A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Archive for the ‘Desenvolvimento’ Category

Alguns entraves para a sustentabilidade

Posted by dalberto em 24 maio, 2011

Ontem participei de um debate sobre sustentabilidade, organizado pela Associação dos Profissionais da Sustentabilidade, na Assembleia Legistaltiva. havia três participantes na mesa, um de cada setor. Fabio Feldmann, falando da perspectiva do setor publico, Aerton Paeva, falando do setor privado, e eu, a partir da perspectiva da sociedade civil.
Um dos pontos centrais de todo o debate girou em torno da necessidade de se adotar uma perspectiva sistemica e integradora, que contemple as diferentes dimensoes da sociedade (economia, meio ambiente, social). Conforme sugeriu Fabio, apenas nos ultimos anos esta abordagem ganhou força em setores ate entao distantes das questoes ambientais.
Esta perspectiva é central para se pensar em economia verde, de baixo carbono ou na nova economia, do seculo XXI. Apesar desta tendencia, hoje pela manha me deparo com um depoimento impressionante, bastante anacrônico, que saiu no valor. Trata-se de uma decalaracao de Marcio Mello, presidente da HRT Oil and Gas, empresa que comecara a explorar petroleo no Amazonas.
Questionado sobre o impacto ambiental da atividade petrolifera ele saiu com esta pérola:
” Enquanto alguns ficam preocupados com árvores, existem 30 milhões moreendo com malária, tifo, leishmaniose e dengue. Está morrendo gente e agora vai se preocupar que o cara corte uma arvorezinha?”
Porque as pessoas e empresas não podem ter uma abordagem mais ampla e sistemica e tentar contemplar os diferentes aspectos que precisam ser considerados?
Sera que a atividade petrolifera ira solucionar os problemas de saúde da região?
De onde será que vieram os dados que o levam a mencionar 30 milhões morrendo destas doenças…ou de apenas cortar uma arvorezinha?
Enquanto prevalecerem pensamentos rasos será dificil transformar a nossa realidade..e hoje veremos mais uma vez tentativas para aprovar um código florestal devastador..

Tristes Trópicos…

É por essas e outras que educação e liderança são temas tão importantes…

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Lideranca para Seguranca Climatica – LEAD – Inscricoes Abertas

Posted by dalberto em 15 julho, 2010

Programa Liderança para a Segurança Climática – LEAD – Inscrições abertas
As crises econômica e ambiental evidenciam a necessidade de se adotar padrões de desenvolvimento mais sustentáveis, que propiciem condições adequadas de vida no presente e no futuro. Formar líderes que possam atuar nessa transição é o objetivo do programa Liderança para Segurança Climática – LEAD, promovido pela ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças em parceria com o LEAD International e GLN – Global Leadership Network.
Em sua terceira edição, o programa reunirá entre 15 e 20 profissionais de diversos setores interessados em liderar, dentro de sua área de atuação, o processo de transição para uma sociedade de baixo carbono.
A metodologia de formação para ação do programa promove o fortalecimento das capacidades de liderança através de processos de aprendizagem, vivências e da implantação de iniciativas e projetos desenvolvidos pelos/as próprios/as participantes em suas comunidades e/ou organizações. Além da formação de uma rede entre participantes, docentes e parceiros, permitindo o intercâmbio e a mobilização de recursos que favoreçam a colaboração.

O programa tem seis meses de duração e contempla a realização de 3 encontros, entre São Paulo e Rio de Janeiro, e participação no seminário internacional do LEAD “População, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento”, que acontecerá na África do Sul e contará com a presença de 150 grandes líderes de 30 países diferentes. Ao final do programa, os alunos serão convidados a ingressar na rede Lead/ABDL, que é formada por mais de 300 fellows no Brasil e 2500 no mundo.
Os interessados em se candidatar ao programa podem preencher o formulário disponível no website da ABDL e enviá-lo até 13 de agosto.
Contato: abdl@abdl.org.br


Página do site da ABDL com os documentos informativos do programa:

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Liderança para a Sustentabilidade

Posted by dalberto em 5 março, 2010

Uma inédita parceria formada pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL)/LEAD Brasil e as organizações holandesas Mutual Learning Journeys e NCDO (Comitê Nacional da Holanda para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável), lança o programa New Earth Leaders (Novos Líderes da Terra em tradução livre) com o propósito de fomentar entre jovens executivos iniciativas práticas no campo da sustentabilidade.

