A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Archive for the ‘Cultura’ Category

Grimaud e Bach ..fantástico..

Posted by dalberto em 7 março, 2010

Quando ouço e assisto a esta gravação de grimaud tocando a Chacone de Bach fico em estado de êxtase….

Precisaria de muitas palavras para tentar explicar porque…mas acho mais fácil você mesmo conferir….

Se assistir até o final você entenderá…

inspiração, beleza, sentimento, perfeição, emoção, razão, tudo junto, em 8 minutos..

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Para Pierre Levy Web 2.0 não é inovação

Posted by dalberto em 16 agosto, 2007

Em entrevista para a Folha de São Paulo Pierre Lévy discorda da idéia de que a WEB 2.0 deja uma inovação. Para o pensador a WEB 2.0 representa “apenas” o reforço e aprofundamento de princípios, práticas e valores fundamentais da própria Internet.

Lévy estará em São Paulo hoje, em evento organizado pelo LInC, Laboratório de Inteligencia Coletiva da PUC, e será transmitido ao vivo, pela Internet, no site www.vanzoline-ead.org.br.

levy

São Paulo, terça-feira, 14 de agosto de 2007

Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

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Evidencias sobre a TV

Posted by dalberto em 20 fevereiro, 2007

Este é um filme intrigante, dirigido por Godfrey Reggio, que mostra um grupo de ciranças assistindo televisao.

As imagens revelam olhares e feições das crianças e se desenrolam ao som Phillip Glass, nos estimulando a pensar nas consequências que a TV pode ter na nossa vida.

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Indios na Rede

Posted by dalberto em 19 fevereiro, 2007

O Programa Cultura Viva, do Ministerio da Cultura, destacou algumas iniciativas voltadas à preservação e fortalecimento da cultura indígena que utilizam os Pontos de Cultura, empregando vídeo, Internet e outros meios de comunicação, que sao apresentadas a seguir.

Uma discussao sobre programas televisivos sobre o tema pode ser vistas no post Shampoo, Xingu e Aquecimento Global

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Tem Índio na Rede
(Fábia Galvão)
(Fonte: Portal Vídeo na Aldeias e Índios on-line)

Amigo do Índio (MS)
Baseado na proposta que foi discutida com a comunidade indígena e representantes, o Ponto de Cultura Amigo do Índio (MS) dá continuidade à valorização da cultura indígena promovida por grupo de professores da cidade de Dourados que trabalha com o ensino diferenciado (guarani-português) na educação fundamental. A proposta do projeto é difundir danças e brincadeiras tradicionais do povo indígena, apresentando, além da riqueza cultural, a tradição da tribo presente na música Guarani-Kaiowá e Guarani-Nãndeva. Trabalho coletivo, integração e a sustentabilidade da comunidade são algumas das práticas e idéias estimuladas no Ponto

Vídeo nas Aldeias – AC

O Projeto Vídeo nas Aldeias promove, há quatorze anos, o encontro do índio com a sua imagem. Sua proposta é tornar o vídeo um instrumento de expressão da sua identidade, refletindo a sua visão sobre si mesmo e o mundo. Ao equipar comunidades indígenas com aparelhos de vídeo, o projeto estimulou intercâmbio de imagens e informações entre os povos.

A formação de realizadores indígenas foi feita, inicialmente, de aldeia em aldeia, produzindo registros para o uso interno. Hoje, através de oficinas nacionais e regionais, eles aprendem e discutem, juntos , como falar da sua realidade para o seu povo e para o mundo. Seus documentários tratam de temas que suas comunidades consideram importantes. O acervo do projeto conta com um conjunto de documentários produzidos pela equipe de formadores e pelos realizadores indígenas. Conveniado em 2005 pelo Programa Cultura Viva, o

Índios Yawalapiti -MT
O Ponto de cultura do Xingu

Mavutsinim, herói mitológico e espírito primordial dos povos do Alto Xingu, queria os índios imortais. Na sagrada praia do Morená (encontro dos rios Kuluene, Ronuro e Batovi formadores do rio Xingu) ele plantou os Kuarup, os troncos, que viraram gente e a morte nunca mais fecharia seu ciclo de encerramento: era só passagem. A longa trajetória do extermínio começou no equívoco inicial dos portugueses: chamaram esses povos de “índios”, pois julgavam estar nas Índias. Mavutsinim começava sua árdua tarefa para renascer gente de tronco.

