A Rede

Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis

Arquivo da categoria ‘Desenvolvimento’

Redesenvolvimento 2007 – Programa de formação em redes para o desenvolvimento

Publicado por dalberto em 26 Julho, 2007

Nas sociedades contemporâneas os atores sociais articulam-se em redes empregando as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, como um recurso para acessar, produzir e compartilhar informações. Na sociedade em rede, informação, comunicação, colaboração e conhecimento estão no centro de inovadores processos sociais em rede, como os descritos a seguir:

  • Uma comunidade de milhares de programadores dispersos pelo mundo consegue, através da colaboração, produzir um software livre complexo, como o Linux, e concorrer com a Microsoft.

  • O compartilhamento de arquivos digitais através dos sistemas “peer to peer” na Internet coloca em xeque o modelo tradicional de produção e distribuição de músicas e filmes assim como a noção de direitos autorais.

  • Em diferentes países cidadãos utilizaram o celular para organizar “smart mobs”, as mobilizações inteligentes, que possibilitaram a realização de protestos importantes.

  • Usuários da Internet passaram a produzir e disseminar informação através de blogs e portais colaborativos como a Wikipedia, maior enciclopédia do mundo.

  • Milhões de cidadãos utilizam as chamadas “redes sociais” para se organizar em comunidades virtuais em torno de temas ou causas específicos.

  • Organizações da sociedade civil utilizam a Internet como um meio para acessar informação, dar visibilidade a suas causas e projetos, se articular em redes e influenciar outros atores sociais.

  • Redes internacionais, movimentos e organizações da sociedade civil organizaram eventos globais, como o Fórum Social Mundial.

  • Organizações públicas e privadas enfatizam a importância da colaboração, da aprendizagem e da gestão do conhecimento, fomentando a constituição de comunidades de prática e de aprendizagem.

  • Organizações que estimulam processos de desenvolvimento local adotam estratégias voltadas à constituição e fortalecimento de redes sociais locais.


Neste contexto, organizações e movimentos sociais se apropriam das ferramentas e tecnologias de informação e comunicação (TICs) numa resposta à globalização da economia, criando uma nova forma de reivindicação e articulação baseada na colaboração, para atingir seus objetivos e defender suas causas. Porém, a articulação em rede traz grandes desafios às organizações e movimentos. Entre eles, destacamos a comunicação horizontal, a facilitação, o compartilhamento de informações e conhecimentos, a efetiva participação e a sustentabilidade das redes. Estes desafios motivaram a ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças – a criar um programa de Formação de Liderança em Redes para o Desenvolvimento, o Redesenvolvimento.
Redes em Desenvolvimento

O Redesenvolvimento é um programa de formação e mobilização de atores sociais, que leva à constituição de um ambiente colaborativo voltado ao fortalecimento de redes. A primeira edição do Redesenvolvimento aconteceu entre 2005 e 2006, com o apoio da Fundação Avina, da RITS e da Ashoka. Esta primeira edição contou com a participação de 25 pessoas, das seguintes redes e organizações:

  • Ação Empresarial pela Cidadania (AEC) – visa a sensibilização, motivação e facilitação de políticas de responsabilidade social das empresas, potencializando e qualificando as iniciativas existentes e fomentando novas ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

  • Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep)- tem a missão de mobilizar organizações e pessoas para desenvolverem iniciativas de combate à pobreza e transformar a luta contra a fome e a miséria na prioridade número um do Brasil.

  • Rede Cyberela – busca fortalecer o trabalho de mulheres comunicadoras no uso das tecnologias de informação e comunicação, promovendo a produção e veiculação de conteúdo com perspectiva de gênero e direitos humanos.

  • Rede de Cooperação Alternativa (RCA) – reúne ONGs indigenistas e organizações indígenas, além de organizações ambientais para pensar alternativas de desenvolvimento sustentado entre povos da floresta.

  • Rede Marinho-Costeira e Hídrica (RMCH-BR) – tem como missão contribuir para a preservação e orientar sobre o uso sustentável dos ecossistemas marinhos e costeiros e bacias hidrográficas no Brasil.

  • RENOVE – promove a utilização das energias renováveis, com o intuito de fomentar o desenvolvimento sustentável por meio da integração com o terceiro setor e com os setores público e privado.


Entre os resultados obtidos na realização desta primeira edição, destacam-se a formação e sensibilização de 25 integrantes de redes; o desenvolvimento de metodologia para o fortalecimento de redes; a sistematização da experiência; e o maior aprendizado/compreensão dos desafios e da dinâmica de funcionamento das redes.

