A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Archive for the ‘meio ambiente’ Category

Alguns entraves para a sustentabilidade

Posted by dalberto em 24 maio, 2011

Ontem participei de um debate sobre sustentabilidade, organizado pela Associação dos Profissionais da Sustentabilidade, na Assembleia Legistaltiva. havia três participantes na mesa, um de cada setor. Fabio Feldmann, falando da perspectiva do setor publico, Aerton Paeva, falando do setor privado, e eu, a partir da perspectiva da sociedade civil.
Um dos pontos centrais de todo o debate girou em torno da necessidade de se adotar uma perspectiva sistemica e integradora, que contemple as diferentes dimensoes da sociedade (economia, meio ambiente, social). Conforme sugeriu Fabio, apenas nos ultimos anos esta abordagem ganhou força em setores ate entao distantes das questoes ambientais.
Esta perspectiva é central para se pensar em economia verde, de baixo carbono ou na nova economia, do seculo XXI. Apesar desta tendencia, hoje pela manha me deparo com um depoimento impressionante, bastante anacrônico, que saiu no valor. Trata-se de uma decalaracao de Marcio Mello, presidente da HRT Oil and Gas, empresa que comecara a explorar petroleo no Amazonas.
Questionado sobre o impacto ambiental da atividade petrolifera ele saiu com esta pérola:
” Enquanto alguns ficam preocupados com árvores, existem 30 milhões moreendo com malária, tifo, leishmaniose e dengue. Está morrendo gente e agora vai se preocupar que o cara corte uma arvorezinha?”
Porque as pessoas e empresas não podem ter uma abordagem mais ampla e sistemica e tentar contemplar os diferentes aspectos que precisam ser considerados?
Sera que a atividade petrolifera ira solucionar os problemas de saúde da região?
De onde será que vieram os dados que o levam a mencionar 30 milhões morrendo destas doenças…ou de apenas cortar uma arvorezinha?
Enquanto prevalecerem pensamentos rasos será dificil transformar a nossa realidade..e hoje veremos mais uma vez tentativas para aprovar um código florestal devastador..

Tristes Trópicos…

É por essas e outras que educação e liderança são temas tão importantes…

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Liderança para a Sustentabilidade

Posted by dalberto em 5 março, 2010

Uma inédita parceria formada pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL)/LEAD Brasil e as organizações holandesas Mutual Learning Journeys e NCDO (Comitê Nacional da Holanda para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável), lança o programa New Earth Leaders (Novos Líderes da Terra em tradução livre) com o propósito de fomentar entre jovens executivos iniciativas práticas no campo da sustentabilidade.

O New Earth Leaders terá inicio em Abril com duração de seis meses, sendo 100 horas presenciais e 40 horas de atividades à distância. É dirigido a jovens profissionais entre 20 e 35 anos do setor privado do Brasil e da Holanda, que tenham especial interesse em colaborar com iniciativas voltadas a sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial dentro de suas organizações. O programa foi inspirado nos princípios da Carta da Terra, declaração de princípios éticos nascida na Rio Eco-92 e tem como objetivo propiciar o desenvolvimento de liderança entre jovens executivos, importantes protagonistas para um futuro sustentável. “É fundamental re-orientar as práticas e decisões corporativas em direção à construção de uma sociedade justa, pacífica e sustentável. E neste processo, a educação é fator fundamental” afirma Mirian Vilela, Diretora Executiva da Carta da Terra Internacional cuja sede fica no campus da Universidade para a Paz (UPEACE) das Nações Unidas na Costa Rica.

A metodologia do programa é baseada na “Teoria U” – desenvolvida por Otto Scharmer que tem foco na formação para a ação e articula o sentir, o refletir e o agir. Entre os conteúdos abordados destacam-se liderança, desenvolvimento sustentável, diálogo e colaboração, engajamento de atores sociais, inovação e desenvolvimento de projetos. Os integrantes também terão a oportunidade de interagir com seus pares, facilitadores e docentes através de um ambiente colaborativo virtual.