Sarampo, gripe, diarréia, açúcar, garimpo, boi, pasto, grileiros, pressão do consumo, assédio e sedução desonesta, massacre da língua, torpeza pela submissão ao álcool, açúcar e o cerco das terras pelo manto verde da morte, hoje chamado “soja”, é imensa a lista do massacre. O que espanta é a capacidade de resistência das aldeias e quanto os Villas Boas estavam certo em garantir o território do Xingu para cumprir o slogan da identidade cultural: “posso ser o que você é sem deixar de ser quem eu sou”.

Os Yawalapiti do cacique Aritana (filho do legendário Kanato tão citado pelos Villas Boas) já foram dados como extintos. Perdiam a língua (família Aruak), os contos, os cantos, os ritos e as coisas da sua cultura. Feridos mortalmente na razão de existir. Foi quando os Villas Boas começaram a eliminar a dispersão e a primeira aldeia foi criada. A liderança de Aritana repercute em todo Xingu. Os Yawalapiti perceberam que deviam ir mais fundo, na raiz. A língua, por exemplo. A pesquisadora Jaqueline França dedicou seis anos de trabalho para coletar dados e peças que resultassem numa arqueologia de almas. Hoje, está no ponto da cartilha. Da associação de sons a escritos. Os Yawalapiti, pela memória, pela história, pelo valor humano, tornam-se imortais como desejava Mavutsinin. Agora, eles podem registrar e dar as suas versões dos meios e modos de viver.

Leia a relato da comunidade dos Yawalapiti na ìntegra

Índios on line – BA

Os índios pesquisam suas culturas, resgatam suas histórias, preservam suas tradições, arquivam parte de suas memórias, partilham parte de seus conhecimentos. Sete nações indígenas se comunicam no portal do projeto: Kiriri, Tupinambá, Pataxó-Hãhãhãe e Tumbalalá na Bahia, Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó em Alagoas e os Pankararu em Pernambuco. As tribos buscam aliados no mundo para intercambiar informações, sentimentos e impressões. O Ponto de Cultura Índios on line (BA) desenvolve produções audiovisuais que refletem a sua realidade e compartilham suas experiências na internet, espaço onde ocorre também o aprendizado à distância (e-learning).

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Shampoo, Xingú e Aquecimento Global na TV

Posted by dalberto em 15 fevereiro, 2007

Ao que parece a Midia finalmente decidiu abrir espaço em sua programação para falar sobre o aquecimento global. Desde a divulgação do relatório sobre mudanças climáticas em Paris, há 15 dias, diversas materias e programas vem abordando o tema. Não há dúvidas de que a maior parte das matérias são superficiais, mas pode-se tambem encontrar alguns com qualidade. De todo modo parece que finalmente o tema entrou de vez na agenda e na cabeca das pessoas, o que é o primeiro passo para se realizar algo.

Ontem por coincidência, dois programas abordaram a questão ambiental levando em conta a situação atual do Parque Nacional do Xingú.

time of creation. Originally uploaded by Tatiana Cardeal.

O primeiro foi um “Conexao Roberto Davilla”, na TV Cultura, tendo Washington Novaes como entrevistado. Programa excelente abordando a questão ambiental e a sua experiência no parque nacional do Xingu, há mais de 20 anos. Lembrou Pierre Clastres, que dizia que geralmente nos referimos aos índios pelo “negativo”, enfatizando o que eles não possuem , como roupas, TV ou automóveis, quando na realidade, o importante seria compreender o que eles tem que nós, ocidentais, não temos.

Para Clastres, os indios tem pelo menos 3 coisas importantes que não existem na nossa sociedade:

  1. Autonomia– marcada pela capacidade de subsistência. Em uma aldeia há uma divisão entre os que pescam, cacam, cozinham, constroem e curam, permitindo que o grupo viva autonomamente, sem precisar de recursos externos.
  2. Independência– Os indígenas não se subordinam aos outros indígenas. O cacique o o pajé são detentores de um saber acumulado que pode ser utilizado em aconselhamentos e moderação de conflitos
  3. Conhecimento compartilhado – O conhecimento é transmitido oralmente e compartilhado por todos, servindo a toda a comunidade.

Estas três características desapareceram da sociedade ocidental há muito tempo, mas são fundamentos próximos aos que buscamos quando falamos em sociedade em rede, trabalho colaboratibo e conhecimento livre. Talvez seja um bom momento para reler o clássico A Sociedade Contra o Estado, de Clastres.

O segundo programa foi um especial do SBT, realizado basicamente por uma reporter que pasosu menos de 1 semana no parque. O aprentador do programa fazia um breve resumo do que seria mostrado em cada bloco, no estilo Globo Reporter), e se referia à reporter como “A Reporter”, falando frases como “Agora, a Reporter visitará a aldeia XYZ…em seguida a reporter presenciará uma cerimonia do Quarup”, e por ai a fora.