O Programa culminou no seminário Redes e Desenvolvimento, que reuniu público de aproximadamente 300 pessoas e contou com a participação de mais de 40 palestrantes. O evento foi realizado em parceria com o Senac São Paulo, em julho de 2006, e contou com patrocínio da Fundação Vale do Rio Doce e de Furnas Centrais Elétricas.


redesenvolvimento

O Redesenvolvimento 2007

Neste mês a ABDL abriu as inscrições para o Redesenvolvimento 2007, que tem como principais objetivos:

  • Capacitar atores sociais para a articulação em rede

  • Formar uma comunidade de aprendizagem sobre a temática “Redes para o Desenvolvimento”

  • Promover o fortalecimento de redes

  • Produzir e disseminar conhecimento sobre redes


Nesta edição adotamos a perspectiva de que a atuação em redes é, por si só, tão ou mais valiosa do que a organização formal dos atores sociais em “redes de organizações”. Desta forma, o principal objetivo do programa passou a ser a formação de atores sociais interessados em fortalecer processos colaborativos e de articulação de redes em diferentes formas de organização, seja uma rede formalmente constituída, uma ONG, um fórum ou uma empresa que deseje promover ações sociais em rede.

Durante o Redesenvolvimento 2007 serão abordados quatro eixos temáticos:

  • Desenvolvimento Sustentável – Desenvolvimento, liderança, participação e cidadania.

  • Redes – Emergência e papel das redes, planejamento, facilitação e avaliação de redes.

  • Comunicação – Acesso à informação, comunicação e colaboração na sociedade em rede.

  • TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, apropriação e uso social da Internet.


Durante todo o programa estes temas serão trabalhados através de conceitos, casos, ferramentas e atividades práticas que permitam a cada um dos participantes aperfeiçoar sua atuação a partir da incorporação de princípios, metodologias e práticas de trabalho colaborativas que fortaleçam a sua atuação na promoção do desenvolvimento, tanto em suas organizações como nas redes às quais estejam vinculados.

O programa está organizado em três encontros presenciais intensivos, e um seminário aberto, nos moldes do Redes e Desenvolvimento, realizado em julho de 2006 em parceria com o SENAC-SP. Os encontros presenciais serão intercalados por atividades à distância, para compartilhar informações e experiências, empregando-se um ambiente virtual que facilita a aprendizagem e a colaboração. Os participantes ainda poderão participar do Seminário Internacional do LEAD International e passar a integrar a Rede Lead, formada por mais de 1.600 pessoas de diferentes países que atuam na construção de um mundo sustentável.

O seminário internacional do LEAD deste ano será sobre “Liderança e Mudança Climática” e ocorrerá de 26 de novembro e 1º de dezembro de 2007, na Indonésia, às vésperas da Conferencia sobre do Clima, organizada pela ONU. Os participantes do programa que tiverem interesse poderão integrar a delegação do LEAD que participará da Conferência em Bali.

Ao se inscrever no programa os participantes devem apresentar uma proposta de ação voltada à promoção e implantação de ações que favoreçam a disseminação de práticas de trabalho em rede em seus projetos, organizações ou redes.

Para saber mais sobre o Redesenvolvimento, visite: www.abdl.org.br; ou escreva para redes@abdl.org.br.

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Seminários sobre Redes

Publicado por dalberto em 29 Maio, 2007

networksO IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP- incia um ciclo de seminários temáticos sobre a riqueza das redes. Os encontros reunirão especialistas de diferentes campos para discutir o papel das redes e da Internet na produção de riquezas no mundo contemporâneo. Os seminários terão como base o livro “The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom” de Yochai Benkler.

O evento inicial ocorrerá 31/05 no Auditório Jacy Monteiro, do IME e será transmitido ao vivo, pela web. Os textos produzidos a partir dos encontros serão debatidos através de um Blog do portal do cilco de seminários.

Apresentador: Imre Simon (IME-USP)

Debatedor: Hélio Nogueira da Cruz (FEA-USP)

Debatedor: José Fernando Perez (Recepta biopharma, ex-diretor científico da Fapesp)

Presidente: Flávio Fava de Moraes (Fundação Faculdade de Medicina, ex-reitor da USP)

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Mais lenha na polêmica em torno do Laptop de 100 dólares

Publicado por dalberto em 6 Maio, 2007

Nos últimos temos temos visto alguma discussão sobre o projeto “One Laptop per Children”, promovido pelo MediaLab do MIT a partir dos esforços de Nicholas Negroponte. O projeto, que atualmente é gerenciado por uma Fundação responsável pela sua disseminação, prevê a doação de Laptops para crianças das escolas como uma “estratégia” para diminuir a exclusão digital e melhorar o desempenho da educação. No Brasil o projeto ficou conhecido como o “Lapto de 100 dólares” e o governo já adquiriu alguns laptops ao custo de 140 dólares.