Um dos pontos mais importantes do New Earth Leaders é a parte prática a ser conduzida em conjunto com a Organização Não Governamental Floresta Viva, em Itacaré, Sul da Bahia, a qual enfrenta muitos desafios na criação de modelos de desenvolvimento sustentáveis e inclusivos para a região. Os participantes do New Earth Leaders terão que ajudar a ONG na elaboração de um modelo de desenvolvimento sustentável para a região. “Este programa oferece uma oportunidade diferenciada para os participantes desenvolverem as suas capacidades de liderança através de uma jornada de aprendizagem que contempla desafios de sustentabilidade no mundo real, além do intercâmbio de experiências com profissionais da Holanda” conclui Dalberto Adulis, Diretor Executivo da ABDL/ Lead.

A parte internacional do programa inclui um encontro em Amsterdã, Holanda, onde entre os docentes está o ex-Primeiro Ministro da Holanda, Ruud Luubers que afirma: “O New Earth Leaders oferece uma oportunidade de aprendizado sociocultural para jovens líderes brasileiros e holandeses que terão que unir esforços para superar desafios reais de sustentabilidade em Itacaré.” Os participantes serão convidados para a solenidade organizada na Holanda pelo Governo local, em comemoração aos 10 anos da Carta da Terra, que teve seu lançamento oficial pela rainha Beatrix do mesmo país em Junho de 2000.

O processo de seleção para o New Earth Leaders estará aberto até 30 de Março de 2010. A inscrição deverá ser realizada através do envio de formulário disponível no site da ABDL – http://www.abdl.org.br. Os candidatos pré-qualificados passarão por uma entrevista. O número de vagas está limitado em 20 participantes, 10 provenientes de cada pais – Brasil e Holanda. Os critérios de seleção incluem: diversidade (gênero, formação, área de atuação), experiência, potencial e interesse de cada candidato, assim como domínio da língua inglesa. Maiores informações sobre o New Earth Leaders: 11 3719-1532.

Sobre as Organizações envolvidas:

ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças: Organização sem fins lucrativos com a missão de articular lideranças para o desenvolvimento sustentável. Desenvolve programas de formação de liderança, de capacitação e mobilização de agentes sociais em temas como sustentabilidade, mudanças climáticas, , desenvolvimento, e governança. Os egressos dos programas tornam-se integrantes de uma rede de fellows, constituída por mais de 500 profissionais, de diferentes setores e áreas de atuação. http://www.abdl.org.br.

A CARTA DA TERRA – A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. A primeira versão do documento foi elaborada em evento paralelo da Cúpula da Terra (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro em 1992. A elaboração completa da declaração levou oito anos em um processo participativo que envolveu milhares de pessoas de todas as raças, credos, idades e profissões, incluindo especialistas em ciências, filosofia, ética, religiões e leis internacionais em todos os continentes. Sua versão final foi lançada em 29 de Junho de 2000 no Palácio da Paz em Haia na Holanda pela Rainha Beatrix. Em 2003 a UNESCO reconheceu a Carta da Terra como um importante marco ético e instrumento chave para um mundo justo, pacífico e sustentável. http://www.cartadaterrabrasil.org http://www.earthcharterinaction.org/content/

LEAD – Leadership for Environment and Development (Liderança para o Meio Ambiente e Desenvolvimento): Rede de organizações e programas de formação de liderança nascida em 1992 e presente em 14 países e regiões do mundo. Os egressos dos programas LEAD fazem parte de uma comunidade de fellows, com mais de 2000 integrantes. A ABDL é a organização responsável pelo LEAD no Brasil. http://www.lead.org

Mutual Learning Journeys – Organização Holandesa que desenvolve programas de cooperação e intercâmbio em países em desenvolvimento em parceria com organizações locais com o objetivo de promover a educação para um mundo sustentável. http://www.mutuallearningjourneys.nl

NCDO – Comitê Nacional para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável – A NCDO articula e apóia atores sociais na Holanda que promovem mudanças nos países em desenvolvimento, fornecendo-lhes informações, subsídios e orientações por meio de campanhas, debates, atividades educativas, exposições, produções audiovisuais e projetos culturais. A NCDO também é a afiliada oficial da Carta da Terra Internacional na Holanda. http://www.ncdo.nl

Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho.”

