A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Arquivo da categoria ‘Redes’

Esta febre do Twitter

Publicado por dalberto em 31 Agosto, 2009

Eu tenho dificuldades para entender o que ha de tao especial no Twitter quando comparado a sistemas de blogs como o proprio Worldpress ou Blogger, que tambem dispoem de muito recursos para interacao….

Agor veemos todos usando o sistema , postando mensagens ta sinteticas…e achando que descobriram a roda…

Tecnologicamente é muito mais pobre do que os Blogs ou sistemas de redes sociais como o Ning…..e acho que esta fazendo tanto sucesso apenas porque esta fazendo sucesso…a velha historia do biscoito Tostines…

Mas com certeza dara muito o que falar e permitira que muitos que estavam bem distantes dos pricnipais recursos da web2.0 passem a postar conteudos de forma mais sistematica….inclusive algumas lesmas…como a xuxa, que saiu em defesa à sua filha, que tinha cometido erros crassos de portugues, no Twitter, dizendo:

fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo

O pior de tudo eh que estava escrevendo tudo EM MAIUSCULAS SEM SABER QUE ESTAVA GRITANDO>>>

Ai vai o meu twitter..que por enquanto acho que ficara Tao desatualizado quando o blog..

http://twitter.com/dalbertoadulis

Enviado em Colaboração, Comunicacao, Internet, Redes, social | 2 Comentários »

Redes e Desenvolvimento 2008

Publicado por dalberto em 16 Julho, 2008

A ABDL, em parceria com o SENAC_SP organizam a II edicao do seminario internacional Redes e Desenvolvimento.

Seminário discute trabalho em redes para o desenvolvimento sustentável

Como pessoas e organizações podem tirar proveito do trabalho colaborativo em rede para contribuir com iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável? A questão será o principal eixo das discussões da edição 2008 do Seminário Redes e Desenvolvimento, que será promovido pela ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças) e pelo Senac São Paulo de 30 de julho a 1º de agosto na zona sul da capital paulista.

O evento reunirá cerca de 200 pessoas dos setores público e privado e de organizações não-governamentais, além de pesquisadores brasileiros e do exterior. Para aprofundar as reflexões sobre redes e desenvolvimento sustentável, o primeiro dia seminário focará nas dimensões social, ambiental, política e econômica, apresentando experiências de redes ligadas aos temas dos direitos da criança, das mudanças climáticas, das políticas públicas e do empreendedorismo social. O objetivo do dia seguinte é o de debruçar sobre os principais desafios da articulação em redes, trazendo exemplos práticos de redes que enfrentam questões relacionadas à: potencial e limitações da articulação, dinâmica e estrutura de redes, escala e alcance das ações, metodologias e tecnologias para a colaboração.

Nesta segunda edição do evento, representantes de redes relacionadas aos quatro temas do seminário ilustrarão o debate com suas experiências em palestras, painéis de práticas do trabalho em rede e rodas de diálogos e construção coletiva. As rodas serão a principal novidade da segunda edição do evento, que teve sua primeira versão em julho de 2006. Visam propiciar a participação e a colaboração entre as cerca de 200 pessoas aguardadas para o evento, possibilitando aprofundamento das discussões em torno de dilemas e conquistas que permeiam o universo das redes para o desenvolvimento.

Entre os profissionais que já confirmaram sua participação, estão Antônio Carlos G. da Costa (Modus Faciende), Augusto de Franco (Agência de Educação para o Desenvolvimento), Enrique Mendizabal (Overseas Development Institute), Gilberto de Palma (Instituto Ágora), Karen Worcman (Museu da Pessoa/ Brasil Memória em Rede), Kemly Camacho (Sulá Batsú/Bellanet), Ladislau Dowbor (PUC-SP), Leslie Paal & Heather Creech (Canadá – International Institute for Sustainable Development); Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), Ricardo Wilson-Grau (Consultor em desenvolvimento) e Rodrigo Costa da Rocha Loures (Federação das Indústrias do Paraná).

Este seminário marca a conclusão da segunda edição do Redesenvolvimento 2007, Programa de Formação em Redes para o Desenvolvimento, promovido pela ABDL e pelo LEAD International. Os participantes do programa são protagonistas na realização do evento, que conta com o patrocínio do Instituto C&A, do Instituto HSBC Solidariedade e da Fundação Telefônica.