Os aparelhos já estão sendo utilizados em “testes” que provavelmente antecedrão a compra mais de 5 milhões de laptops. Ao custo de quase 1 bilhão de dólares esses equipamentos permitiriam equipar uma parcela das crianças não se sabe por quanto tempo (até que os quebrem e não tenham como ser consertados, sejam roubados por uma criança que não o tenha), para quê (qual o propósito e projeto pedagógico associado ao uso do equipamento?) nem se teremos condições para que os mesmos possam ser utilizados (os professores terão acesso a equipamentos similares ? Serão capacitados para utilizá-los ? Estarão conectados à Internet ?).

lappAo que parece estas questões não são grande objeto de preocupação por parte de gestores dispostos agastar 1 bilhão de dólares em equipamentos…

Quem sabe artigos como o publicado no New York Times e apresentado a seguir, não contribuia para evitar um grande desperdício de recursos.

Outros posts sobre o assunto

Laptop de 100 dólares…para quê?

Laptop de 100 dólares

OLPC

São Paulo, domingo, 06 de maio de 2007 – Folha de São Paulo – Cotidiano

Escolas questionam eficácia de laptops

Entidades de ensino norte-americanas desistem de programas que implementam uso de computadores em sala de aula

Sem benefícios pedagógicos comprovados e com custo alto, uso de informática é freado por instituições

WINNIE HU
DO “NEW YORK TIMES”, EM LIVERPOOL

Os estudantes da Liverpool High, uma escola de segundo grau no interior do Estado de Nova York, usaram os laptops fornecidos a eles pela escola para divulgar gabaritos de provas, baixar pornografia e invadir computadores de empresas.
Quando os dirigentes escolares adotaram medidas de segurança mais rígidas para a rede do colégio, um aluno da 10ª série não só encontrou maneira de superar essas barreiras como também postou instruções na Web explicando aos colegas como fazer a mesma coisa.
Dezenas dos laptops arrendados pelos alunos quebram a cada mês, e de dois em dois dias, nos períodos reservados a estudo assistido por professores, a rede da Liverpool High termina caindo, devido ao alto número de alunos que preferem navegar pela internet a dirimir suas dúvidas escolares.
Assim, o distrito escolar de Liverpool, uma cidade localizada perto de Syracuse, decidiu que, a partir do quarto trimestre, os laptops devem ser devolvidos, o que aumenta o número de escolas em todo o país que adotaram programas de computação individual e, mais tarde, optaram por cancelá-los, por terem sido considerados inúteis ou, pior, nocivos.
O objetivo de muitas dessas escolas era remover a disparidade digital entre os alunos que tinham e os que não tinham computadores em casa.
“Depois de sete anos, não há literalmente prova alguma de impacto positivo sobre as realizações acadêmicas dos estudantes”, disse Mark Lawson, presidente do conselho de educação de Liverpool -um dos primeiros distritos do Estado de Nova York a testar o sistema de oferecer aos alunos contato direto com a tecnologia.
“Os professores nos informaram que quando os alunos desenvolvem forte vínculo com seu laptop, o computador passa a representar uma distração no processo educacional”, disse.
A postura adotada em Liverpool surge no momento em que mais e mais distritos escolares em todo o país optam por levar laptops às suas salas de aula.
Um estudo conduzido por duas consultorias educacionais nos 2.500 maiores distritos escolares norte-americanos, no ano passado, mostrou que um quarto dos respondentes já havia adotado um computador por aluno, e que metade do grupo esperava fazê-lo até 2011.
Na cidade de Nova York, cerca de seis mil alunos de quinta a oitava série receberam laptops em 2005 como parte de um programa trienal de US$ 45 milhões, financiado com verba municipal, estadual e federal.
No entanto, funcionários de diversas escolas afirmam que os estudantes cometeram abusos usando seus laptops, e que as máquinas não se enquadram nos planos de aula e demonstram pouco ou nenhum efeito mensurável, sobre as notas e exames.
Há distritos que abandonaram seus programas de distribuição de laptops devido à resistência de parte dos professores, problemas técnicos e logísticos e custos elevados de manutenção.
Esse tipo de decepção é só o mais recente exemplo de como a tecnologia, muitas vezes alardeada por filantropos e líderes políticos como meio de solucionar problemas de forma instantânea, deixa os professores perplexos quanto ao que fazer para integrar os novos aparelhos aos seus currículos.
No mês passado, o Departamento da Educação norte-americano publicou um estudo que demonstrava não haver diferença em termos de realizações acadêmicas entre alunos que usam software educacional para aprender matemática e desenvolver a capacidade de leitura e alunos que não utilizam esse recurso.
Por outro lado, muitos dirigentes escolares e professores dizem que o uso de laptops motivou até os mais relutantes dos alunos a aprender, resultando em freqüência mais elevada, índices menores de punições e abandono de estudos.
Em um dos maiores estudos em curso, o Centro de Pesquisa Educacional do Texas, até agora não constatou diferença nos resultados de testes estaduais entre 21 escolas de quinta a oitava série, nas quais os alunos receberam laptops, e 21 que não receberam. Mas alguns dados sugerem que os estudantes mais aptos podem se sair melhor em matemática quando equipados com laptops.