Em um dos blocos “a reporter” (não sei seu nome, pois nao disseram nem apareceu nas legendas) pergunta ao Cacique se eles utilizam sabonete ou shampoo, e ele diz que não, que indios não precisam destas coisas.

Em um segundo momento, “a reporter” comenta que os Indigenas da aldeia utilizam o rio para tomar água, tomar banho e lavar roupas. Em seguida a moça se dirige ao Rio para tomar banho com os indígenas e leva seu xampoo e “ensina” as indigenas a utilizar o produto , como se o mesmo fosse necessário ou indispensável para aquela população. Ao que parece a moça nem chegou a pensar que o Xampoo não é biodegradável e portanto iria poluir as águas do Rio em que outros indígenas, mais a frente, irão beber água.

Será que a repórter está acostumada a beber a água de seu próprio banho ? Será que ela, o apresentador, a equipe de produção e todos os demais que trabalham na “Rede SBT” não se dão conta que este tipo de comportamento apenas prejudica o meio ambiente ao invés de contribuir para o fortalecimento dos povos indígenas e de sua cultura ? Se a gafe foi cometida no local, os editores deveriam, ao menos evitar um processo de “deseducação” em massa através da Televisão.

Em Tempo: Tatiana Cardeal, que tirou a foto dos Kurikuro durante um Quarup, tem um excelente blog, o Brazil> Social Photography, assim como varios alguns de fotos no Flicker, que valem a visita!

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Ameaças à Privacidade na Europa

Posted by dalberto em 15 fevereiro, 2007

Europa quer saber quem está online.

Artigo de Victoria Shannon, dm Paris. Publicado no Herald Tribune em 14/02/2007 com tradução de George El Khouri Andolfato para UOL Midia Global.

titulo = ”; if (subtitulo.length > 2) { document.write (‘‘+subtitulo+’
‘) }Os governos europeus estão preparando uma legislação para forçar as empresas a manterem dados detalhados sobre o uso da Internet e do telefone pelas pessoas, algo muito além do que os países serão obrigados a fazer, segundo uma diretriz da União Européia (UE).

Na Alemanha, uma proposta do Ministério da Justiça basicamente proibirá o uso de informação falsa para a criação de conta de e-mail, tornando ilegal a prática padrão na Internet de criação de contas com pseudônimos.

Uma lei esboçada na Holanda igualmente irá além do que exige a UE, neste caso obrigando as companhias telefônicas a guardarem os registros de exatamente onde alguém está durante toda uma conversa por telefone móvel.

Os provedores de Internet na Europa já divulgam de forma “rotineira” informações sobre os clientes – que eles normalmente mantêm à mão por cerca de três meses, para fins de cobrança – para policiais com ordens judiciais, disse um especialista em privacidade. Os dados detalham como a comunicação foi enviada e por quem, mas não divulga o seu conteúdo.

Mas as autoridades argumentaram na época dos atentados terroristas na Espanha e no Reino Unido, em 2004, que precisavam de um armazenamento maior, melhor e mais longo de dados por parte das empresas que cuidam das redes de comunicação da Europa. A Corte Nacional espanhola dará início nesta quinta-feira (15) ao julgamento dos 29 suspeitos dos atentados a bomba contra trens em Madri, em 11 de março de 2004, que mataram 191 pessoas e feriram mais de 1.800.

Os países da UE têm até 2009 para transformar a Diretriz de Retenção de Dados em lei, de forma que as propostas apresentadas até agora são interpretações iniciais. Mas algumas pessoas envolvidas na questão estão preocupadas com uma mudança no pêndulo da privacidade na Europa, que há muito era uma defensora dos direitos de privacidade dos indivíduos.

Segundo as propostas na Alemanha, os usuários teoricamente não poderiam criar contas de e-mail fictícias, por exemplo, para se disfarçarem em leilões online. Nem poderiam usar uma conta inventada para receber e-mail comercial indesejado. Apesar de não serem proibidos apelidos em e-mails, eles teriam que ser rastreáveis ao dono de fato da conta.

“Isto é uma coisa incrivelmente ruim em termos de privacidade, já que as pessoas cresceram com a idéia de que você pode ter uma conta anônima de e-mail”, disse Peter Fleischer, o consultor europeu de privacidade da Google, em Paris. “Além disso, será difícil aplicar e não funcionará.”