O New Earth Leaders terá inicio em Abril com duração de seis meses, sendo 100 horas presenciais e 40 horas de atividades à distância. É dirigido a jovens profissionais entre 20 e 35 anos do setor privado do Brasil e da Holanda, que tenham especial interesse em colaborar com iniciativas voltadas a sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial dentro de suas organizações. O programa foi inspirado nos princípios da Carta da Terra, declaração de princípios éticos nascida na Rio Eco-92 e tem como objetivo propiciar o desenvolvimento de liderança entre jovens executivos, importantes protagonistas para um futuro sustentável. “É fundamental re-orientar as práticas e decisões corporativas em direção à construção de uma sociedade justa, pacífica e sustentável. E neste processo, a educação é fator fundamental” afirma Mirian Vilela, Diretora Executiva da Carta da Terra Internacional cuja sede fica no campus da Universidade para a Paz (UPEACE) das Nações Unidas na Costa Rica.

A metodologia do programa é baseada na “Teoria U” – desenvolvida por Otto Scharmer que tem foco na formação para a ação e articula o sentir, o refletir e o agir. Entre os conteúdos abordados destacam-se liderança, desenvolvimento sustentável, diálogo e colaboração, engajamento de atores sociais, inovação e desenvolvimento de projetos. Os integrantes também terão a oportunidade de interagir com seus pares, facilitadores e docentes através de um ambiente colaborativo virtual.

Um dos pontos mais importantes do New Earth Leaders é a parte prática a ser conduzida em conjunto com a Organização Não Governamental Floresta Viva, em Itacaré, Sul da Bahia, a qual enfrenta muitos desafios na criação de modelos de desenvolvimento sustentáveis e inclusivos para a região. Os participantes do New Earth Leaders terão que ajudar a ONG na elaboração de um modelo de desenvolvimento sustentável para a região. “Este programa oferece uma oportunidade diferenciada para os participantes desenvolverem as suas capacidades de liderança através de uma jornada de aprendizagem que contempla desafios de sustentabilidade no mundo real, além do intercâmbio de experiências com profissionais da Holanda” conclui Dalberto Adulis, Diretor Executivo da ABDL/ Lead.

A parte internacional do programa inclui um encontro em Amsterdã, Holanda, onde entre os docentes está o ex-Primeiro Ministro da Holanda, Ruud Luubers que afirma: “O New Earth Leaders oferece uma oportunidade de aprendizado sociocultural para jovens líderes brasileiros e holandeses que terão que unir esforços para superar desafios reais de sustentabilidade em Itacaré.” Os participantes serão convidados para a solenidade organizada na Holanda pelo Governo local, em comemoração aos 10 anos da Carta da Terra, que teve seu lançamento oficial pela rainha Beatrix do mesmo país em Junho de 2000.

O processo de seleção para o New Earth Leaders estará aberto até 30 de Março de 2010. A inscrição deverá ser realizada através do envio de formulário disponível no site da ABDL – http://www.abdl.org.br. Os candidatos pré-qualificados passarão por uma entrevista. O número de vagas está limitado em 20 participantes, 10 provenientes de cada pais – Brasil e Holanda. Os critérios de seleção incluem: diversidade (gênero, formação, área de atuação), experiência, potencial e interesse de cada candidato, assim como domínio da língua inglesa. Maiores informações sobre o New Earth Leaders: 11 3719-1532.

Sobre as Organizações envolvidas:

ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças: Organização sem fins lucrativos com a missão de articular lideranças para o desenvolvimento sustentável. Desenvolve programas de formação de liderança, de capacitação e mobilização de agentes sociais em temas como sustentabilidade, mudanças climáticas, , desenvolvimento, e governança. Os egressos dos programas tornam-se integrantes de uma rede de fellows, constituída por mais de 500 profissionais, de diferentes setores e áreas de atuação. http://www.abdl.org.br.