tradução de PAULO MIGLIACCI

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O Homem de Lixo

Publicado por dalberto em 26 Abril, 2007

A relacao entre meio ambiente e tecnologia foi destaque de acoes de organizacoes e militantes britanicos preocupados com a producao crescente de lixo eletronico. Conforme pode-se ver em materia publicada pelo IDGNow em 26 de abril de 2007, o problema assume proporcoes cada vez maiores. Mais informacoes sobre o tema no artigo “o lado sujo das tecnologias“.

lixo|Para ilustrar o tamanho do problema, os britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em sua vida, estimada em 3,3 toneladas. O resultado é um boneco gigante, composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras, videogames, entre outros cacarecos digitais.

Apesar do alerta, os britânicos acreditam que o homem de lixo pode ficar ainda maior nos próximos anos. Eles estimam que o uma pessoa nascida em 2003 que viva até 2080 vai gerar 8 toneladas de lixo eletrônico ao longo da sua vida, mais que dobrando o tamanho do homem de lata.

A União Européia é, contudo, uma das poucas organizações internacionais que avançou na questão do lixo eletrônico elaborando a Diretiva para Lixo Elétrico e Equipamentos Eletrônicos (Waste Electrical and Electronic Equipment Directive – WEEE), que se tornou lei em fevereiro de 2003. A lei determina metas de coleta e reciclagem aos fabricantes de eletrônicos.}

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Shampoo, Xingú e Aquecimento Global na TV

Publicado por dalberto em 15 Fevereiro, 2007

Ao que parece a Midia finalmente decidiu abrir espaço em sua programação para falar sobre o aquecimento global. Desde a divulgação do relatório sobre mudanças climáticas em Paris, há 15 dias, diversas materias e programas vem abordando o tema. Não há dúvidas de que a maior parte das matérias são superficiais, mas pode-se tambem encontrar alguns com qualidade. De todo modo parece que finalmente o tema entrou de vez na agenda e na cabeca das pessoas, o que é o primeiro passo para se realizar algo.

Ontem por coincidência, dois programas abordaram a questão ambiental levando em conta a situação atual do Parque Nacional do Xingú.

time of creation. Originally uploaded by Tatiana Cardeal.

O primeiro foi um “Conexao Roberto Davilla”, na TV Cultura, tendo Washington Novaes como entrevistado. Programa excelente abordando a questão ambiental e a sua experiência no parque nacional do Xingu, há mais de 20 anos. Lembrou Pierre Clastres, que dizia que geralmente nos referimos aos índios pelo “negativo”, enfatizando o que eles não possuem , como roupas, TV ou automóveis, quando na realidade, o importante seria compreender o que eles tem que nós, ocidentais, não temos.

Para Clastres, os indios tem pelo menos 3 coisas importantes que não existem na nossa sociedade:

  1. Autonomia- marcada pela capacidade de subsistência. Em uma aldeia há uma divisão entre os que pescam, cacam, cozinham, constroem e curam, permitindo que o grupo viva autonomamente, sem precisar de recursos externos.
  2. Independência- Os indígenas não se subordinam aos outros indígenas. O cacique o o pajé são detentores de um saber acumulado que pode ser utilizado em aconselhamentos e moderação de conflitos
  3. Conhecimento compartilhado – O conhecimento é transmitido oralmente e compartilhado por todos, servindo a toda a comunidade.

