A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

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Apagão no Skype..

Publicado por dalberto em 17 Agosto, 2007

O “apagão” do Skype, que está fora do ar desde ontem, tem deixado muitos ne nós na mão. Chat, conferências e conversas importantes suspensas por, sabe-se lá, quanto tempo…

O caso apenas ilustra os riscos da dependência em relação a provedores, seja de serviços, infraestrutura ou software….

Skype sai do ar para ajustar software e deixa usuários sem serviço

Plantão | Publicada em 16/08/2007 às 20h39m

O Globo OnlineRIO – O serviço de telefonia via internet Skype surpreendeu nesta quinta-feira alguns usuários ao apresentar problemas para completar chamadas entre computadores via internet (VoIP) e entre terminais externos à rede.

Segundo informações do site Cnet.com, durante parte desta quinta-feira o serviço ficou fora do ar para usuários que tentaram conectar ou completar ligações, principalmente nos Estados Unidos.

Em nota publicada em seu site ( www.skype.com), o Skype alertou que foram registrados problemas em softwares e que, para corrigir e ajustar falhas, o serviço deverá funcionar de forma intermitente ou intercalada para alguns usuários entre 12 e 24 horas, até a tarde desta sexta-feira.

“Alguns de nossos usuários poderão enfrentar problemas para acessar (log in) o Skype”, esclareceu a empresa, no site com informações em inglês ( www.skype.com ).


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Para Pierre Levy Web 2.0 não é inovação

Publicado por dalberto em 16 Agosto, 2007

Em entrevista para a Folha de São Paulo Pierre Lévy discorda da idéia de que a WEB 2.0 deja uma inovação. Para o pensador a WEB 2.0 representa “apenas” o reforço e aprofundamento de princípios, práticas e valores fundamentais da própria Internet.

Lévy estará em São Paulo hoje, em evento organizado pelo LInC, Laboratório de Inteligencia Coletiva da PUC, e será transmitido ao vivo, pela Internet, no site www.vanzoline-ead.org.br.

levy

São Paulo, terça-feira, 14 de agosto de 2007

Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

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Redes sociais – ambientes e principios

Publicado por dalberto em 2 Agosto, 2007

O tema das redes sociais ven ganhando destaque na Internet, seja atraves de suas ferramentas e ambientes virtuais, seja através de blogs ou websites dedicados ao tema. Um deles, bastante interessante, é o Boombust, organizado por Wagner Fontuoura. O Boombest é um espaco virtual e ferramenta com o proposito de facilitar a formacao de redes sociais e o trabalho colaborativo.

Neste post, “Sete Principios para Redes Sociais“, ele destaca a importancia de se:

  • criar confiança,
  • compartilhar valores,
  • dar e receber,
  • criar produtos,
  • investir em liderancas,
  • sistematizar conhecimentos,
  • aprender fazendo.

Vale a pena visitar o website, ler o artigo e aguardar o lançamento do sistema.

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Na rede, digga-me com quem andas que digg-rei quem és

Publicado por dalberto em 4 Maio, 2007

Em pleno dia do trabalho um grande movimento agitou a Internet, mobilizando milhares de pessoas em torno a temas como liberdade de expressão , censura e direitos autorais. Os acontecimentos ilustram muito bem fenômenos como os que Howard Rheingold denomina como “smart mobs”, as mobilizações inteligentes de massas difusas através do uso das novas TICs. No caso trta-se da mobilização da comunidade de usuários de um dos símbolos da chamada Web 2.0, o Digg.

O Digg é um ambiente virtual em que usuários (mais de 1 milhão!) atuam como editores, postando notícias e votando nos artigos publicados por outros usuários que considerem relevantes. O sistema de “reputação” possibilita que os artigos mais votados aparecam nas primeiras posições, até chegarem na “homepage” do site. Com o crescimento exponencial de usuários e leitores, ocupar um espaço na primeira página do Digg se tornou algo cobiçado. O sistrma permite o livre exercício da participação e para alguns daria vazão à “sabedoria das massas” através da Internet. Entre as ferramentas com o mesmo princípio no Brasil pode-se destacar o “Eu Curti” e o Overmundo.