A CARTA DA TERRA – A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. A primeira versão do documento foi elaborada em evento paralelo da Cúpula da Terra (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro em 1992. A elaboração completa da declaração levou oito anos em um processo participativo que envolveu milhares de pessoas de todas as raças, credos, idades e profissões, incluindo especialistas em ciências, filosofia, ética, religiões e leis internacionais em todos os continentes. Sua versão final foi lançada em 29 de Junho de 2000 no Palácio da Paz em Haia na Holanda pela Rainha Beatrix. Em 2003 a UNESCO reconheceu a Carta da Terra como um importante marco ético e instrumento chave para um mundo justo, pacífico e sustentável. http://www.cartadaterrabrasil.org http://www.earthcharterinaction.org/content/

LEAD – Leadership for Environment and Development (Liderança para o Meio Ambiente e Desenvolvimento): Rede de organizações e programas de formação de liderança nascida em 1992 e presente em 14 países e regiões do mundo. Os egressos dos programas LEAD fazem parte de uma comunidade de fellows, com mais de 2000 integrantes. A ABDL é a organização responsável pelo LEAD no Brasil. http://www.lead.org

Mutual Learning Journeys – Organização Holandesa que desenvolve programas de cooperação e intercâmbio em países em desenvolvimento em parceria com organizações locais com o objetivo de promover a educação para um mundo sustentável. http://www.mutuallearningjourneys.nl

NCDO – Comitê Nacional para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável – A NCDO articula e apóia atores sociais na Holanda que promovem mudanças nos países em desenvolvimento, fornecendo-lhes informações, subsídios e orientações por meio de campanhas, debates, atividades educativas, exposições, produções audiovisuais e projetos culturais. A NCDO também é a afiliada oficial da Carta da Terra Internacional na Holanda. http://www.ncdo.nl

Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho.”

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Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Posted by dalberto em 26 julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)– tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

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Seminários sobre Redes

Posted by dalberto em 29 maio, 2007

networksO IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP- incia um ciclo de seminários temáticos sobre a riqueza das redes. Os encontros reunirão especialistas de diferentes campos para discutir o papel das redes e da Internet na produção de riquezas no mundo contemporâneo. Os seminários terão como base o livro “The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom” de Yochai Benkler.

O evento inicial ocorrerá 31/05 no Auditório Jacy Monteiro, do IME e será transmitido ao vivo, pela web. Os textos produzidos a partir dos encontros serão debatidos através de um Blog do portal do cilco de seminários.

Apresentador: Imre Simon (IME-USP)

Debatedor: Hélio Nogueira da Cruz (FEA-USP)

Debatedor: José Fernando Perez (Recepta biopharma, ex-diretor científico da Fapesp)

Presidente: Flávio Fava de Moraes (Fundação Faculdade de Medicina, ex-reitor da USP)

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Mais lenha na polêmica em torno do Laptop de 100 dólares

Posted by dalberto em 6 maio, 2007

Nos últimos temos temos visto alguma discussão sobre o projeto “One Laptop per Children”, promovido pelo MediaLab do MIT a partir dos esforços de Nicholas Negroponte. O projeto, que atualmente é gerenciado por uma Fundação responsável pela sua disseminação, prevê a doação de Laptops para crianças das escolas como uma “estratégia” para diminuir a exclusão digital e melhorar o desempenho da educação. No Brasil o projeto ficou conhecido como o “Lapto de 100 dólares” e o governo já adquiriu alguns laptops ao custo de 140 dólares.

Os aparelhos já estão sendo utilizados em “testes” que provavelmente antecedrão a compra mais de 5 milhões de laptops. Ao custo de quase 1 bilhão de dólares esses equipamentos permitiriam equipar uma parcela das crianças não se sabe por quanto tempo (até que os quebrem e não tenham como ser consertados, sejam roubados por uma criança que não o tenha), para quê (qual o propósito e projeto pedagógico associado ao uso do equipamento?) nem se teremos condições para que os mesmos possam ser utilizados (os professores terão acesso a equipamentos similares ? Serão capacitados para utilizá-los ? Estarão conectados à Internet ?).

lappAo que parece estas questões não são grande objeto de preocupação por parte de gestores dispostos agastar 1 bilhão de dólares em equipamentos…

Quem sabe artigos como o publicado no New York Times e apresentado a seguir, não contribuia para evitar um grande desperdício de recursos.

Outros posts sobre o assunto

Laptop de 100 dólares…para quê?