Estas três características desapareceram da sociedade ocidental há muito tempo, mas são fundamentos próximos aos que buscamos quando falamos em sociedade em rede, trabalho colaboratibo e conhecimento livre. Talvez seja um bom momento para reler o clássico A Sociedade Contra o Estado, de Clastres.

O segundo programa foi um especial do SBT, realizado basicamente por uma reporter que pasosu menos de 1 semana no parque. O aprentador do programa fazia um breve resumo do que seria mostrado em cada bloco, no estilo Globo Reporter), e se referia à reporter como “A Reporter”, falando frases como “Agora, a Reporter visitará a aldeia XYZ…em seguida a reporter presenciará uma cerimonia do Quarup”, e por ai a fora.

Em um dos blocos “a reporter” (não sei seu nome, pois nao disseram nem apareceu nas legendas) pergunta ao Cacique se eles utilizam sabonete ou shampoo, e ele diz que não, que indios não precisam destas coisas.

Em um segundo momento, “a reporter” comenta que os Indigenas da aldeia utilizam o rio para tomar água, tomar banho e lavar roupas. Em seguida a moça se dirige ao Rio para tomar banho com os indígenas e leva seu xampoo e “ensina” as indigenas a utilizar o produto , como se o mesmo fosse necessário ou indispensável para aquela população. Ao que parece a moça nem chegou a pensar que o Xampoo não é biodegradável e portanto iria poluir as águas do Rio em que outros indígenas, mais a frente, irão beber água.

Será que a repórter está acostumada a beber a água de seu próprio banho ? Será que ela, o apresentador, a equipe de produção e todos os demais que trabalham na “Rede SBT” não se dão conta que este tipo de comportamento apenas prejudica o meio ambiente ao invés de contribuir para o fortalecimento dos povos indígenas e de sua cultura ? Se a gafe foi cometida no local, os editores deveriam, ao menos evitar um processo de “deseducação” em massa através da Televisão.

Em Tempo: Tatiana Cardeal, que tirou a foto dos Kurikuro durante um Quarup, tem um excelente blog, o Brazil> Social Photography, assim como varios alguns de fotos no Flicker, que valem a visita!

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Perigos e ameacas na Internet

Publicado por dalberto em 2 Dezembro, 2006

Algumas dos “micos” da Internet publicados na PC World e reproduzidos no IDGNow nos fazem pensar sobre alguns dos serios problemas e questoes eticas no mundo atual.

Ai vao alguns deles:

2 – Quanto mais da America Online, melhor
Quando a AOL publicou os registros de busca de 658,000 assinantes (os nomes foram substituídos por um número), a empresa sequer podia voltar atrás com a desculpa de que “foi um acidente”. A liberação foi intencional, pois fazia parte de um projeto de pesquisa mal conduzido para dar o conjunto de dados a acadêmicos analisarem o que as pessoas estavam procurando online. O que havia era o de sempre: Britney Spears, passagens de avião baratas e muita pornografia. A AOL removeu os dados, mas só depois que ele foram copiados, buscados e reportados. Os pedidos de desculpas da empresa entraram por um ouvido e saíram pelo outro: a AOL está atualmente sendo processada sobre a questão.

10 – Você está demitido!
O que é preciso para demitir 2500 funcionários? Aconselhamento jurídico? Programa de demissão voluntária? Pilhas e pilhas de documentos? Nada disso. Em 2003, o British Amulet Group mandou embora 2500 empregados enviando uma simples mensagem de texto SMS para os celulares dos funcionários. Pelo menos havia uma desculpa: a empresa acabava de entrar na bancarrota.

8 – Não morri, ainda…
É prática comum de alguns veículos de comunicação preparar obituários com antecedência para aquelas figuras importantes que podem bater as botas a qualquer momento. Mas em 2001 alguém na rede descobriu que os obituários da CNN para famosos quase-mas-ainda-não-mortos estavam publicamente acessíveis. Figuras como Fidel Castro, Dick Cheney e Nelson Mandela tiveram seus óbitos amplamente disseminados antes que a CNN.com, desgostosamente, os tirassem do ar.
6 – O cara errado
Cara ErradoFoi um erro honesto. A BBC havia agendado uma entrevista ao vivo com Guy Kewney, um especialista em tecnologia na disputa “Apple Computer vs. Apple Corps dos Beatles”. Mas alguém se confundiu e colocou um certo Guy Goma no estúdio. O seu olhar assustado na hora em que a repórter perguntava alguma coisa a ele era algo que não era possível de fingir. Goma, originalmente designado para taxista, de fato foi ao estúdio para uma entrevista, só que de emprego. Mais tarde ele afirmou que pensava que tudo fazia parte da metodologia da entrevista. Desde então a BBC tem pedido aos sites de vídeo online para remover esse vergonhoso episódio.

