A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Arquivo da categoria ‘meio ambiente’

Liderança para a Segurança Climática

Publicado por dalberto em 8 Maio, 2009

Programa Liderança para Segurança Climática – LEAD inscrições até 20 de maio

A ABDL lança a segunda edição do programa Liderança para Segurança Climática – LEAD, desenvolvido em parceria com o LEAD Internacional – Leadership for Environment and Development e GLN – Global Leadership Network. O programa se propõe a desenvolver lideranças na transição para sociedades com baixo teor de carbono capazes de se adaptar às mudanças climáticas, combinando enfoques, metodologias e disciplinas que contemplam as dimensões pessoal, organizacional, interpessoal e sistêmica da sociedade.

O programa confere atenção a estes aspectos a partir de uma abordagem integradora e sistêmica. As turmas são formadas por pessoas oriundas de diferentes áreas de conhecimento e campos de atuação, que compartilham um espaço onde a diversidade de visões e experiências são insumos do processo de aprendizagem. Os encontros equilibram conteúdo (palestras, apresentações, visitas de campo e vivências dos/as participantes), processo (dinâmicas de grupo, diálogos, colaboração) e assessoria individual (coaching), voltados ao aperfeiçoamento e implementação das iniciativas nos contextos onde são desenvolvidas.

Durante os 7 meses do programa (junho a dezembro/09) são previstas 200 horas presenciais e 100 horas de atividades à distância, incluindo:

  • 4 encontros, realizados em retiro, entre São Paulo e Rio de Janeiro.
  • 1 seminário internacional “Liderança e Mudanças Climáticas: Impactos, Inovação e Interdependência”, em Beijing, China.
  • Atividades à distância.
  • Desenvolvimento de Iniciativas.

Os egressos do programa tornam-se integrantes (fellows) das redes ABDL/LEAD, formada por mais de 300 fellows no Brasil e 2.000 no mundo.

Eixos temáticos

  • Mudanças Climáticas: Ciências do clima, geopolítica e economia da mudança climática, desafios para mitigação e adaptação, iniciativas inovadoras;
  • Liderança: Teoria e prática das novas abordagens de liderança, voltadas ao desenvolvimento de recursos internos e externos;
  • Desenvolvimento Sustentável: Sustentabilidade, visão sistêmica, transição e mudança, diálogo multissetorial;
  • Redes: Comunicação, colaboração, facilitação, participação e engajamento.

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Publicando em outro Blog..

Publicado por dalberto em 22 Novembro, 2007

Depois de um bom tempo sem conseguir postar artigos na Blogosfera retomo a atividade postando ativamente em um Blog sobre Mudancas Climaticas,  a partir do Blog dos brasileiros do Redesenvolvimento 2007 (LEAD 12) que estarao participando do Seminario Leadership and Climate Change, em Jakarta e Bandung,  e da Conferencia do Clima, organizada pela ONU, em Bali, onde sera definido o futuro”Pos Kyoto”.

Meu primeiro Post traz algumas impressoes da minha passagem por Dubai, a caminho da Indonesia.

De Passagem por Dubai

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Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Publicado por dalberto em 26 Julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)- tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

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O Homem de Lixo

Publicado por dalberto em 26 Abril, 2007

A relacao entre meio ambiente e tecnologia foi destaque de acoes de organizacoes e militantes britanicos preocupados com a producao crescente de lixo eletronico. Conforme pode-se ver em materia publicada pelo IDGNow em 26 de abril de 2007, o problema assume proporcoes cada vez maiores. Mais informacoes sobre o tema no artigo “o lado sujo das tecnologias“.

lixo|Para ilustrar o tamanho do problema, os britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em sua vida, estimada em 3,3 toneladas. O resultado é um boneco gigante, composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras, videogames, entre outros cacarecos digitais.

Apesar do alerta, os britânicos acreditam que o homem de lixo pode ficar ainda maior nos próximos anos. Eles estimam que o uma pessoa nascida em 2003 que viva até 2080 vai gerar 8 toneladas de lixo eletrônico ao longo da sua vida, mais que dobrando o tamanho do homem de lata.

A União Européia é, contudo, uma das poucas organizações internacionais que avançou na questão do lixo eletrônico elaborando a Diretiva para Lixo Elétrico e Equipamentos Eletrônicos (Waste Electrical and Electronic Equipment Directive – WEEE), que se tornou lei em fevereiro de 2003. A lei determina metas de coleta e reciclagem aos fabricantes de eletrônicos.}

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