Laptop de 100 dólares

OLPC

São Paulo, domingo, 06 de maio de 2007 – Folha de São Paulo – Cotidiano

Escolas questionam eficácia de laptops

Entidades de ensino norte-americanas desistem de programas que implementam uso de computadores em sala de aula

Sem benefícios pedagógicos comprovados e com custo alto, uso de informática é freado por instituições

WINNIE HU
DO “NEW YORK TIMES”, EM LIVERPOOL

Os estudantes da Liverpool High, uma escola de segundo grau no interior do Estado de Nova York, usaram os laptops fornecidos a eles pela escola para divulgar gabaritos de provas, baixar pornografia e invadir computadores de empresas.
Quando os dirigentes escolares adotaram medidas de segurança mais rígidas para a rede do colégio, um aluno da 10ª série não só encontrou maneira de superar essas barreiras como também postou instruções na Web explicando aos colegas como fazer a mesma coisa.
Dezenas dos laptops arrendados pelos alunos quebram a cada mês, e de dois em dois dias, nos períodos reservados a estudo assistido por professores, a rede da Liverpool High termina caindo, devido ao alto número de alunos que preferem navegar pela internet a dirimir suas dúvidas escolares.
Assim, o distrito escolar de Liverpool, uma cidade localizada perto de Syracuse, decidiu que, a partir do quarto trimestre, os laptops devem ser devolvidos, o que aumenta o número de escolas em todo o país que adotaram programas de computação individual e, mais tarde, optaram por cancelá-los, por terem sido considerados inúteis ou, pior, nocivos.
O objetivo de muitas dessas escolas era remover a disparidade digital entre os alunos que tinham e os que não tinham computadores em casa.
“Depois de sete anos, não há literalmente prova alguma de impacto positivo sobre as realizações acadêmicas dos estudantes”, disse Mark Lawson, presidente do conselho de educação de Liverpool -um dos primeiros distritos do Estado de Nova York a testar o sistema de oferecer aos alunos contato direto com a tecnologia.
“Os professores nos informaram que quando os alunos desenvolvem forte vínculo com seu laptop, o computador passa a representar uma distração no processo educacional”, disse.
A postura adotada em Liverpool surge no momento em que mais e mais distritos escolares em todo o país optam por levar laptops às suas salas de aula.
Um estudo conduzido por duas consultorias educacionais nos 2.500 maiores distritos escolares norte-americanos, no ano passado, mostrou que um quarto dos respondentes já havia adotado um computador por aluno, e que metade do grupo esperava fazê-lo até 2011.
Na cidade de Nova York, cerca de seis mil alunos de quinta a oitava série receberam laptops em 2005 como parte de um programa trienal de US$ 45 milhões, financiado com verba municipal, estadual e federal.
No entanto, funcionários de diversas escolas afirmam que os estudantes cometeram abusos usando seus laptops, e que as máquinas não se enquadram nos planos de aula e demonstram pouco ou nenhum efeito mensurável, sobre as notas e exames.
Há distritos que abandonaram seus programas de distribuição de laptops devido à resistência de parte dos professores, problemas técnicos e logísticos e custos elevados de manutenção.
Esse tipo de decepção é só o mais recente exemplo de como a tecnologia, muitas vezes alardeada por filantropos e líderes políticos como meio de solucionar problemas de forma instantânea, deixa os professores perplexos quanto ao que fazer para integrar os novos aparelhos aos seus currículos.
No mês passado, o Departamento da Educação norte-americano publicou um estudo que demonstrava não haver diferença em termos de realizações acadêmicas entre alunos que usam software educacional para aprender matemática e desenvolver a capacidade de leitura e alunos que não utilizam esse recurso.
Por outro lado, muitos dirigentes escolares e professores dizem que o uso de laptops motivou até os mais relutantes dos alunos a aprender, resultando em freqüência mais elevada, índices menores de punições e abandono de estudos.
Em um dos maiores estudos em curso, o Centro de Pesquisa Educacional do Texas, até agora não constatou diferença nos resultados de testes estaduais entre 21 escolas de quinta a oitava série, nas quais os alunos receberam laptops, e 21 que não receberam. Mas alguns dados sugerem que os estudantes mais aptos podem se sair melhor em matemática quando equipados com laptops.


tradução de PAULO MIGLIACCI

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O Homem de Lixo

Posted by dalberto em 26 abril, 2007

A relacao entre meio ambiente e tecnologia foi destaque de acoes de organizacoes e militantes britanicos preocupados com a producao crescente de lixo eletronico. Conforme pode-se ver em materia publicada pelo IDGNow em 26 de abril de 2007, o problema assume proporcoes cada vez maiores. Mais informacoes sobre o tema no artigo “o lado sujo das tecnologias“.

lixo|Para ilustrar o tamanho do problema, os britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em sua vida, estimada em 3,3 toneladas. O resultado é um boneco gigante, composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras, videogames, entre outros cacarecos digitais.