1 – Uma grande maneira de motivar a equipe
BallmerSteve Ballmer, CEO da Microsoft, fará de tudo para manter os empregados da Microsoft motivados e entretidos, nem que seja a seu próprio custo. Deve ter sido esse espírito que fez com que Ballmer subisse ao palco durante um evento da empresa em 2001 para tocar “Get on Your Feet” da Gloria Estefan, fazendo o que seria dublado depois como “The Monkey Boy Dance” (a dança do macaco). Ballmer dançou enquanto gritava “Woooo! Get up!! Come on!!”. Poucos dias depois, Ballmer, sem mostrar nenhum arrependimento, conduziria uma platéia a cantar o video remix “Developers!” de suas duas performances.

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O Silencia que Fala

Publicado por dalberto em 1 Dezembro, 2006

 

Ums experiencia fantastica no uso social da Net pode ser visto no projeto/website Silence Speaks, que utiliza digital storytelling como um meio para dar voz a pessoas que foreram violencias de diferentes tipos, envolvendo questoes de genero, sexualidade, racismo ou discriminação cultural.

Encontra-se um website bonito, inovador e excelentes historias e recursos bem empregados por organizacoes que lutam por mais justica, cidadania e qualidade de vida. O resultado ? Boas historias, recursos e inspiracao para utilizarmos a memoria e as historias a favor da mudanca social, como ja faz o Museu da Pessoa no Brasil.

 
         
 

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Semana pela Democratizacao da Comunicacao em SP

Publicado por dalberto em 16 Outubro, 2006

Programação da 4ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação em São Paulo vai discutir temas como “Mídia e Eleições” e promover mesa de diálogo sobre mídia com movimentos sociais

Uma série de atividades marcarão, de 18 a 25 de outubro, em São Paulo, a 4ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação (veja abaixo a programação completa e a lista de organizadores). A solenidade de entrega do 28º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos / II Prêmio Vladimir Herzog de Novos Talentos encerram a programação na noite do dia 25, no Parlamento Latino-Americano. Uma reunião de avaliação das atividades e preparatória do I Encontro Paulista pela Democratização da Comunicação já está marcada para o dia 9 de novembro.

Debates, mesas de diálogo, apresentações culturais vão mostrar à sociedade que a mídia é dela, que a informação é um bem público e a comunicação é um direito. Saiba mais sobre a 4ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação 

Confira a programação:

Dia 18/10 – 19h
Debate “Mídia e Eleições”
Local: Núcleo Bartolomeu – R. Dr. Augusto de Miranda, 786 – Pompéia – altura do Hospital São Camilo

Dia 19/10 – 19h
Debate “Políticas de Comunicação e o governo Lula”
Local: Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC/SP – R. Monte Alegre, 984 – Perdizes

Dia 21/10 – a partir das 21h
Festa do Saci & Seus Amigos
Local: Instituto Jovem – R. Cardeal Arcoverde, 1838 – Pinheiros
Entrada: R$ 5,00

Dia 24/10 – 19h
Mesa de diálogo “Mídia e Movimentos Sociais”
Local: Conselho Regional de Psicologia – Rua Arruda Alvim, 89 – próximo ao metrô Clínicas

Dia 25/10 – 19h30
Entrega do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos / II Prêmio Vladimir Herzog de Novos Talentos
local: Parlamento Latino Americano – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Barra Funda

Organização

Ação Educativa, Arte Contra a Barbárie, Assembléia Popular SP, Mutirão por um Novo Brasil, Centro Acadêmico Benevides Paixão (PUC/SP), Centro Acadêmico Vladimir Herzog (Faculdade Cásper Líbero), Comitê pela Democratização da Comunicação SP, Comitê pela Democratização da Informática (CDI), Centro de Mídia Independente (CMI), Ciranda Internacional de Informação Independente, Conselho Regional de Psicologia (CRP- 6ª Ragião), Cooperativa Paulista de Teatro, Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes da Universidade Mackenzie, Departamento de Jornalismo da PUC/SP, Editora Expresão Popular, Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS, Festival Latinoamericano de La Clase Obrera (Felco), Fórum Nacional pela democratização da Comunicação (FNDC), Cala-Boca Já Morreu, Gens Projetos Educacionais, Instituto Jovens, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Jornal Brasil de Fato, Jornal O Sarrafo, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), OBORÉ Projetos Especiais, Observatório Brasileiro de Mídia, Revista Caros Amigos, Revista Fórum, Revista e Jornal Sem Terra, revista Viração, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Sindicato dos Radialistas de São Paulo

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A Construção em Rede

Publicado por dalberto em 27 Setembro, 2006

Para mim, um dos pensamentos mais elucidativos sobre o que é o trabalho em rede aparece em uma frase de um livro chamado Movimentos Sociais na Rede, de Osvaldo León, Sallu Burch e Eduardo Tamayo, publicado pela ALAI – Agencia Latinoamericana de Informacao, em setembro de 2001.