Fleischer, cuja empresa com sede na Califórnia oferece serviço gratuito de e-mail, disse que lei terá que exigir algum tipo de verificação de identidade, “como a necessidade de se registrar para obtenção de um endereço de e-mail usando sua carteira de identidade nacional”.

Jörg Hladjk, um advogado especializado em privacidade da Hunton & Williams, uma firma de advocacia de Bruxelas, disse que também poderá se tornar ilegal pagar em dinheiro por contas de celular pré-pagos. As informações de cobrança de assinaturas regulares de telefonia celular já são verificadas.

“É irônico”, disse Fleischer, “porque a Alemanha é um dos países na Europa onde as pessoas mais falam sobre privacidade. Em termos de conscientização de privacidade em geral, eu colocaria a Alemanha em um extremo”.

Fleischer disse que não está claro se alguma lei européia se aplicará aos provedores de e-mail com sede nos Estados Unidos, como a Google, de forma que qualquer um que necessite de um endereço de e-mail não verificado – por motivos políticos, comerciais ou filosóficos – ainda poderia usar os endereços do Gmail, Yahoo ou Hotmail. “Será difícil saber que lei se aplica”, disse Hladjk.

A Google só exige duas informações para abertura de uma conta no Gmail – nome e senha – e a empresa não tenta determinar se o nome é autêntico.

Na Holanda, a proposta de ampliação da lei para abranger todos os dados de localização dos aparelhos móveis “implica em vigilância de movimento de um grande número de cidadãos inocentes”, disse a Agência Holandesa de Proteção de Dados. A agência concluiu em janeiro que a lei desrespeita as proteções da privacidade da Convenção Européia de Direitos Humanos. De forma semelhante, a Bitkom, a associação setorial alemã de tecnologia, disse que a lei dali viola a Constituição alemã.

As associações do setor de telecomunicações e Internet fizeram objeções quando a diretriz estava sendo debatida, mas na época suas preocupações eram quanto ao prazo da necessidade de manutenção dos dados e como as empresas seriam compensadas pelo custo de reunir e guardar a informação. A diretriz acabou deixando ambas as decisões nas mãos dos governos nacionais, estabelecendo um prazo de seis meses a dois anos.

“Há muitas pessoas na Alemanha que apóiam totalmente este esboço”, disse Christian Spahr, um porta-voz de telecomunicações e lei da Bitkom. “Mas há outros que o criticam mais do que nós.”


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O Silencia que Fala

Posted by dalberto em 1 dezembro, 2006

 

Ums experiencia fantastica no uso social da Net pode ser visto no projeto/website Silence Speaks, que utiliza digital storytelling como um meio para dar voz a pessoas que foreram violencias de diferentes tipos, envolvendo questoes de genero, sexualidade, racismo ou discriminação cultural.

Encontra-se um website bonito, inovador e excelentes historias e recursos bem empregados por organizacoes que lutam por mais justica, cidadania e qualidade de vida. O resultado ? Boas historias, recursos e inspiracao para utilizarmos a memoria e as historias a favor da mudanca social, como ja faz o Museu da Pessoa no Brasil.

 
         
 

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Seminario sobre Cultura Digital

Posted by dalberto em 29 novembro, 2006

Para onde vai a cultura digital?
Inclusão e exclusão digital, os rumos da arte, software livre, criação e distribuição na web, TV digital são temas de seminário no Rio e em Recife
Unir “o ministro da tecnologia” do movimento manguebeat, h.d.mabuse, de Recife, o diretor do Creative Commons no Brasil, Ronaldo Lemos, o coordenador do projeto Puraquê, da Associação dos Amigos da Inclusão Digital da Amazônia, Jader Gama, documentaristas, sociólogos, antropólogos e representantes do Comitê Gestor da Internet para discutir a perspectiva das artes e da comunicação no século XXI é desafio do seminário “A Cultura Além do Digital”. A curadora desta miscelânea de ritmos cibernéticos é a coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da UFRJ e editora, Heloísa Buarque de Hollanda.
O seminário será realizado entre os dias 4 e 14 de dezembro, nas cidades do Rio de Janeiro (Senac) e Recife (Fundação Joaquim Nabuco), iniciativa conjunta do PACC da UFRJ com o Tangolomango. “A idéia é juntar o pensamento acadêmico com a experiência dos criadores e produtores, que já começam a sentir os efeitos das novas tecnologias em todos os setores”, diz Heloísa.
“Queremos debater tanto a inclusão quanto à exclusão da cultura digital”, acrescenta Marina Vieira, diretora do Tangolomango.
Os debates, que contarão com participantes de todo o país, incluem desde a discussão de software livre à chegada da TV digital até os reflexos destas transformações nas áreas de edição, produção e comercialização de música, literatura, cinema e artes plásticas.
Também estarão presentes, entre outros, o coordenador do Laboratório Telemídia PUC-RJ, Luiz Fernando Soares, a advogada Sílvia Gandelman, o diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger e a documentarista e diretora de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco, Isabela Cribari (programação e participantes dos debates em anexo).
O evento, com patrocínio da Petrobras, será transmitido em videoconferência para 40 instituições de ensino em todo país e faz parte do programa Cultura e Pensamento (MinC). Conta também com apoio da Escola de Direito e Tecnologia da Fundação Getúlio Vargas, da Fundação Joaquim Nabuco (Recife) e do Centro de Comunicação e Cultura do Senac, no Rio de Janeiro.
Seminário “A Cultura Além do Digital”
Rio de Janeiro – de 5,6,7,8 e 11,12,13,14 de dezembro
Horário: 18h
Local: Centro de Cultura e Comunicação do Senac Rio
Rua Pompeu Loureiro, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro
Tel: (21) 2545-4832
Inscrições: (21) 2509.1235 ou on line (www.tangolomango.com.br)