Apesar do alerta, os britânicos acreditam que o homem de lixo pode ficar ainda maior nos próximos anos. Eles estimam que o uma pessoa nascida em 2003 que viva até 2080 vai gerar 8 toneladas de lixo eletrônico ao longo da sua vida, mais que dobrando o tamanho do homem de lata.

A União Européia é, contudo, uma das poucas organizações internacionais que avançou na questão do lixo eletrônico elaborando a Diretiva para Lixo Elétrico e Equipamentos Eletrônicos (Waste Electrical and Electronic Equipment Directive – WEEE), que se tornou lei em fevereiro de 2003. A lei determina metas de coleta e reciclagem aos fabricantes de eletrônicos.}

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Shampoo, Xingú e Aquecimento Global na TV

Posted by dalberto em 15 fevereiro, 2007

Ao que parece a Midia finalmente decidiu abrir espaço em sua programação para falar sobre o aquecimento global. Desde a divulgação do relatório sobre mudanças climáticas em Paris, há 15 dias, diversas materias e programas vem abordando o tema. Não há dúvidas de que a maior parte das matérias são superficiais, mas pode-se tambem encontrar alguns com qualidade. De todo modo parece que finalmente o tema entrou de vez na agenda e na cabeca das pessoas, o que é o primeiro passo para se realizar algo.

Ontem por coincidência, dois programas abordaram a questão ambiental levando em conta a situação atual do Parque Nacional do Xingú.

time of creation. Originally uploaded by Tatiana Cardeal.

O primeiro foi um “Conexao Roberto Davilla”, na TV Cultura, tendo Washington Novaes como entrevistado. Programa excelente abordando a questão ambiental e a sua experiência no parque nacional do Xingu, há mais de 20 anos. Lembrou Pierre Clastres, que dizia que geralmente nos referimos aos índios pelo “negativo”, enfatizando o que eles não possuem , como roupas, TV ou automóveis, quando na realidade, o importante seria compreender o que eles tem que nós, ocidentais, não temos.

Para Clastres, os indios tem pelo menos 3 coisas importantes que não existem na nossa sociedade:

  1. Autonomia– marcada pela capacidade de subsistência. Em uma aldeia há uma divisão entre os que pescam, cacam, cozinham, constroem e curam, permitindo que o grupo viva autonomamente, sem precisar de recursos externos.
  2. Independência– Os indígenas não se subordinam aos outros indígenas. O cacique o o pajé são detentores de um saber acumulado que pode ser utilizado em aconselhamentos e moderação de conflitos
  3. Conhecimento compartilhado – O conhecimento é transmitido oralmente e compartilhado por todos, servindo a toda a comunidade.

Estas três características desapareceram da sociedade ocidental há muito tempo, mas são fundamentos próximos aos que buscamos quando falamos em sociedade em rede, trabalho colaboratibo e conhecimento livre. Talvez seja um bom momento para reler o clássico A Sociedade Contra o Estado, de Clastres.

O segundo programa foi um especial do SBT, realizado basicamente por uma reporter que pasosu menos de 1 semana no parque. O aprentador do programa fazia um breve resumo do que seria mostrado em cada bloco, no estilo Globo Reporter), e se referia à reporter como “A Reporter”, falando frases como “Agora, a Reporter visitará a aldeia XYZ…em seguida a reporter presenciará uma cerimonia do Quarup”, e por ai a fora.

Em um dos blocos “a reporter” (não sei seu nome, pois nao disseram nem apareceu nas legendas) pergunta ao Cacique se eles utilizam sabonete ou shampoo, e ele diz que não, que indios não precisam destas coisas.

Em um segundo momento, “a reporter” comenta que os Indigenas da aldeia utilizam o rio para tomar água, tomar banho e lavar roupas. Em seguida a moça se dirige ao Rio para tomar banho com os indígenas e leva seu xampoo e “ensina” as indigenas a utilizar o produto , como se o mesmo fosse necessário ou indispensável para aquela população. Ao que parece a moça nem chegou a pensar que o Xampoo não é biodegradável e portanto iria poluir as águas do Rio em que outros indígenas, mais a frente, irão beber água.

Será que a repórter está acostumada a beber a água de seu próprio banho ? Será que ela, o apresentador, a equipe de produção e todos os demais que trabalham na “Rede SBT” não se dão conta que este tipo de comportamento apenas prejudica o meio ambiente ao invés de contribuir para o fortalecimento dos povos indígenas e de sua cultura ? Se a gafe foi cometida no local, os editores deveriam, ao menos evitar um processo de “deseducação” em massa através da Televisão.