É uma frase simples, mas bastante interessante porque valoriza mais a idéia da construção EM rede ou “trabalhar em rede” (movimento e colaboração) do que a construção DA rede e a forma de organização em rede (estrutura e coordenação).

Pretendo utilizar esta frase como ponto de partida (e de chegada) da apresentação que realizarei, amanhã, no I Encontro Gaúcho do Terceiro Setor, que ocorrerá em Novo Hamburgo (RS).

“Una construcción en red implica desarrollar una idea para organizarse y

organizarse para desarrollar una idea”.

Osvaldo León, Sally Burch, Eduardo Tamayo
ALAI, septiembre 2001

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Comunicação e TICs para o Desenvolvimento no Programa Novos Brasis

Publicado por dalberto em 30 Agosto, 2006

Nesta semana está ocorrendo, em Maceió, um encontro de representantes de 14 organizações que tiveram projetos selecionados pelo Programa Novos Brasis, do Instituto Telemar, assim como de agências de notícias da Rede Andi, também apoiada pelo Instituto.

O Programa Novos Brasis pretende contribuir para a diminuição das desigualdades e aproximar os diferentes Brasils. Em sua terceira edição o programa selecionou projetos que utilizam as tecnologias de informação e comunicação como meio para a transformação social. Na edição de 2006 participaram do processo seletivo 515 projetos, propostos por associações, institutos, fundações, Ongs, órgãos públicos, centros comunitários, universidade

A análise dos projetos levou em consideração o nível de inovação das propostas, o impacto direto na comunidade beneficiada, o mapeamento de ações, a possibilidade de formação de redes sociais, o potencial de geração de renda e ainda o potencial de desenvolvimento de novas metodologias que possam ser replicadas por outras ações sociais.

Os projetos selecionados contemplam ações em áreas como comunicação, produção cultural, inclusão digital e formação de redes. A diversidade e a consistência das inciativas evidencia o papel que as TICs podem ter na promoção do desenvolvimento sustentável.

Este encontro marca o início dos projetos e tem o propósito de possibilitar o intercâmbio de experiências, assim como discutir temas como avaliação de projetos e a relação entre redes, tecnologia e a promoção do desenvolvimento.

Mains informações em Programa Novos Brasis

Projetos Classificados

Sustentabilidade Ambiental do Canal do Jandiá – Tefé – (Navegar Amazonia)

O projeto visa capacitar e sensibilizar através de cursos e oficinas na conservação do meio ambiente, jovens e adultos moradores locais, barqueiros e egressos de escolas públicas do entorno do Canal do Jandiá para o exercício da cidadania, aprimorando a compreensão da necessidade da manutenção dos recursos hídricos e criando novas fronteiras para mudança de comportamento através da Educação Ambiental.SITE – Rio de Janeiro (CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular)
O projeto visa a capacitar jovens multiplicadores da Baixada Fluminense, para a realização de oficinas de comunicação e cidadania, repassando os conhecimentos adquiridos para outros jovens da região. Está prevista ainda a formação de uma rede virtual em que jovens utilizarão blogs como ferramenta para discussões sobre a mídia de maneira geral.

TV MOQUECA – Espírito Santo (Centro Cultural Araçá)
Na cidade de São Mateus, no Espírito Santo, será criado um centro de criação áudio-visual que usará tecnologia da informação e comunicação, voltada para jovens. Nesse espaço, os adolescentes farão planos de negócio para o grupo de produção de vídeo atuar na localidade.

0800 REDE JOVEM – Rio de Janeiro (Comunitas – Parcerias para o Desenvolvimento Solidário)
A grande inovação desse projeto é a interface entre a Internet e o celular para o uso social. Através dessa interação, os jovens participantes receberão, via celular, informações com oportunidades de emprego, qualificação profissional, projetos sociais e outros assuntos de interesse da juventude. Essa ação se tornará o principal atrativo do portal “Rede Jovem”, que desde 2000 reúne jovens de todo o país.