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Liderança para a Segurança Climática

Posted by dalberto em 8 maio, 2009

Programa Liderança para Segurança Climática – LEAD inscrições até 20 de maio

A ABDL lança a segunda edição do programa Liderança para Segurança Climática – LEAD, desenvolvido em parceria com o LEAD Internacional – Leadership for Environment and Development e GLN – Global Leadership Network. O programa se propõe a desenvolver lideranças na transição para sociedades com baixo teor de carbono capazes de se adaptar às mudanças climáticas, combinando enfoques, metodologias e disciplinas que contemplam as dimensões pessoal, organizacional, interpessoal e sistêmica da sociedade.

O programa confere atenção a estes aspectos a partir de uma abordagem integradora e sistêmica. As turmas são formadas por pessoas oriundas de diferentes áreas de conhecimento e campos de atuação, que compartilham um espaço onde a diversidade de visões e experiências são insumos do processo de aprendizagem. Os encontros equilibram conteúdo (palestras, apresentações, visitas de campo e vivências dos/as participantes), processo (dinâmicas de grupo, diálogos, colaboração) e assessoria individual (coaching), voltados ao aperfeiçoamento e implementação das iniciativas nos contextos onde são desenvolvidas.

Durante os 7 meses do programa (junho a dezembro/09) são previstas 200 horas presenciais e 100 horas de atividades à distância, incluindo:

  • 4 encontros, realizados em retiro, entre São Paulo e Rio de Janeiro.
  • 1 seminário internacional “Liderança e Mudanças Climáticas: Impactos, Inovação e Interdependência”, em Beijing, China.
  • Atividades à distância.
  • Desenvolvimento de Iniciativas.

Os egressos do programa tornam-se integrantes (fellows) das redes ABDL/LEAD, formada por mais de 300 fellows no Brasil e 2.000 no mundo.

Eixos temáticos

  • Mudanças Climáticas: Ciências do clima, geopolítica e economia da mudança climática, desafios para mitigação e adaptação, iniciativas inovadoras;
  • Liderança: Teoria e prática das novas abordagens de liderança, voltadas ao desenvolvimento de recursos internos e externos;
  • Desenvolvimento Sustentável: Sustentabilidade, visão sistêmica, transição e mudança, diálogo multissetorial;
  • Redes: Comunicação, colaboração, facilitação, participação e engajamento.

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Publicando em outro Blog..

Posted by dalberto em 22 novembro, 2007

Depois de um bom tempo sem conseguir postar artigos na Blogosfera retomo a atividade postando ativamente em um Blog sobre Mudancas Climaticas,  a partir do Blog dos brasileiros do Redesenvolvimento 2007 (LEAD 12) que estarao participando do Seminario Leadership and Climate Change, em Jakarta e Bandung,  e da Conferencia do Clima, organizada pela ONU, em Bali, onde sera definido o futuro”Pos Kyoto”.

Meu primeiro Post traz algumas impressoes da minha passagem por Dubai, a caminho da Indonesia.

De Passagem por Dubai

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Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Posted by dalberto em 26 julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)– tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

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O Homem de Lixo

Posted by dalberto em 26 abril, 2007

A relacao entre meio ambiente e tecnologia foi destaque de acoes de organizacoes e militantes britanicos preocupados com a producao crescente de lixo eletronico. Conforme pode-se ver em materia publicada pelo IDGNow em 26 de abril de 2007, o problema assume proporcoes cada vez maiores. Mais informacoes sobre o tema no artigo “o lado sujo das tecnologias“.

lixo|Para ilustrar o tamanho do problema, os britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em sua vida, estimada em 3,3 toneladas. O resultado é um boneco gigante, composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras, videogames, entre outros cacarecos digitais.

Apesar do alerta, os britânicos acreditam que o homem de lixo pode ficar ainda maior nos próximos anos. Eles estimam que o uma pessoa nascida em 2003 que viva até 2080 vai gerar 8 toneladas de lixo eletrônico ao longo da sua vida, mais que dobrando o tamanho do homem de lata.

A União Européia é, contudo, uma das poucas organizações internacionais que avançou na questão do lixo eletrônico elaborando a Diretiva para Lixo Elétrico e Equipamentos Eletrônicos (Waste Electrical and Electronic Equipment Directive – WEEE), que se tornou lei em fevereiro de 2003. A lei determina metas de coleta e reciclagem aos fabricantes de eletrônicos.}

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