Em Tempo: Tatiana Cardeal, que tirou a foto dos Kurikuro durante um Quarup, tem um excelente blog, o Brazil> Social Photography, assim como varios alguns de fotos no Flicker, que valem a visita!

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Perigos e ameacas na Internet

Posted by dalberto em 2 dezembro, 2006

Algumas dos “micos” da Internet publicados na PC World e reproduzidos no IDGNow nos fazem pensar sobre alguns dos serios problemas e questoes eticas no mundo atual.

Ai vao alguns deles:

2 – Quanto mais da America Online, melhor
Quando a AOL publicou os registros de busca de 658,000 assinantes (os nomes foram substituídos por um número), a empresa sequer podia voltar atrás com a desculpa de que “foi um acidente”. A liberação foi intencional, pois fazia parte de um projeto de pesquisa mal conduzido para dar o conjunto de dados a acadêmicos analisarem o que as pessoas estavam procurando online. O que havia era o de sempre: Britney Spears, passagens de avião baratas e muita pornografia. A AOL removeu os dados, mas só depois que ele foram copiados, buscados e reportados. Os pedidos de desculpas da empresa entraram por um ouvido e saíram pelo outro: a AOL está atualmente sendo processada sobre a questão.

10 – Você está demitido!
O que é preciso para demitir 2500 funcionários? Aconselhamento jurídico? Programa de demissão voluntária? Pilhas e pilhas de documentos? Nada disso. Em 2003, o British Amulet Group mandou embora 2500 empregados enviando uma simples mensagem de texto SMS para os celulares dos funcionários. Pelo menos havia uma desculpa: a empresa acabava de entrar na bancarrota.

8 – Não morri, ainda…
É prática comum de alguns veículos de comunicação preparar obituários com antecedência para aquelas figuras importantes que podem bater as botas a qualquer momento. Mas em 2001 alguém na rede descobriu que os obituários da CNN para famosos quase-mas-ainda-não-mortos estavam publicamente acessíveis. Figuras como Fidel Castro, Dick Cheney e Nelson Mandela tiveram seus óbitos amplamente disseminados antes que a CNN.com, desgostosamente, os tirassem do ar.
6 – O cara errado
Cara ErradoFoi um erro honesto. A BBC havia agendado uma entrevista ao vivo com Guy Kewney, um especialista em tecnologia na disputa “Apple Computer vs. Apple Corps dos Beatles”. Mas alguém se confundiu e colocou um certo Guy Goma no estúdio. O seu olhar assustado na hora em que a repórter perguntava alguma coisa a ele era algo que não era possível de fingir. Goma, originalmente designado para taxista, de fato foi ao estúdio para uma entrevista, só que de emprego. Mais tarde ele afirmou que pensava que tudo fazia parte da metodologia da entrevista. Desde então a BBC tem pedido aos sites de vídeo online para remover esse vergonhoso episódio.

1 – Uma grande maneira de motivar a equipe
BallmerSteve Ballmer, CEO da Microsoft, fará de tudo para manter os empregados da Microsoft motivados e entretidos, nem que seja a seu próprio custo. Deve ter sido esse espírito que fez com que Ballmer subisse ao palco durante um evento da empresa em 2001 para tocar “Get on Your Feet” da Gloria Estefan, fazendo o que seria dublado depois como “The Monkey Boy Dance” (a dança do macaco). Ballmer dançou enquanto gritava “Woooo! Get up!! Come on!!”. Poucos dias depois, Ballmer, sem mostrar nenhum arrependimento, conduziria uma platéia a cantar o video remix “Developers!” de suas duas performances.

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O Silencia que Fala

Posted by dalberto em 1 dezembro, 2006

 

Ums experiencia fantastica no uso social da Net pode ser visto no projeto/website Silence Speaks, que utiliza digital storytelling como um meio para dar voz a pessoas que foreram violencias de diferentes tipos, envolvendo questoes de genero, sexualidade, racismo ou discriminação cultural.

Encontra-se um website bonito, inovador e excelentes historias e recursos bem empregados por organizacoes que lutam por mais justica, cidadania e qualidade de vida. O resultado ? Boas historias, recursos e inspiracao para utilizarmos a memoria e as historias a favor da mudanca social, como ja faz o Museu da Pessoa no Brasil.

 
         
 

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