O seminário será realizado graças às parcerias com: Impact Alliance, Sebrae São Paulo, Rits e todas as organizações que participam do Redesenvolvimento 2007: Artemísia, Ashoka,, Associação Metindjé Kayapó, Fundação Telefônica, Instituto HSBC Solidariedade, Instituto Pólen e Redeh, Instituto RIA e Tzedaka, Museu da Pessoa, ORBIS – Observatórios do Desenvolvimento Regional Sustentável, Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, Rede LEAD, Rede Municipal de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente de Niterói e Txai Cidadania e Desenvolvimento Social.

Mais detalhes podem ser conferidos no Termo de Referência e no site www.redesedesenvolvimento.org.br.

CONTEXTO

A colaboração e o intercâmbio de saberes na promoção do desenvolvimento

Nosso tempo exige que a cultura do trabalho em rede seja incorporada às práticas cotidianas das organizações, sejam elas da sociedade civil, empresariais ou governamentais.

A promoção do desenvolvimento sustentável requer a adoção de valores como o da colaboração e da cooperação, incentivando o surgimento de ações e práticas de gestão inovadoras.

No mundo contemporâneo, as redes se constituem como nova forma de organização social capaz de romper barreiras, diminuir distâncias, promover o trabalho colaborativo e a ação orquestrada em direção ao desenvolvimento.

A prática do trabalho colaborativo em instituições dos diferentes setores tem se revelado uma interessante alternativa às formas tradicionais de organização. Neste contexto, as redes surgem como o arranjo social de orquestração a integrar diversas iniciativas e promover o intercâmbio de idéias, conhecimento e práticas.

A articulação em rede possibilita ampliar o escopo de atuação, a escala de abrangência, o intercâmbio de informações e conhecimento e o ganho de capital social. Porém, o trabalho em rede também traz desafios a serem enfrentados por seus integrantes.

Vantagens e desafios do trabalho em rede serão apresentados e debatidos por profissionais com larga experiência na temática das redes para o desenvolvimento, que trarão aportes teóricos e práticos.

E-card_oficial.jpg

Enviado em Internet, Redes, Sociedade | Tagged: , , , | Deixar um comentário »

Para Pierre Levy Web 2.0 não é inovação

Publicado por dalberto em 16 Agosto, 2007

Em entrevista para a Folha de São Paulo Pierre Lévy discorda da idéia de que a WEB 2.0 deja uma inovação. Para o pensador a WEB 2.0 representa “apenas” o reforço e aprofundamento de princípios, práticas e valores fundamentais da própria Internet.

Lévy estará em São Paulo hoje, em evento organizado pelo LInC, Laboratório de Inteligencia Coletiva da PUC, e será transmitido ao vivo, pela Internet, no site www.vanzoline-ead.org.br.

levy

São Paulo, terça-feira, 14 de agosto de 2007

Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

Enviado em Colaboração, Comunicacao, Cultura, Internet, Mundo Virtual, Redes, Tecnologia, digital | 3 Comentários »

Redes sociais – ambientes e principios

Publicado por dalberto em 2 Agosto, 2007

O tema das redes sociais ven ganhando destaque na Internet, seja atraves de suas ferramentas e ambientes virtuais, seja através de blogs ou websites dedicados ao tema. Um deles, bastante interessante, é o Boombust, organizado por Wagner Fontuoura. O Boombest é um espaco virtual e ferramenta com o proposito de facilitar a formacao de redes sociais e o trabalho colaborativo.

Neste post, “Sete Principios para Redes Sociais“, ele destaca a importancia de se:

  • criar confiança,
  • compartilhar valores,
  • dar e receber,
  • criar produtos,
  • investir em liderancas,
  • sistematizar conhecimentos,
  • aprender fazendo.

Vale a pena visitar o website, ler o artigo e aguardar o lançamento do sistema.

Enviado em Colaboração, Internet, Mundo Virtual, Redes, digital | Tagged: , , , | 2 Comentários »

Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Publicado por dalberto em 26 Julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)- tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

Enviado em Colaboração, Desenvolvimento, Internet, Redes, Sociedade, Tecnologia, meio ambiente, projetos sociais | 2 Comentários »

Seminários sobre Redes

Publicado por dalberto em 29 Maio, 2007

networksO IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP- incia um ciclo de seminários temáticos sobre a riqueza das redes. Os encontros reunirão especialistas de diferentes campos para discutir o papel das redes e da Internet na produção de riquezas no mundo contemporâneo. Os seminários terão como base o livro “The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom” de Yochai Benkler.

