicos e logísticos e custos elevados de manutenção.
Esse tipo de decepção é só o mais recente exemplo de como a tecnologia, muitas vezes alardeada por filantropos e líderes políticos como meio de solucionar problemas de forma instantânea, deixa os professores perplexos quanto ao que fazer para integrar os novos aparelhos aos seus currículos.
No mês passado, o Departamento da Educação norte-americano publicou um estudo que demonstrava não haver diferença em termos de realizações acadêmicas entre alunos que usam software educacional para aprender matemática e desenvolver a capacidade de leitura e alunos que não utilizam esse recurso.
Por outro lado, muitos dirigentes escolares e professores dizem que o uso de laptops motivou até os mais relutantes dos alunos a aprender, resultando em freqüência mais elevada, índices menores de punições e abandono de estudos.
Em um dos maiores estudos em curso, o Centro de Pesquisa Educacional do Texas, até agora não constatou diferença nos resultados de testes estaduais entre 21 escolas de quinta a oitava série, nas quais os alunos receberam laptops, e 21 que não receberam. Mas alguns dados sugerem que os estudantes mais aptos podem se sair melhor em matemática quando equipados com laptops.


tradução de PAULO MIGLIACCI

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O lado “sujo” das tecnologias

Posted by dalberto em 9 abril, 2007

O Greenpeace continua desenvolvendo um trabalho interessante de avaliação das condições de produção e práticas de empresas de tecnologia que produzem PCs e aparelhos de comunicação móvel.

O levantamento realizado pelo Greenpeace leva em consideração diversos fatores, como o uso de substâncias altamente tóxicas (ex: medrcúrio e chumbo), a adoção de práticas de reciclagem assim como o destino que é dado ao lixo eletrônico representado por milhões de produtos descartados a cada ano.

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Os resultados podem surpreender, já que como pode-se ver no gráfico abaixo, a empresa “mais verde” é a Lenovo, uma empresa chinesa em um dos países que mais “importam” lixo eletrônico no mundo, ao passo que a mais poluidora, ao contrário do que se poderia imaginar, a Apple, que produz o Machintosh e os iPODs. Segundo a metodologia do Greenpeace a empresa está na “lanterninha” pelo segundo ano consecutivo e não adotou práticas mais “verdes” para transformar esta realidade. O relatório na íntegra pode ser baixado neste link.

graus

Acao AppleO descuidado com o descarte dos produtos no caso da Apple é tão grande que o Greenpeace criou uma campanha para “limpar a Apple”, como pode-se ver neste website.

A figura e o texto a seguir são apenas uma das peças da campanha da ONG.

Apple’s releasing more than new products these days, they’re also releasing tons of toxic chemicals.

That’s because under their skin, apples are full of toxic chemicals. When they get tossed, they can end up at the fingertips of children in developing world countries, who dismantle them for parts.

Take Action!

Tell Steve Jobs that you want a green apple.

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Evidencias sobre a TV

Posted by dalberto em 20 fevereiro, 2007

Este é um filme intrigante, dirigido por Godfrey Reggio, que mostra um grupo de ciranças assistindo televisao.

As imagens revelam olhares e feições das crianças e se desenrolam ao som Phillip Glass, nos estimulando a pensar nas consequências que a TV pode ter na nossa vida.

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