A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Archive for the ‘Colaboração’ Category

Vida em rede: conexões, relacionamentos e caminhos para uma nova sociedade

Posted by dalberto em 23 setembro, 2011

O Instituto C&A, que completa 20 anos de atuação em 2011, lança no próximo dia 27 de setembro a publicação “Vida em rede: conexões, relacionamentos e caminhos para uma nova sociedade”. O livro aborda a importância do trabalho social em rede para a transformação de realidades complexas.

O livro é um compêndio de oito artigos que tratam de temas como a morfologia das redes, o conceito de campo sociopolítico, advocacy e incidência política via o trabalho em rede e a articulação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente na forma de uma rede.

A coletânea traz artigos de Ilse Scherer-Warren, mestre em Sociologia Rural pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e doutora em Sociologia pela Universidade de Paris; Ciça Lessa, secretária-executiva da Rede Andi Brasil; Dalberto Adulis, Diretor Executivo da ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças); Ricardo Wilson-Grau, consultor internacional em planejamento, monitoramento e avaliação de redes internacionais de mudança social; e Cássio Martinho, jornalista, professor e consultor em gestão de redes.

Na publicação os autores abordam temas como “Redes da Sociedade Civil: advocacy e incidências possíveis”, “Articulação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente na forma de rede”, “Para uma noção do campo sociopolítico”, “A profusão das redes: gestão e fomento na promoção do desenvolvimento”, entre outros.

Para marcar o lançamento da publicação, o Instituto C&A fará um evento com os autores no próximo dia 27 de setembro. O conteúdo do livro já está disponível no link http://www.institutocea.org.br/midiateca/129/Publicacao/vida-em-rede.aspx .

“Criado há 20 anos, o Instituto C&A acumula experiência no trabalho em rede em diferentes perspectivas, o que trouxe ensinamentos diversos e o fortalecimento do trabalho em parceria com diversas instituições”, conta Paulo Castro, presidente do Instituto C&A. “Em 2010, lançamos o programa Redes e Alianças, com o objetivo de promover a cooperação, convergência e multiplicação de esforços entre organizações sociais e pessoas, contribuindo para a garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil”, complementa.

As ações do Instituto C&A no campo do fomento à atuação social em rede acontecem sob o guarda-chuva do programa Redes e Alianças. A relação de iniciativas apoiadas inclui a Rede Andi Brasil, a Oficina de Imagens, o Grupo de Trabalho (GT) Nacional Pró-Convivência Familiar e Comunitária, o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) e a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP).

O programa Redes e Alianças tem o objetivo de promover a cooperação, a convergência e a multiplicação de esforços entre organizações e pessoas, de modo a contribuir para a garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil. Uma das formas de atuação do programa é a promoção, fomento e disseminação da produção de conhecimento sobre redes, daí a proposta de editar um livro sobre o assunto.

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Pecha Kucha

Posted by dalberto em 8 abril, 2010

So hoje conheci o PechaKucha…um incrivel formato para apresentacoes e eventos. Sao apresentacoes curtas, com 20 slides com 20 segundos cada um. da para produzir coisas incriveis dessa forma..e estimular a interacao entre varios participantes.

Alem disso, fica muito facil distribuir conteudo pela WEB. http://pecha-kucha.org/presentations/

Pretendo usar o sistema em algumas das atividades que organizamos na ABDL.

Pecha Kucha (ペチャクチャ, em japonês) é um formato de apresentação em que o conteúdo pode ser fácil, eficiente e informalmente mostrado, geralmente em um evento público projectado para essa finalidade. Sob o formato, o apresentador mostra vinte imagens de vinte segundos cada, para um tempo total de seis minutos e quarenta segundos.

Foi concebido em 2003 por Astrid Klein e Mark Dytham, da Tóquio Klein Dytham Architecture (KDa), que procurou dar aos jovens designers um local de encontro, de rede e mostrar o seu trabalho e para atrair pessoas para o seu espaço de eventos experimentais em Roppongi. Eles criaram um formato que as apresentações mantêm uma forma concisa, a fim de incentivar o interesse do público e aumentar o número de apresentadores no decurso de uma noite. Eles tomaram o nome de Pecha Kucha de um termo japonês para o som da conversa (“chit-chat”).

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Esta febre do Twitter

Posted by dalberto em 31 agosto, 2009

Eu tenho dificuldades para entender o que ha de tao especial no Twitter quando comparado a sistemas de blogs como o proprio Worldpress ou Blogger, que tambem dispoem de muito recursos para interacao….