O evento inicial ocorrerá 31/05 no Auditório Jacy Monteiro, do IME e será transmitido ao vivo, pela web. Os textos produzidos a partir dos encontros serão debatidos através de um Blog do portal do cilco de seminários.

Apresentador: Imre Simon (IME-USP)

Debatedor: Hélio Nogueira da Cruz (FEA-USP)

Debatedor: José Fernando Perez (Recepta biopharma, ex-diretor científico da Fapesp)

Presidente: Flávio Fava de Moraes (Fundação Faculdade de Medicina, ex-reitor da USP)

Enviado em Colaboração, Desenvolvimento, Internet, Mundo Virtual, Redes, Sociedade, Tecnologia, Uso Social das TICs | Deixar um comentário »

Na rede, digga-me com quem andas que digg-rei quem és

Publicado por dalberto em 4 Maio, 2007

Em pleno dia do trabalho um grande movimento agitou a Internet, mobilizando milhares de pessoas em torno a temas como liberdade de expressão , censura e direitos autorais. Os acontecimentos ilustram muito bem fenômenos como os que Howard Rheingold denomina como “smart mobs”, as mobilizações inteligentes de massas difusas através do uso das novas TICs. No caso trta-se da mobilização da comunidade de usuários de um dos símbolos da chamada Web 2.0, o Digg.

O Digg é um ambiente virtual em que usuários (mais de 1 milhão!) atuam como editores, postando notícias e votando nos artigos publicados por outros usuários que considerem relevantes. O sistema de “reputação” possibilita que os artigos mais votados aparecam nas primeiras posições, até chegarem na “homepage” do site. Com o crescimento exponencial de usuários e leitores, ocupar um espaço na primeira página do Digg se tornou algo cobiçado. O sistrma permite o livre exercício da participação e para alguns daria vazão à “sabedoria das massas” através da Internet. Entre as ferramentas com o mesmo princípio no Brasil pode-se destacar o “Eu Curti” e o Overmundo.

A “smart mob” de 1 de maio ocorreu a partir do momento em que um usuário publicou um código que permite quebrar o sistema de criptografia dos HD-DVDs, destinado a impedir cópias piratas de DVDs com novas tecnologias. O código de 24 caracteres foi publicado em um artigo com o título “Espalhe este número. Agora”. Preocupadas com a proliferação do código as empresas detentoras da tecnologia HD-DVD ameaçaram processar os websites que divulgassem o código, entre eles o DIGG.

Preocupados com a ameaça a coordenação do Digg retirou a notícia do ar e quase instantanteamente uma reação em massa começou. Mais de 50 mil usuários postaram mensagens de desagravo, reclamando que a direção do Digg estava contrariando o princípio número 1 do sistema: permitir que o leitor decida o que deve ou não ter destaque no website.

Neste meio tempo um outro artigo, desta vez intitulado “Espalhe este número. De novo”, foi publicado, e a direção optou por tirá-lo do ar, assim como cancelar a conta do usuário que a publicou. A partir deste momento a revolta se espalhou e os usuários começaram a publicar o código e artigos contra o Digg no próprio website e em outros espaços, como como websites, blogs e vídeos.

Os dirigentes do Digg perceberam que se continuassem com a censura estariam “enterrando” a sua “galinha dos ovos de ouro” e decidiram enfrentar uma briga publicando, eles mesmos, os números do código. No final do dia Kevin Rose, fundador do Digg e até então cultuado como um dos “gurus da web 2.0″, declarou:

codigo

“Hoje foi um dia insano. Tivemos que tomar uma decisão, e, para evitar um cenário em que o Digg pudesse ser interrompido ou desativado, decidimos obedecer e remover todas as notas com o código.

Mas agora, depois de ver centenas de notas e milhares de comentários, vocês deixaram tudo claro. Vocês preferem cair lutando do que se curvar a uma companhia maior.