Recife – 4,5,6 7,8 e 11, 12, 13 de dezembro
Horário: 17h
Local: Fundação Joaquim Nabuco (sala Aloísio Magalhães)
(www.fundaj.gov.br)
Tel: (81) 3073-6479; 3073-6475
Informações para a imprensa:
Diadorim Comunicação
diadorim@diadorim.net
Tel.: 21.2529.6298
Ana Madureira de Pinho (21. 9381.0938)
anamadureira@diadorim.net
Teresa Karabtchevsky (21.

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Desconferência – BarCamp Brasil

Posted by dalberto em 28 agosto, 2006

Um barcamp é um encontro orientado pela metodologia das desconferências/inconferências, onde tod@s são participantes e há muita interação, colaboração e aprendizagem. Durante o evento os participantes são encorajados a fazer apresentações de suas atividades e debater, com os demais, sobre alternativas para aperfeiçoar sua prática.

A maioria dos Barcamps têm sido realizadas na Europa e EUA tem reunido interessados e ativistas que lidam com Internet, blogs, comunicação, cultura digital, inlcusão digital, web semântica e web2.0.

O primeiro BarCamp realizado no Brasil ocorrerá em Florianópolis, 16 e 17 de setembro. Os interessados podem se inscrever ou acompanhar o movimento em torno da inciativa no website BarCamp Brasil.

Tópicos de Interesse

Mídia social, jornalismo participativo, web standards, desenvolvimento para web, licenciamento de conteúdo e produção artística, web design, blogs, gerenciadores de conteúdo, gestão de projetos, hype da web 2.0, comunidades online, código livre, web semântica, drupal, arquitetura de informação, microformatos, usabilidade, RSS, wikis, inclusão digital, disseminação de cultura digital, redes sociais, laptop de US$100, ensino a distância, negócios P2P, marketing ‘cluetrain’ (e pós-cluetrain), et al.

Para saber mais

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Musica e tecnologia digital

Posted by dalberto em 28 agosto, 2006

Um bom documentário bom sobre música e tecnlogias digitais, que aborda a temática da cultura digital e dos conceitos de copyleft e licenças abertas, está disponível no website do ensolarado byte. O documentário discute a relação entre a nova música pernambucana e as tecnologias digitais nos últimos ano, incentivada pelo desenvolvimento da cena cultural deflagrada pelo Mangue Beat e de um complexo tecnológico chamado Porto Digital – situado no “Recife Antigo”.

O documentário está centrado na trajetória de três artistas importantes na cena pernambucana:

  • O DJ e produtor DJ Dolores, pioneiro do Mangue Beat,
  • O coletivo Re:combo, representado por Doktor Mabuse, também do Mangue Beat e envolvido em discussões sobre o uso de conceitos como “copyleft” e “licenças de uso abertas”, e
  • Neílton, guitarrista da banda Devotos, artista plástica e (re)construtor de artefatos tecnológicos

O filme, dirigido dirigido por Maurício Correia, mostra como a tecnologia pode ser utilizada de forma criativa na arte, valorizando a diversidade cultural e promovendo inclusão social.

Diretor: Mauricio Corrêa
Produtor: Asas Cinema e Video / TV Universitaria PE / Fundação Padre Anchieta / TV Cultura
Download: http://ensolaradobyte.blogspot.com

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