Agor veemos todos usando o sistema , postando mensagens ta sinteticas…e achando que descobriram a roda…

Tecnologicamente é muito mais pobre do que os Blogs ou sistemas de redes sociais como o Ning…..e acho que esta fazendo tanto sucesso apenas porque esta fazendo sucesso…a velha historia do biscoito Tostines…

Mas com certeza dara muito o que falar e permitira que muitos que estavam bem distantes dos pricnipais recursos da web2.0 passem a postar conteudos de forma mais sistematica….inclusive algumas lesmas…como a xuxa, que saiu em defesa à sua filha, que tinha cometido erros crassos de portugues, no Twitter, dizendo:

fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo

O pior de tudo eh que estava escrevendo tudo EM MAIUSCULAS SEM SABER QUE ESTAVA GRITANDO>>>

Ai vai o meu twitter..que por enquanto acho que ficara Tao desatualizado quando o blog..

http://twitter.com/dalbertoadulis

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Para Pierre Levy Web 2.0 não é inovação

Posted by dalberto em 16 agosto, 2007

Em entrevista para a Folha de São Paulo Pierre Lévy discorda da idéia de que a WEB 2.0 deja uma inovação. Para o pensador a WEB 2.0 representa “apenas” o reforço e aprofundamento de princípios, práticas e valores fundamentais da própria Internet.

Lévy estará em São Paulo hoje, em evento organizado pelo LInC, Laboratório de Inteligencia Coletiva da PUC, e será transmitido ao vivo, pela Internet, no site www.vanzoline-ead.org.br.

levy

São Paulo, terça-feira, 14 de agosto de 2007

Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

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Redes sociais – ambientes e principios

Posted by dalberto em 2 agosto, 2007

O tema das redes sociais ven ganhando destaque na Internet, seja atraves de suas ferramentas e ambientes virtuais, seja através de blogs ou websites dedicados ao tema. Um deles, bastante interessante, é o Boombust, organizado por Wagner Fontuoura. O Boombest é um espaco virtual e ferramenta com o proposito de facilitar a formacao de redes sociais e o trabalho colaborativo.

Neste post, “Sete Principios para Redes Sociais“, ele destaca a importancia de se:

  • criar confiança,
  • compartilhar valores,
  • dar e receber,
  • criar produtos,
  • investir em liderancas,
  • sistematizar conhecimentos,
  • aprender fazendo.

Vale a pena visitar o website, ler o artigo e aguardar o lançamento do sistema.

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Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Posted by dalberto em 26 julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)– tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

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Seminários sobre Redes

Posted by dalberto em 29 maio, 2007

networksO IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP- incia um ciclo de seminários temáticos sobre a riqueza das redes. Os encontros reunirão especialistas de diferentes campos para discutir o papel das redes e da Internet na produção de riquezas no mundo contemporâneo. Os seminários terão como base o livro “The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom” de Yochai Benkler.

O evento inicial ocorrerá 31/05 no Auditório Jacy Monteiro, do IME e será transmitido ao vivo, pela web. Os textos produzidos a partir dos encontros serão debatidos através de um Blog do portal do cilco de seminários.

Apresentador: Imre Simon (IME-USP)

Debatedor: Hélio Nogueira da Cruz (FEA-USP)

Debatedor: José Fernando Perez (Recepta biopharma, ex-diretor científico da Fapesp)

Presidente: Flávio Fava de Moraes (Fundação Faculdade de Medicina, ex-reitor da USP)

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Nós e a rede na WEB2.0

Posted by dalberto em 1 março, 2007

Nos últimos três anos encontramos, cada vez mais, serviços e recursos da denominada WEB2.0 na Internet. Este vídeo criativo, produzido por Michael Wesch, professor de antropologia cultural da Universidade do Kansas, explica e ilustra, ao mesmo tempo, as principais tendências da chamada WEB 2.0 e como o uso de algumas de suas ferramentas jã afetam o modo como utilizamos e criamos a própria rede.

Na wikipedia o termo WEB2.0 é descrito como “a segunda geração de serviços e aplicativos da Web e aos recursos, tecnologias e conceitos que permitem um maior grau de interatividade e colaboração na utilização da Internet. As aplicações desta geração disponibilizam interfaces tão dinâmicas quanto as existentes nas tradicionais aplicações desenvolvidas para desktops, em contraposição com as páginas praticamente estáticas da primeira geração de aplicações para Web, a “Web 1.0″.”