Nós ouvimos vocês, e não vamos mais apagar textos ou comentários com o código e vamos enfrentar as conseqüências. Se perdermos, que diabos, pelo menos vamos morrer tentando.”

 

O artigo de Rose apresentou o código de 32 caracteres no próprio tíulo “Digg This: 09-f9-11-02-9d-74-e3-5b-d8-41-56-c5-63-56-88-co “e já conta com mais de 35 mil votos.

 

Desde então já foram publicados inúmeros inúmeros artigos, cartazes, charges, músicas e videos com sobre o caso, alguns deles com muito bom humor (Ouça a Música e assista ao Vídeo Clip Digg the Code). Este caso ilustra como a Internet pode ser utilizada para mobilizar pessoas dispersas em torno de interesses comuns e pode nos inspirar a pensar em maneiras para utilizar “a rede” na construção de um mundo mais justo e sustentável!

 

jesus

Enviado em Internet, Redes, Tecnologia, consumidor, digital | 4 Comentários »

Um Mapa das Comunidades Virtuais

Publicado por dalberto em 2 Maio, 2007

Este é um mapa interessante do ciberespaço que mostra algumas das principais comunidades virtuais (redes sociais) existentes na web. Em princípio o tamanho de cada território esta relacionado ao número de usuários.

A charge foi publicada em um website de comics chamado XKCD.

online

Enviado em Internet, Mundo Virtual, Redes, Tecnologia, digital | Tagged: , , , , | 1 Comentário »

Nós e a rede na WEB2.0

Publicado por dalberto em 1 Março, 2007

Nos últimos três anos encontramos, cada vez mais, serviços e recursos da denominada WEB2.0 na Internet. Este vídeo criativo, produzido por Michael Wesch, professor de antropologia cultural da Universidade do Kansas, explica e ilustra, ao mesmo tempo, as principais tendências da chamada WEB 2.0 e como o uso de algumas de suas ferramentas jã afetam o modo como utilizamos e criamos a própria rede.

Na wikipedia o termo WEB2.0 é descrito como “a segunda geração de serviços e aplicativos da Web e aos recursos, tecnologias e conceitos que permitem um maior grau de interatividade e colaboração na utilização da Internet. As aplicações desta geração disponibilizam interfaces tão dinâmicas quanto as existentes nas tradicionais aplicações desenvolvidas para desktops, em contraposição com as páginas praticamente estáticas da primeira geração de aplicações para Web, a “Web 1.0″.”

Entre os principais conceitos, recursos e ferramentas ilustrados no vídeo estão o Hipertexto, XML, Tags, RSS, Blogs, Youtube, Flickr Maps, Del.icio.us e WIKIs. No final do vídeo destaca-se s idéia de que:

“Web 2 é ligar pessoas …pessoas compartilhando, trocando e colaborando”

assim como a necessidade de repensarmos as noçõe de copryright, indentidade, ética, estética, retórica, governança, privacidade e comércio, além de nós mesmos.

Logo abaixo há uma lista de serviços da WEB2.0 que podem ser utilizados gratuitamente:

Desktop Virtual e Agregadores de RSS:

Escritório e Produtividade:

Social Web:

Fotos:

Música:

Podcasts:

Bookmarking:

Armazenamento:

Comunicação:

Enviado em Colaboração, Ferramentas, Inclusão Digital, Redes, Tecnologia, Uso Social das TICs | Tagged: , , , , | 9 Comentários »

Indios na Rede

Publicado por dalberto em 19 Fevereiro, 2007

O Programa Cultura Viva, do Ministerio da Cultura, destacou algumas iniciativas voltadas à preservação e fortalecimento da cultura indígena que utilizam os Pontos de Cultura, empregando vídeo, Internet e outros meios de comunicação, que sao apresentadas a seguir.