A “smart mob” de 1 de maio ocorreu a partir do momento em que um usuário publicou um código que permite quebrar o sistema de criptografia dos HD-DVDs, destinado a impedir cópias piratas de DVDs com novas tecnologias. O código de 24 caracteres foi publicado em um artigo com o título “Espalhe este número. Agora”. Preocupadas com a proliferação do código as empresas detentoras da tecnologia HD-DVD ameaçaram processar os websites que divulgassem o código, entre eles o DIGG.

Preocupados com a ameaça a coordenação do Digg retirou a notícia do ar e quase instantanteamente uma reação em massa começou. Mais de 50 mil usuários postaram mensagens de desagravo, reclamando que a direção do Digg estava contrariando o princípio número 1 do sistema: permitir que o leitor decida o que deve ou não ter destaque no website.

Neste meio tempo um outro artigo, desta vez intitulado “Espalhe este número. De novo”, foi publicado, e a direção optou por tirá-lo do ar, assim como cancelar a conta do usuário que a publicou. A partir deste momento a revolta se espalhou e os usuários começaram a publicar o código e artigos contra o Digg no próprio website e em outros espaços, como como websites, blogs e vídeos.

Os dirigentes do Digg perceberam que se continuassem com a censura estariam “enterrando” a sua “galinha dos ovos de ouro” e decidiram enfrentar uma briga publicando, eles mesmos, os números do código. No final do dia Kevin Rose, fundador do Digg e até então cultuado como um dos “gurus da web 2.0″, declarou:

codigo

“Hoje foi um dia insano. Tivemos que tomar uma decisão, e, para evitar um cenário em que o Digg pudesse ser interrompido ou desativado, decidimos obedecer e remover todas as notas com o código.

Mas agora, depois de ver centenas de notas e milhares de comentários, vocês deixaram tudo claro. Vocês preferem cair lutando do que se curvar a uma companhia maior.

Nós ouvimos vocês, e não vamos mais apagar textos ou comentários com o código e vamos enfrentar as conseqüências. Se perdermos, que diabos, pelo menos vamos morrer tentando.”

 

O artigo de Rose apresentou o código de 32 caracteres no próprio tíulo “Digg This: 09-f9-11-02-9d-74-e3-5b-d8-41-56-c5-63-56-88-co “e já conta com mais de 35 mil votos.

 

Desde então já foram publicados inúmeros inúmeros artigos, cartazes, charges, músicas e videos com sobre o caso, alguns deles com muito bom humor (Ouça a Música e assista ao Vídeo Clip Digg the Code). Este caso ilustra como a Internet pode ser utilizada para mobilizar pessoas dispersas em torno de interesses comuns e pode nos inspirar a pensar em maneiras para utilizar “a rede” na construção de um mundo mais justo e sustentável!

 

jesus

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Um Mapa das Comunidades Virtuais

Publicado por dalberto em 2 Maio, 2007

Este é um mapa interessante do ciberespaço que mostra algumas das principais comunidades virtuais (redes sociais) existentes na web. Em princípio o tamanho de cada território esta relacionado ao número de usuários.

A charge foi publicada em um website de comics chamado XKCD.

online

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Musica e tecnologia digital

Publicado por dalberto em 28 Agosto, 2006

Um bom documentário bom sobre música e tecnlogias digitais, que aborda a temática da cultura digital e dos conceitos de copyleft e licenças abertas, está disponível no website do ensolarado byte. O documentário discute a relação entre a nova música pernambucana e as tecnologias digitais nos últimos ano, incentivada pelo desenvolvimento da cena cultural deflagrada pelo Mangue Beat e de um complexo tecnológico chamado Porto Digital – situado no “Recife Antigo”.

O documentário está centrado na trajetória de três artistas importantes na cena pernambucana:

  • O DJ e produtor DJ Dolores, pioneiro do Mangue Beat,
  • O coletivo Re:combo, representado por Doktor Mabuse, também do Mangue Beat e envolvido em discussões sobre o uso de conceitos como “copyleft” e “licenças de uso abertas”, e
  • Neílton, guitarrista da banda Devotos, artista plástica e (re)construtor de artefatos tecnológicos

O filme, dirigido dirigido por Maurício Correia, mostra como a tecnologia pode ser utilizada de forma criativa na arte, valorizando a diversidade cultural e promovendo inclusão social.

Diretor: Mauricio Corrêa
Produtor: Asas Cinema e Video / TV Universitaria PE / Fundação Padre Anchieta / TV Cultura
Download: http://ensolaradobyte.blogspot.com

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