Entre os principais conceitos, recursos e ferramentas ilustrados no vídeo estão o Hipertexto, XML, Tags, RSS, Blogs, Youtube, Flickr Maps, Del.icio.us e WIKIs. No final do vídeo destaca-se s idéia de que:

“Web 2 é ligar pessoas …pessoas compartilhando, trocando e colaborando”

assim como a necessidade de repensarmos as noçõe de copryright, indentidade, ética, estética, retórica, governança, privacidade e comércio, além de nós mesmos.

Logo abaixo há uma lista de serviços da WEB2.0 que podem ser utilizados gratuitamente:

Desktop Virtual e Agregadores de RSS:

Escritório e Produtividade:

Social Web:

Fotos:

Música:

Podcasts:

Bookmarking:

Armazenamento:

Comunicação:

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Wikis, colaboracao e redes empresariais

Posted by dalberto em 9 outubro, 2006

O uso de ferramentas colaborativas pelo setor privado tem possibilitado a constituicao de comunidades de aprendizagem ou de prática, ou ainda a formação de redes entre empresas de uma determinada regiao, setor ou cadeia produtiva.

wikiUma das ferramentas que vem ganhando mais espaço junto a estas redes são os Wikis, que permitem o compartilhamento de informacções, colaboracão e aprendizagem atraves da Internet. Segundo a propria Wikipedia, enciclopedia virtual criada atraves de um wiki, o wiki e “um software colaborativo que permite a edição coletiva dos documentos usando um singelo sistema e sem que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação”. Uma ferramenta que associa os recursos dos wikis ao georeferenciamento atraves do sistema de mapas do Google Earth e o wikipamia

Em um artigo chamado “Wikis podem aposentar conceito de intranet nas empresas“, Daniela Moreira, do IDGNow, aborda o tema e descreve os principais usos dos wikis nas empresas. Em alguns casos a ferramenta tem sido utilizada por empregados de uma mesma empresa, que utilizam o ambiente colaborativo para compartilhar informacao e elaborar projetos conjuntos, por exemplo. Em outros casos, empresas ou organizacoes que atuam em um mesmo setor ou localidade, como em arranjos produtivos locais, uitilizam os wikis para compartilhar informacoes, trocar experiencias e dar suporte a formacao de uma rede social. A empresa Radium Systems, por exemplo, criou o Peabirus, um ambiente virtual com o proposito de facilitar a constituicao de redes sociais empresariais, empregando o Wikirus.

Neste artigo, Sérgio Lozinsky, da IBM, dá algumas dicas sobre o uso de wikis no meio corporativo que podem ser aplicadas a quaisquer redes sociais que utilizam wikis ou outras ferramentas colaborativas baseadas na Internet:

  • Massa Crítica – É necessário que um número significativo de membros de uma rede (ou empresa) estejam dispostos,  capacitados e utilizando o sistema para que ele traga os resultados esperados.
  • Cultura – Os wikis são uma ferramenta colaborativa que poderá funcionar “se” na organização ou rede houver, de fato, interesse e desejo em colaborar.
  • Atualização – Os conteúdos precisam ser atualizados com frequência para que todos percebam os benefícios de entrar e colaborar no sistema.
  • Administração – Por mais que o sistema seja colaborativo e horizontal será necessário designar pessoas que serão responsáveis pela segurança, disseminação e infra-estrutura do projeto.
  • Investimento – Os wikis são baseados em software livre e podem ser hospedados em servidores de baixo custo, o que significa baixo investimento inicial. Porém, quanto mais utilizado, maior será a necessidade da empresa (ou rede) dispor de pessoas que fiquem responsáveis por assegurar o funcionamento do sistema.

Alguns softwares livres que podem ser utilizados para a criacao de wikis-

MediaWiki

MoinMoin Wiki Engine

Twiki

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A Construção em Rede

Posted by dalberto em 27 setembro, 2006

Para mim, um dos pensamentos mais elucidativos sobre o que é o trabalho em rede aparece em uma frase de um livro chamado Movimentos Sociais na Rede, de Osvaldo León, Sallu Burch e Eduardo Tamayo, publicado pela ALAI – Agencia Latinoamericana de Informacao, em setembro de 2001.

É uma frase simples, mas bastante interessante porque valoriza mais a idéia da construção EM rede ou “trabalhar em rede” (movimento e colaboração) do que a construção DA rede e a forma de organização em rede (estrutura e coordenação).

Pretendo utilizar esta frase como ponto de partida (e de chegada) da apresentação que realizarei, amanhã, no I Encontro Gaúcho do Terceiro Setor, que ocorrerá em Novo Hamburgo (RS).

“Una construcción en red implica desarrollar una idea para organizarse y

organizarse para desarrollar una idea”.

Osvaldo León, Sally Burch, Eduardo Tamayo
ALAI, septiembre 2001

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