Uma discussao sobre programas televisivos sobre o tema pode ser vistas no post Shampoo, Xingu e Aquecimento Global

—————————

Tem Índio na Rede
(Fábia Galvão)
(Fonte: Portal Vídeo na Aldeias e Índios on-line)

Amigo do Índio (MS)
Baseado na proposta que foi discutida com a comunidade indígena e representantes, o Ponto de Cultura Amigo do Índio (MS) dá continuidade à valorização da cultura indígena promovida por grupo de professores da cidade de Dourados que trabalha com o ensino diferenciado (guarani-português) na educação fundamental. A proposta do projeto é difundir danças e brincadeiras tradicionais do povo indígena, apresentando, além da riqueza cultural, a tradição da tribo presente na música Guarani-Kaiowá e Guarani-Nãndeva. Trabalho coletivo, integração e a sustentabilidade da comunidade são algumas das práticas e idéias estimuladas no Ponto

Vídeo nas Aldeias – AC

O Projeto Vídeo nas Aldeias promove, há quatorze anos, o encontro do índio com a sua imagem. Sua proposta é tornar o vídeo um instrumento de expressão da sua identidade, refletindo a sua visão sobre si mesmo e o mundo. Ao equipar comunidades indígenas com aparelhos de vídeo, o projeto estimulou intercâmbio de imagens e informações entre os povos.

A formação de realizadores indígenas foi feita, inicialmente, de aldeia em aldeia, produzindo registros para o uso interno. Hoje, através de oficinas nacionais e regionais, eles aprendem e discutem, juntos , como falar da sua realidade para o seu povo e para o mundo. Seus documentários tratam de temas que suas comunidades consideram importantes. O acervo do projeto conta com um conjunto de documentários produzidos pela equipe de formadores e pelos realizadores indígenas. Conveniado em 2005 pelo Programa Cultura Viva, o

Índios Yawalapiti -MT
O Ponto de cultura do Xingu

Mavutsinim, herói mitológico e espírito primordial dos povos do Alto Xingu, queria os índios imortais. Na sagrada praia do Morená (encontro dos rios Kuluene, Ronuro e Batovi formadores do rio Xingu) ele plantou os Kuarup, os troncos, que viraram gente e a morte nunca mais fecharia seu ciclo de encerramento: era só passagem. A longa trajetória do extermínio começou no equívoco inicial dos portugueses: chamaram esses povos de “índios”, pois julgavam estar nas Índias. Mavutsinim começava sua árdua tarefa para renascer gente de tronco.

Sarampo, gripe, diarréia, açúcar, garimpo, boi, pasto, grileiros, pressão do consumo, assédio e sedução desonesta, massacre da língua, torpeza pela submissão ao álcool, açúcar e o cerco das terras pelo manto verde da morte, hoje chamado “soja”, é imensa a lista do massacre. O que espanta é a capacidade de resistência das aldeias e quanto os Villas Boas estavam certo em garantir o território do Xingu para cumprir o slogan da identidade cultural: “posso ser o que você é sem deixar de ser quem eu sou”.

Os Yawalapiti do cacique Aritana (filho do legendário Kanato tão citado pelos Villas Boas) já foram dados como extintos. Perdiam a língua (família Aruak), os contos, os cantos, os ritos e as coisas da sua cultura. Feridos mortalmente na razão de existir. Foi quando os Villas Boas começaram a eliminar a dispersão e a primeira aldeia foi criada. A liderança de Aritana repercute em todo Xingu. Os Yawalapiti perceberam que deviam ir mais fundo, na raiz. A língua, por exemplo. A pesquisadora Jaqueline França dedicou seis anos de trabalho para coletar dados e peças que resultassem numa arqueologia de almas. Hoje, está no ponto da cartilha. Da associação de sons a escritos. Os Yawalapiti, pela memória, pela história, pelo valor humano, tornam-se imortais como desejava Mavutsinin. Agora, eles podem registrar e dar as suas versões dos meios e modos de viver.

Leia a relato da comunidade dos Yawalapiti na ìntegra

Índios on line – BA

Os índios pesquisam suas culturas, resgatam suas histórias, preservam suas tradições, arquivam parte de suas memórias, partilham parte de seus conhecimentos. Sete nações indígenas se comunicam no portal do projeto: Kiriri, Tupinambá, Pataxó-Hãhãhãe e Tumbalalá na Bahia, Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó em Alagoas e os Pankararu em Pernambuco. As tribos buscam aliados no mundo para intercambiar informações, sentimentos e impressões. O Ponto de Cultura Índios on line (BA) desenvolve produções audiovisuais que refletem a sua realidade e compartilham suas experiências na internet, espaço onde ocorre também o aprendizado à distância (e-learning).

Enviado em Cultura, Internet, Redes, Sociedade, Uso Social das TICs | Tagged: , | 4 Comentários »