JOVENS EM REDE PELA NÃO-DISCRIMINAÇÃO – Rio de Janeiro (Escola de Gente – Comunicação em Inclusão)
A inclusão de jovens com deficiência é a principal preocupação do projeto. Por meio de capacitação via web de lideranças jovens do terceiro setor, o objetivo é fazer com que mais ações sociais estejam aptas a receber jovens com deficiência física, sensorial, intelectual, social e múltipla. Essa transformação será feita através de fóruns, de redes virtuais e conselhos de juventude de todo o país.

NAVEGANTES – Ceará (Fábrica de Imagens)
Projeto de capacitação em programação web para jovens da periferia de Fortaleza com o objetivo de produzir conteúdo para elaboração de um portal de escoamento da produção sócio-cultural de organizações não governamentais do Ceará.

ONDA SOLIDÁRIA DE INCLUSÃO DIGITAL – Bahia (FAPEX – Fundação de Amparo à Pesquisa e à Extensão)
Projeto de Inclusão Digital, que se beneficia dos princípios da Economia Solidária para promover o desenvolvimento sócio-econômico da comunidade de Pirajá, bairro popular em Salvador, e que utilizará os princípios do projeto Tabuleiro Digital, já desenvolvido pela Faculdade de Educação da Bahia.

COM.DOMÍNIO DIGITAL LARANJEIRAS – Sergipe (Instituto Aliança com o Adolescente)
Trata-se da formação continuada para jovens do município de Laranjeiras, em Sergipe, com o objetivo de ampliar o acesso desses jovens às demandas e oportunidades do mercado local, com foco nas tecnologias de informação, atendendo ao seu parque industrial e estimulando a sua indústria cultural e turística.

REDE RIBEIRINHA DE COMUNICAÇÃO – Amazonas (Ong Mamirauá)
O projeto é destinado às populações ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Mamirauá, localizadas na região do Médio Solimões, na Amazônia. O objetivo é criar uma rede de rádios comunitárias, interligando comunidades vizinhas, de forma a viabilizar um espaço de fortalecimento da organização, da cidadania, com foco em informações sobre a conservação ambiental da Floresta Amazônica.

JOGANDO COM O SABER – Minas Gerais (Missão Ramacrisna)
O hábito de jogar videogames desenvolve a capacidade visual, noção espacial e coordenação motora. Baseado nesses dados, o projeto vai oferecer a crianças e adolescentes de cinco escolas públicas de Betim, Minas Gerais, uma ferramenta de aprendizado baseada no uso de videogames. Para viabilizar a idéia, professores serão treinados e os jogos passarão pelo crivo de uma pedagoga. Assim, o novo método será incluído na grade escolar, de forma a contribuir para o desenvolvimento das competências dos alunos, assim como habilidades como raciocínio lógico e iniciativa.

TUCUMANDUBA NO AR – Pará (Novos Curupiras)
O objetivo do projeto é criar uma rádio comunitária em Tucumanduba, localizada no município paraense do Soure, no arquipélago de Marajó. A idéia é capacitar jovens para a operação de equipamentos e criação, produção e edição de programas para a comunidade. Além das dificuldades de acesso aos instrumentos de comunicação, a região também enfrenta problemas com a falta de infra-estrutura básica, como água tratada e saneamento.

ÍNDIOS ON LINE – Bahia (Thydewa)
Por meio da web, o projeto irá qualificar cem índios de sete comunidades do Nordeste para que estejam aptos a executar todas as etapas de projetos próprios: elaboração, captação de recursos, gerenciamento e monitoramento. Cada nação terá como desafio, ao concluir a qualificação, apresentar propostas que contribuam para o aumento do IDH de suas comunidades.

DEFENSORES DA FLORESTA DE PEDRA – Piauí (Comitê de Articulação Social Outra Margem)
O objetivo do projeto é capacitar um grupo de jovens para a elaboração de uma campanha de conscientização sobre a importância da preservação do Parque Floresta Fóssil, patrimônio natural do Piauí, formada por árvores em processo de petrificação há 260 milhões de anos. Para isso, os jovens farão pesquisa na internet, utilizarão instrumentos de informática, como software de design gráfico, e produzirão material de mídia impressa e digital.

SUSTENTENTABILIDADE PARA A REDE CYBERELA – Alagoas (Cemina)
Trata-se de um projeto que pretende dar sustentabilidade a quatro rádio-telecentros que foram implementadas no Nordeste do país nos últimos três anos, através da capacitação dos gestores em manutenção de hardware.

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